Os Chemical Brothers estão com álbum novo na praça, "We are the night", com lançamento oficial previsto para o dia 18 de junho. Sim, a dupla formada pelos ingleses Tom Rowlands and Ed Simons, tão criticados pelo som dos 'anos 90' no último show que fizeram no Brasil, em 2004, parecem prolíficos e imunes ao tempo. E a verdade é que eles não pareciam tão fora do contexto assim.... Foi só esperar três anos para o tal do 'new rave' voltar à pauta e influenciar até a moda. Agora, a lisergia se mistura com consciência: no single "Do It Again", divulgado pela Internet, rola papo sobre prevenção e redução de danos, no falsete do cantor Ali Love:
'Oh my god what have I done? All I wanted was a little fun Got a brain like bubble gum'
O clipe do single foi filmado na região do Saara, no Marrocos, dá uma olhada:
E por falar em misturinhas, outra interessante é a que o Gotan Projectfaz. O conjunto, que volta ao país em junho para apresentar seu mais recente disco, 'Lunático', consegue combinar a sonoridade dramática e 'cool' do tango com batidas de downtempo, um pouco de dub e até rap. Formado em 1998 pelo músico e DJ francês Philippe Cohen Solal, o guitarrista argentino radicado em Paris Eduardo Makaroff e o programador suiço Christoph Muller, o trio se apresenta dia 20 em São Paulo, antes de seguir para o Rio de Janeiro e Brasília. Do último trabalho deles, veja os clipes das faixas 'Diferente' e 'Mi Confesion':
Quem costuma assistir óperas, sabe que as montagens de hoje em dia estão longe do formato 'careta' dos libretos de séculos atrás. Projeções em telões, ambientações contemporâneas, legendas eletrônicas e vários outros recursos buscam modernizar e popularizar uma arte que faz pouco sucesso no Brasil. Um projeto brasileiro em particular, que vai estrear dia 22 de junho em São Paulo, e depois segue para o Rio de Janeiro e Recife, acrescenta um novo elemento ao mundo da ópera: a figura do DJ. Caberá a Maurício Bischain, mais conhecido como Mau Mau, remixar, em parceria com um maestro, a música original de autoria de Carlos Gomes para 'O Guarani', possivelmente a ópera brasileira mais conhecida.
A ópera 'O Guarani' é adaptada do romance homônimo de José de Alencar e conta a história de amor Peri e Ceci, ele índio, ela filha de um nobre português, que, nesta versão remix, serão devidamente transportados do idílico século 16 para os tempos atuais. Outra 'modernização' é que a nova montagem terá uma hora de duração, contra as três/quatro horas originais. No lugar do cenário, 14 telões farão interação com o elenco, os cantores e coro usarão bases pré-gravadas e no lugar da orquestra, um pequeno grupo de músicos acompanhará o DJ ao vivo. Muito radical para os amantes de ópera? Pois o projeto não esconde que quer mesmo conquistar quem gosta de música eletrônica: após o espetáculo, entra o aclamado DJ de house Derrick Carter, que tocará por mais três horas e parece estar ali para dar substância ao resto da programação.
A idéia de misturar erudito e eletrônica é bem-vinda, porém, mais original que adaptar uma composição clássica, é fazer uma orquestra acompanhar batidas eletrônicas produzidas por um DJ. Como fez o precursor Jeff Mills em 2005, quando convidou uma orquestra para tocar 'clássicos' seus, como 'The Bells', no cenário do aqueduto romano de Montpellier, ao sul da França. Repare que o público até dançou: