Geração DJ #4, com Minima
O programa Geração DJ #4 já está disponível para download na
seção Podcast e traz entrevista e set do duo Minima. No
bate-papo, falamos de dub, processo de criação, velhas e novas mídias.
O set, gravado ao vivo no Marra (Milo Garage), traz quatro faixas inéditas da
dupla, além de Amon Tobin, Los Brutos e Losoul.
Formado por Fipa Vazquez e Renato Meia, o projeto faz experimentações
eletrônicas desde 2000 e tem como característica a performance avançada
de dub, estilo que utiliza instrumentos diversos nas mixagens ao vivo.
O Minima se apresenta no dia 16 de novembro, na festa de lançamento deste blog, no clube Vegas, em
São Paulo. Além do duo, o evento terá Luca Lauri, Márcio Vermelho e Rony Heller
nas picapes.
Escrito por Ricardo Fotios às 12h12
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Paul van Dyk lidera, e ATB chega ao top 10 da DJ Mag
A revista inglesa DJ Mag divulgou nesta madrugada sua anual lista dos TOP 100 DJs com os melhores do mundo, segundo a opinião de 123.933 leitores de 147 países. O alemão Paul van Dyk é o novo líder, destronando Tiësto, que foi para a segunda posição. O terceiro lugar ficou na mesma, com Armin Van Buuren. O resultado mostra que o trance continua firme e forte na preferência popular, pelo menos na Europa e nos Estados Unidos, onde a votação tem mais participantes.
As novidades entre os dez mais votados são a ascensão do DJ Alemão ATB, que subiu da 13ª para a nona posição, e o retorno de Carl Cox, que estava na 11ª posição no ano passado. Eles ocupam os espaços deixados por Paul Oakenfold e Christopher Lawrence, que caíram para o 11º e o 14º lugares, respectivamente. Único sul-americano no topo do olimpo da publicação, o argentino Hernan Cattaneo perdeu um ponto em relação à lista de 2004, ficando com a sétima posição.
Quem passa por um tipo de inferno astral é o holandês Sander Kleinenberg. Primeiro o cara pegou o furacão Wilma de frente na Flórida. Depois sua mulher fica doente e ele cancela sua turnê pela América do Sul. Agora, despenca oito pontos na lista dos Top 100, saindo do 12º para o 20º lugar.
Por ser resultado de voto popular, o ranking da DJ Mag costuma indexar o valor do cachê dos DJs que aparecem na lista. Quanto mais alta a posição, mais dólares um clube ou promotor de festas terá de colocar na conta do profissional se quiser tê-lo no line-up. Os resultados deste ano foram divulgados esta noite, em festança em Londres. Segundo a revista, a eleição de 2005 teve 33 mil votos a mais do que no ano passado. Os leitores norte-americanos particioparam em maioria, seguidos dos ingleses e alemães.
Veja a lista completa dos Top 100 DJs na edição online da DJ Mag
Escrito por Ricardo Fotios às 12h15
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Sander Kleinenberg não toca amanhã
Foi cancelada a apresentação do top DJ e produtor de house progressivo Sander Kleinenberg, marcada para amanhã, em Santa Catarina. Segundo comunicado oficial, o holandês ficou retido na Flórida em conseqüência dos efeitos do furacão Wilma na região. Abalada, a mulher do DJ adoeceu e ele preferiu não viajar. Não há data prevista para uma nova apresentação.
Sander Kleinenberg, atual número 12 do ranking mundial da revista DJ Mag (que divulga nova lista em festa hoje, em Londres), tocaria no clube Warung, na praia de Itajaí, Santa Catarina. A casa informa que mais de mil ingressos foram vendidos antecipadamente. O dinheiro pago pode ser ressarcido no local onde foi comprada a entrada. Há também a opção de usar os ingressos para a festa de amanhã e também para o aniversário do clube, que acontece no dia 13 de novembro, com o inglês Danny Howells.
O cancelamento atinge todas as apresentações da turnê "This is Everybody" na América do Sul. Além do Brasil, Sander tocaria na Argentina, Peru e no Panamá. O DJ e produtor ficou famoso no mundo todo a partir de 1999, quando sua música "My lexion" foi mixada por Sasha e incluída no CD "Ibiza - Global Underground". O bombado álbum duplo traz ainda outra faixa do holandês, "Sacred". Ele já tocou no Brasil em três oportunidades: em 2001, no Free Jazz Festival, em 2003, no clube Sirena, de Maresias, e em 2004, no Skol Beats.
Escrito por Ricardo Fotios às 16h46
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Um mês, 11 conclusões
Hoje faz um mês desde que comecei a blogar neste espaço. É pouco tempo pra ter uma opinião definitiva mas, com base na análise de audiência, participação nos comentários, “feedback” via e-mail e bate-papo com amigos antigos e novos, já dá pra chegar a algumas conclusões. O fato de eu estar fazendo um curso numa universidade, onde 99% dos alunos estão na faixa dos 20 aos 25 anos, também ajudou nessa “pesquisa” informal e pouco científica, focada na informação que chega ao público.
1. A grande maioria das pessoas se julga alheia ao movimento eletrônico por não ser capaz de diferenciar house de techno, por exemplo. Uma parcela igualmente grande de pessoas identifica o estilo como dance music ou música que toca só em pistas.
2. Os mais jovens já identificam uma produção de música eletrônica. Os mais velhos tendem a dizer que ninguém, além do Kraftwerk, consegue “compor” uma boa faixa eletronicamente e que o DJ ganha a vida “colocando*” em seqüência a obra de artistas tradicionais.
3. Para os leitores, os veículos de comunicação tratam o tema como se este estivesse à margem do cenário musical como um todo, separando a tradicional da eletrônica no contexto contemporâneo.
4. Entre o público avançado, os nomes estrangeiros vêm em primeiro lugar quando se fala em produtores. Já os DJs brasileiros são mais constantemente citados.
5. Consumidores de música em geral compram CDs de cantores e bandas, mas preferem baixar da internet as faixas eletrônicas que gostam, normalmente, sem preferência por estilo específico.
6. Na média, quando há um gosto focado numa das vertentes da música avançada, o fato se dá pela associação com seu grupo de balada. Geralmente, esse “gosto” não é levado para casa e não remete, portanto, a uma fidelidade total. Ou seja, jovens que afirmam preferir trance, por exemplo, o fazem com base nas festas que frequenta com sua turma. No entanto, costumam ouvir outros estilos em seu mp3 player.
7. A maioria dos jovens não acha que música eletrônica é moda datada, como axé ou sertanejo. Normalmente, comparam o gênero com o rock.
8. O público abaixo dos 25 prefere os grandes festivais para ouvir um DJ específico. Já a parcela acima dos 25 freqüenta mais clubes com o propósito de ouvir um determinado DJ.
9. Entre os leitores, parte significativa considera os textos sobre música eletrônica disponíveis na internet, inclusive este blog, muito “pedantes”, passando a idéia de que só os autores entendem daquele assunto e distanciando o público comum do tema.
10. Dos assinantes do podcast deste blog, cerca de 30% são de fora do país. Entre eles, 90% são estrangeiros. Os demais são brasileiros residentes no exterior.
11. Dos acessos via ferramentas de busca, como Google e UOL Busca, as palavras mais pesquisadas e que resultaram como resposta este blog foram: música eletrônica, djs, djs brasileiros, podcasting, baladas, funk e dj-sets.
* O verbo "tocar", quando utilizado para designar a ação do DJ, costuma causar polêmica entre os grupos. Para muitos, sobretudo instrumentistas, a expressão confunde o público, pois remete ao trabalho do músico tradicional.
Escrito por Ricardo Fotios às 10h22
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Dois brasileiros vão para a RBMA em Seattle
Dois brasileiros foram selecionados para a edição 2005 da RBMA (Red Bull Music
Academy), que acontece em Seattle, nos EUA, a partir de 6 de novembro. O
paranaense Bruno
Morais e o paulistano Augusto Merli (aka DJ Merli) foram escolhidos entre 1.800 candidatos do mundo
todo. Durante duas semanas, eles vão conviver com 28 participantes de outros
países, além de fazer parte de workshops, palestras, discussões
e laboratórios com profissionais da música avançada mundial.
Augusto
Merli se autodefine como um “bedroom DJ” (DJ de quarto), pois não toca em
clubes, mas tem sets publicados no site do selo 340M/s, que mantém com outros dois DJs. Na página também
é possível ouvir uma produção de Merli, a faixa "Mó Treta". "Tinha pensado em
iniciar algo mais sério, como um bom curso de produção musical ou até mesmo algo
voltado para a produção de trilhas sonoras. Soube das inscrições para o RBMA
deste ano e resolvi arriscar”, conta Merli.
Bruno
Morais lançou este ano seu primeiro álbum, "Volume Zero" (Tratore), em parceria com o DJ e produtor Wendl. Em seu site oficial estão
disponíveis trechos do CD para audição. Para concorrer à vaga na RBMA, o
cantor enviou o disco todo para os selecionadores. "Eu tinha acabado de
lançar o disco e achei que seria uma ótima oportunidade de fazer meu
trabalho chegar aos ouvidos do meio musical gringo e, então, me
inscrevi. Não acreditei muito que iria ser selecionado mas, de qualquer
forma, sabia que iriam me ouvir”, brinca Morais.
A academia de música, que teve uma edição paulista em 2002, seleciona 60
participantes no total, que são divididos em duas turmas de 30. Os brasileiros
estarão no primeiro grupo, que vai de 6 a 18 de novembro. As oficinas acontecem
desde 1998 e já passaram por Berlim (1998 e 1999), Dublin (2000), Nova York
(2001), Londres (2002), São Paulo (2002), Cidade do Cabo (2003) e Roma
(2004). Nomes como Derrick Carter, John Acquaviva, Tiga, Jeff Mills, John
Tejada, Marky & XRS, Patife, Dudu Marote e Gilberto Gil já foram
"professores" em edições passadas da academia. Durante os sete anos de
existência do projeto, dez brasileiros já foram "alunos".
"Quero saber o que os artistas da minha geração estão fazendo ao
redor do mundo. Meu processo criativo é totalmente baseado em parcerias e
colaborações de músicos, produtores e artistas em geral. Essa oportunidade não
poderia aparecer num momento mais oportuno", afirma Bruno, sobre as expectativas
para o encontro.
Merli também acredita que o evento vai ajuda-lo em produções futuras. "Só o
fato de poder estar essencialmente convivendo com música durante duas semanas já
é um sonho realizado. Irei absorver o máximo possível de novas idéias e
experiências únicas", adianta o DJ.
Apesar do nome, o encontro não dá certificação nem vale como formação
acadêmica. Serve para que amadores e profissionais troquem experiências e
opiniões a respeito da música contemporânea, formas de produção, divulgação e
distribuição. Todas as despesas da viagem são pagas pela empresa de bebida
energética patrocinadora da academia. Os trabalhos diários poderão ser
acompanhados pela
internet.
Escrito por Ricardo Fotios às 00h11
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Programa Geração DJ #3
A terceira edição do programa Geração DJ já está
disponível para download na seção Podcast. O
convidado é o querido DJ Ulisses Lima, que preparou um set voltado para o
electro. Na verdade, o DJ é conhecido por seu repertório de psychodelic. Mas,
como ele próprio publica mensalmente sets do estilo em seu site oficial, pedi que preparasse
uma novidade para este blog, com base em suas mais recentes pesquisas.
Como ele diz em entrevista ao programa, rótulo não cabe ao DJ, que deve
ouvir de tudo para se manter atualizado. Fã confesso de Tiefschwarz, Miss
Kittin, Hell, Maurício Lopes, Tiga, Duoteque, Luca Lauri, Adam Beyer, entre
outros, o DJ não teve dificuldade em atender ao meu pedido e traz um set
alto-astral, que pode ser baixado via agregador de mídia ou download simples.
Aproveite!
Escrito por Ricardo Fotios às 10h00
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Filme de Rem banaliza a música
O documentário “Ponha a Agulha sobre o Registro”, do
norte-americano Jason Rem, que estreou neste sábado na 29ª
Mostra BR de Cinema, erra mais do que acerta no quesito informação sobre
música eletrônica. Ao tratar o tema como balada, o diretor limita o filme. Ao
tomar apenas depoimentos de estrelas internacionais, distancia o gênero do
“underground” e, portanto, da realidade. Ao focar na house music, estabelece uma
defesa prévia do estilo. No entanto, a fita tem valor histórico-cultural ao
apontar a produção da "e-music" como movimento musical universal, comparado
ao rock e ao pop, e ao falar de sua origem e trajetória.
Filmado em Miami durante o Winter Music Conference, uma espécie de Oscar dos DJs, o
documentário mostra o "glamour" da vida de astros como Paul Oakenfold, Jason
Bentley, Ali Shirazinia, Mark Farina e Ben Harris. São estes DJs, entre outros
tantos, que fornecem o material informativo do filme, com depoimentos
distorcidos pelo calor da premiação e do clima da Flórida. Em meio a muitas
mulheres nuas nas praias, a obra de Rem banaliza o assunto e soa como uma
publicidade da conferência ou mesmo uma promoção de turismo de Miami.
O diretor perdeu a oportunidade de questionar porque é a indústria
fonográfica tradicional que banca a festa milionária de Miami. Também não ouviu
a opinião da base do movimento, que são os DJs e produtores que não ganham 5 mil
dólares por uma apresentação de uma hora. E só de passagem menciona a vida
eletrônica e inteligente além do house e das pistas. É como se tudo fosse uma
festa com limusine e champanhe.
Todos na fita pareciam estar tão felizes e ricos que a música eletrônica
deixou de ser alternativa por 84 minutos. Ao acender as luzes da sala, o
silêncio cruel de uma platéia de uns dez gatos pingados deve ter feito cair a
ficha do diretor. O documentário será exibido em duas outras seções. Hoje , às
18h10, e amanhã, às 19h, no Cine Vitrine.
Escrito por Ricardo Fotios às 09h12
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Tudo Magiclick!
Para quem já cansou da pista "perfeitinha" e procura por novas sonoridades, acontece neste sábado a noite Magiclick, com os idealizadores e residentes Márcio Vermelho e Victor A nas picapes. A proposta é viajar pelo minimal, trazendo click house, mini funk-disco e microhouse, além de imperfeições e derrapadas. Também vai estar na noite o DJ Hubert. A balada rola no Bar Treze, rua Alagoas, 852 , no Pacaembú.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h32
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Lov.e no laboratório
A Folha
publica hoje que o clube Lov.e, de São Paulo, vai abandonar sua tradicional
noite de tecno, às sextas-feiras, em benefício de estilos experimentais. A
assessoria de imprensa da casa informa que não é bem assim. Na verdade, as
sextas-feiras serão divididas entre o tecno e sons mais conceituais, como
minimal e clickhouse. Serão duas sextas por mês para o Technova tradicional
e outras duas para o projeto Lab. Seja como for, a experiência da
noite Technova Lab com Captain Comatose é bem-vinda. Em seu mais
recente álbum, "Up In Flames", lançado em maio, a dupla misturou rock,
funk e música eletrônica com gosto de disco music e muita competência.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h30
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Brasil fica sem X-Games
A versão online da revista SKT informou
hoje que a edição brasileira dos X-Games foi cancelada. Este ano, o evento
aconteceria em novembro, em São Paulo, cidade que
tirou do Rio a sede do campeonato mundial de esportes radicais. Com isso, o
Brasil fica fora do evento internacional este ano. Segundo Celso Forster,
diretor de marketing da ESPN, empresa que promove os X-Games no mundo todo, a
produção nacional não conseguiu assinar os patrocínios a tempo de montar a
estrutura necessária. "Para não fazer de qualquer jeito, decidimos cancelar as
competições em São Paulo, apesar do apoio da Prefeitura e do Governo do Estado",
disse Forster ao Geração DJ.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h28
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Os DJs do Tim Festival
Todo mundo já sabe que no domingo, em São Paulo, tem shows de Mundo Livre S/A, M.I.A, The Arcade Fire, Kings of Leon e The Strokes. O que você talvez não saiba é que, depois disso tudo, tem balada até às 4h da segunda, no mesmo Tim Festival, com três DJs no palco Skol Stage. Veja o line up:
1h às 2h - Vitor Lima (progressive house) com Pablo Fantoni (percussão)
2h às 3h – Ferris (progressive house)
3h às 4h - Claudinho I (tech house)
Eleito Melhor DJ de Progressive pela coluna "Noite Ilustrada", de Erika Palomino, Vitor Lima é nome certo quando tem mainstream do pop eletrônico por aqui. Já tocou com Tiesto e Paul Oakenfold. Na apresentação deste fim de semana, o DJ terá o auxílio luxuoso do percussionista Pablo Fantoni, ex-baterista da banda U2 Cover. Não menos conhecido na cena do house progressivo, Ferris é o atual campeão brasileiro do concurso mundial de DJs Heineken Thirst. Tanto Lima quanto Ferris chegarão direto do Paraguai, onde tocam no sábado, para a apresentação no Tim Festival. Residente do Manga Rosa, Claudinho I tem se saído muito bem no afterhours do clube paulistano, às sextas-feiras, e deve imprimir um encerramento mais acelerado na pista do evento.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h32
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Sobre o imposto do vinil
A propósito do post anterior, uma análise simplista
da situação poderia sugerir que isentar discos de vinil, cuja fabricação no
Brasil é praticamente nula, poderia abrir uma brecha para toda a milionário
indústria fonográfica também pleitear uma redução de impostos. Mas estamos
falando aqui de um mercado específico, sem valor comercial na massa de
consumidores. Quantas pessoas você conhece que procuram um disco de vinil para
tocar em sua “vitrola”? O vinil é importante para uma ação cultural em especial,
a do DJ. É esse cara que pesquisa no mundo todo para descobrir novidades. Sem
mencionar o valor histórico que agrega quando se fala em produções pré-CD.
Mesmo quem não tem a menor intenção de voltar aos ruidosos discos de plástico
tem a ganhar com as bolachas rodando nas picapes. O assunto interessa a qualquer
pessoa que vez ou outra se joga numa pista para ouvir boas músicas. Interessa
também ao público que não quer barrar novas manifestações culturais.
Interessa a quem não quer incentivar a pirataria. Interessa, sobretudo, a
quem quer exportar as produções nacionais, como já fizemos com a bossa nova, por
exemplo.
Neste sentido, o Ministério da Cultura informa que, para incluir discos de
vinil no item da Constituição que trata de impostos sobre
obras culturais importadas, seriam necessários os procedimentos previstos
no Artigo 61, Parágrafo 2º da Carta, que estabelece que “A iniciativa
popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de
lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído
pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos
eleitores de cada um deles". Ou seja, cerca de 1 milhão de pessoas teriam
de assinar a proposta.
A enorme quantidade de assinaturas necessárias acabou desanimando o pessoal
da ProVinil, entidade pioneira na campanha contra a supertaxação. “Conseguimos
cerca de 4 mil assinaturas, mas só em dois estados”, lamenta Adriana Semola,
fundadora da ProVinil. Atualmente, o grupo tenta concentrar informações em seu site para iniciar um
processo tributário, que não modifica a Constituição, mas pode reduzir a
alíquota de impostos.
Apesar do aparente fracasso da ação popular, a idéia continua viva, sobretudo
por causa da internet. É bem possível retomar o assunto e mobilizar um grande
número de pessoas através do mundo virtual. No entanto, batalhar por uma
saída jurídica parece ser a tendência. Até lá, o brasileiro paga
por um disco de pesquisa, como é o vinil, os mesmos encargos que paga
por uma garrafa de uísque escocês.
Escrito por Ricardo Fotios às 10h56
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Disco é cultura!
Tem todo um movimento rolando pelo país que não depende de Skol Beats, Nokia Trends, Tim Festival ou outros eventos “logotipados”. Geralmente, são festas levadas ao sucesso com o suor dos próprios DJs, que bancam a balada, fazem a função da produção e levam a galera a mil com um único objetivo: curtir a música em alto e bom som. É a base do movimento, que se utiliza principalmente da internet para ficar em dia com o que rola no mundo, alheios ao luxuoso eixo das capitais de Rio e São Paulo.
Um exemplo aconteceu no último domingo, em Guaratinguetá. A vontade de um DJ da região do Vale do Paraíba de fazer uma festa lotou um clube com cerca de 2 mil pessoas. O cara, conhecido por DJ Astro, levou a frente um projeto de anos, conseguiu patrocínio, chamou quatro DJs amigos para engrossar o line up e ainda vai rodar um DVD com os melhores momentos da festa. Ingresso: R$ 5. Essa é a vida real no Brasil.
Fico pensando no que essa galera faria se pudesse importar discos e equipamentos com taxas justas. Vamos combinar que pagar 60% de imposto de importação de um vinil inviabiliza o sonho de qualquer DJ/produtor talentoso, porém duro. O que o DJ Astro fez foi movimentar a cultura popular. E quem for Gilberto Gil que atire a primeira pedra. Ou faça melhor, mobilize-se para incluir discos no artigo 150 da Constituição, ao lado de livros e jornais, para que tenhamos acesso democrático ao que há de novo no mundo da música.
Escrito por Ricardo Fotios às 01h18
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Vielen Dank!
Imagine ir ao lava-rápido e voltar com um disco original de um grupo que você adora. Na semana passada, enquanto aguardava a limpeza do meu carro, o papo sobre sebos rolava no balcão. O dono do “Amigão”, oportuno nome do lava-rápido, sacou uma pilha de discos de vinil e foi mostrando. Havia uns 30 álbuns prontos para empoeirar numa lojinha, ao lado da enciclopédia Barsa. Foi passando um a um e surgiu esse do Kraftwerk, ”The Man Machine”.
Lançado em 1978, o disco antecipa o techno em quase uma década e é a principal contribuição do grupo alemão para a música eletrônica atual. A bolacha abre com “The Robots”, uma espécie de hino do quarteto. Mas é com “Spacelab” e “Metropolis” que se entende por que Kraftwerk ainda é vanguarda. A faixa seguinte, “The Model”, torna redundante o electro-pop dos anos 80, ao mesmo tempo em que aproxima o grupo da nova tendência das pistas paulistanas. E o álbum caminha por deliciosos nove minutos de “The Model” e termina com a faixa título, formando, como registrado na Wikipedia, o pilar da filosofia do Kraftwerk.
Percebendo meu olhar brilhante, o cara me presenteou com o vinil, que não tenho onde tocar, por enquanto. As faixas eu já tinha graças à bendita internet. Uma busca rápida no SoulSeek retornou cerca de 50 usuários com os arquivos. Imperdível!
Escrito por Ricardo Fotios às 01h34
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Pearl Jam pra boi dormir
Mudando de assunto, eu não acredito nessa novela do Pearl Jam. Tá na cara que o propósito de tanto falatório é forçar mídia espontânea, aquela publicidade que vem como se fosse notícia e pela qual ninguém paga. Ganham os promotores do show, que já está na boca do povo. Ganha o prefeito, que fica fazendo a linha "defensor dos grunges contra os caretas das vizinhanças do Pacaembu".
O fato é que os shows estão marcados e vão rolar com certeza, seja no estádio ou no sambódromo. O site dos caras anuncia desde o começo de setembro a turnê sul-americana, que inclui Porto Alegre (28/11), Curitiba (30/11), São Paulo (02/12) e Rio de Janeiro (04/12), sendo que o dia 3 de dezembro está livre para um extra, que será em São Paulo. E a Mãe Dinah ainda me disse que vai ser no Pacaembu, com promoção da Folha de S.Paulo, o jornal que está dando mais atenção para esse papo-furado. Seja onde for, nós vamos ;)
Escrito por Ricardo Fotios às 13h48
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Miss kitchen
Depois do fiasco Dave Clarke, fico com medo de contar com presenças luxuosas com muita antecedência. No entanto, fontes credenciadas garantem que está confirmadíssima a apresentação de Miss Kittin, em 24 de dezembro, na festança de Natal que Lov.e e Circuito promoverão em São Paulo. A francesa deve tocar na mesma noite que o inglês Surgeon. O fato é que o site oficial da diva do electro, que traz a agenda da DJ até o fim do ano, não menciona sua passagem pelo Brasil.
Pelo menos a data ajuda se furar. Qualquer coisa, corre pra ceia da família e faz o carão por lá mesmo. Aí vira a balada da miss kitchen :) )
Escrito por Ricardo Fotios às 21h58
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e-music + comunidade
Ainda na linha ação comunitária, a agência Water Republic informa que, de
3 a 31 de outubro, doará R$ 10 a cada apresentação de um artista da empresa para
o Projeto Felicidade, que cuida de
crianças carentes com câncer. Segundo a assessoria de imprensa, serão 150
apresentações no período. Mas afirma que muitos DJs vão colaborar à parte, o que
daria um total de R$ 5.000 arrecadados para o projeto. Tá bom, né?
Escrito por Ricardo Fotios às 17h33
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Professor Patife
Patife foi hoje ao encontro dos fãs. Falou por cerca de uma hora para uma platéia de 60 alunos de uma oficina pública de DJs, promovida em São Bernardo. Na palestra, Patife contou sua história, falou das dificuldades, das alegrias e contou casos hilários. Tudo na faixa, por amor às picapes. Ao final, tocou seu “drum’n’art” por 20 minutos.
“Toquem pela música. Seja vinil, CD ou mp3, mas toquem pra fazer a pista dançar. Nada importa mais do que isso”, recomendou o mestre aos alunos. Apesar de ser uma estrela internacional, com produções rolando em pistas do mundo todo e sempre citado por VIPs, Patife mantém uma incrível intimidade com a galera da geral. “A música me tirou das ruas, evitou que eu pensasse em malandragem”, afirmou.
A oficina de DJs da qual Patife participou é uma das iniciativas do projeto Juventude Cidadã, do município do ABC paulista, e é oferecida a toda a comunidade local. Sob o comando do DJ Boy, residente do L’Officina, o curso é uma daquelas ações que vale a pena apoiar e divulgar. E já vem dando bons frutos, como o DJ Tom, que fez o encerramento da palestra de hoje mandando bem no hard techno, sob o olhar atento de Patife.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h50
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Se é Beyer, já foi melhor
A apresentação de Adam Beyer no aniversário de 4 anos da Circuito foi assim assim. Nem de perto se parecia com os vibrantes sets do cara por aqui em 2000 e 2003. A atual fase do DJ é abstrata, sem personalidade, e se refletiu numa apresentação longa demais, irregular demais, minimal demais. Se o público do Ceará está esperando lenha do cara, que espere sentado.
Do mais, a festa foi excelente. Som caprichado, visual irado e vídeos muito bacanas no telão. Adorei as imagens de Mussum, Zacharias, Carmem Miranda... Por isso é que eu digo: vem pra pista, Tom Zé!!
Escrito por Ricardo Fotios às 23h04
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Cuiabá techno
Kammy disse que adorou a vibe da galera de Cuiabá, onde se apresentou no último dia 8, com o top Adam Beyer. Sentiu que a cena techno da cidade está articulada e antenada. Palmas pro bom gosto do pessoal!!!
Estou muito curioso pra saber como foi a apresentação de Maurício Lopes por lá, neste fim de semana. Consta que o cara estava sendo esperado com faixas.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h51
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SP ganha mais uma agência de DJs
Será inaugurada hoje, em São Paulo, a agência de DJs Arrasa!, com elenco de 19 DJs. A empresa inova na segmentação e no modelo de negócio. Primeiro, porque é voltada para o público gay e, segundo, porque anuncia que seu casting é exclusivo. Entre os DJs da nova agência estão figurinhas carimbadas da cena, como Renato Cecin, Mauro Borges, Rafa Nunes e Paulo Ciotti.
O projeto _ inspirado em similares londrinos, como UCOH e Xtreme UK _ pode levar para outras praças os profissionais que fazem a noite gay paulistana ferver. Em Londres, gays e heterossexuais raramente se misturam na balada, privando um público ou outro de ouvir boa música, bons DJs. Mais democrática, a cena paulistana tem dado opções para a comunhão na pista, o que não vinha acontecendo nas agências. Arrasa! pode ser a equalização ou a segmentação absoluta. Vou torcer pela primeira alternativa.
Escrito por Ricardo Fotios às 11h57
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Mostre-me uma boa música
Não dá nem para calcular a quantidade de DJs que estão na ativa por este Brasil afora. Em tese, se o cara domina um equipamento e sabe como colocar uma música atrás da outra já pode ser chamado de disc jockey. O termo, que remete aos anos 40, tem sua origem na pessoa que escolhia e tocava discos no rádio. Hoje, para chegar até o ouvinte, a música de rádio passa pelo diretor artístico, programador, locutor, jabá, departamento de marketing e tantos outros profissionais, não necessariamente nesta ordem. Mas o disc jockey saiu do “aquário” radiofônico e ganhou as pistas.
Quando falamos em DJ, pensamos logo em festa, balada. Eu penso em novidade. Mostre-me uma boa música, senhor DJ. Pra mim, não faz sentido ir pra pista ouvir música que toca em FM o dia todo, sem juízo de valor. Embora saiba que nem tudo que se ouve em rádios é lixo e nem tudo que se toca em pistas é luxo, com juízo de valor.
Com esse redirecionamento rumo às bases, o DJ pós-rádio deixou de ser mero divulgador do produto final. Agora, interage com a música, refaz, suprime, adiciona, mistura. Por isso entra nesta era tão valorizado. Ainda assim, não precisa de 100 toalhas brancas nem mil rosas azuis no camarim, se o tiver. O glamour da nova música está no que se ouve. É o maravilhoso reencontro com o sentido da audição.
Por isso, meu caro, levante a bandeira do seu DJ preferido. Defenda qualquer iniciativa que faça com que ele tenha acesso fácil e barato às novidades musicais, seja qual estilo for. Aproveite que a internet deu um xeque-mate na indústria fonográfica e incentive compositores, músicos e produtores a facilitarem as coisas para os caras das picapes, CDJs e afins. No final, todo mundo dança. No bom sentido!
Escrito por Ricardo Fotios às 23h05
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Especial Maurício Lopes
Está no ar o programa Geração DJ #2 , com Maurício Lopes (Smartbiz). A entrevista e o set foram gravados em março deste ano, na Pro Sound Network, para o programa de abertura do projeto nas rádios. No set, Mau mostra faixas de electro/house e, apesar da diferença de quase sete meses entre a gravação e a publicação neste blog, ao ouvir o programa percebe-se um dos maiores talentos do DJ, que é estar à frente, mostrando antes as tendência das principais pistas do mundo. Pesquisador compulsivo, Mau Lopes tem sempre uma novidade na case e sabe segurar uma pista como poucos. Não é à toa que toca sozinho em festas de até oito horas, desfilando seu vasto e divertido repertório.
Conheci Mau Lopes no final dos anos 90. Antes, porém, ouvia a fama do cara por ter passado por clubes importantes da cena eletrônica, além de sempre ver seu nome associado a gringos de peso que passaram pelo Brasil, como pode-se conferir em sua bio. Foi amor à primeira audição. Além da técnica precisa, do repertório sagaz e do bom gosto generalizado, Mau, como eu, é adepto da caipiroska. Um acontecimento!
O programa está disponível na seção Podcast do blog, tanto para download individual em MP3 quanto para quem assinou o Geração DJ em seu agregador de mídia. A esta altura, todo mundo já sabe que não precisa ter um iPod para assinar podcasting, não é? Recomendo a audição em volume bem alto. Enjoy!
Escrito por Ricardo Fotios às 11h37
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Eu não gosto do trabalho musical do DJ Marlboro. Talvez por ser paulistano de classe média. Talvez porque não entendo o som do cara. O fato é que não me cai bem. No festival Sónar do ano passado, em Barcelona, vi sua apresentação inteirinha (na verdade, mais de um set). Me dei a chance de mudar de opinião. Mas não deu certo. Sei que o DJ tem várias funções “do bem” na comunidade. Também o agradeço por ser o principal responsável pela internacionalização de Nego Moçambique, que eu adoro. O fato é que sua música não me cai bem.
Gosto do ritmo do funk carioca, mas me incomoda essa união sensualidade-música que o DJ/produtor (entre muitos outros) apresenta. Me chateia a pasteurização do conjunto do trabalho, como se fosse uma formulinha de sucesso. Acho um saco a gente continuar lendo matérias sobre música brasileira no exterior ilustrada por foto de mulher seminua rebolando. Marlboro é o Sargenteli eletrônico: o sambinha de sempre e umas boas reboladas no palco.
Em Portugal, meses depois da aparição do funk carioca no festival catalão, sentado numa praça numa tarde de domingo, ouvia ao lado dois rapazes lisboetas falando sobre sexo. Em determinado ponto do papo, um acrescenta: “Bom mesmo é no Brasil. Que povo liberal!”. E o outro responde: “Grande coisa. Ali eles transam até com bichos, não é?”. O outro concorda com a cabeça.
Pedi licença para me intrometer no papo e informei-lhes que eu era brasileiro, nunca havia transado com animais e nem sabia de alguém das minhas relações que o tivesse feito. Aproveitei para acrescentar que Carlinhos Brown não é o rei do axé, que sexo em público é crime no Brasil, que Lula não é um presidente de esquerda, que a capital do país não é Buenos Aires, que nosso segundo idioma é o inglês e não o espanhol, e, finalmente, que DJ Marlboro era tão abstrato para muitos brasileiros quanto para eles. É que em meados de 2004, a mídia européia estava tão enlouquecida com o Brasil que informações contrárias às que dei aos jovens portugueses circulavam no boca-a-boca.
Como não acredito em tudo que leio nem gosto de tudo que ouço, advirto: fumar faz mal para nossa imagem. Mas para quem gosta, clique aqui e veja como foi a apresentação do DJ Marlboro em Paris, no dia 1ª de setembro.
Escrito por Ricardo Fotios às 18h50
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É o quê???
Beleza que muitas expressões estrangeiras fazem parte do nosso dia-a-dia. Tá certo que termos como “beat” (batida, ritmo), “trend” (tendência, moda) e “groove” (mus.: ritmo) são universais e muito melhores que seus correspondentes em português, pelo menos para o assunto deste blog. Certíssimo que é difícil encontrar um nome original e “chamativo” para a balada. Mas por que “Sounds of the future”, “Rolezzinhoss Secrett II Day Party”, “Zenith Daylight Party”, “Hype Fair” ou “Bigdipper”? Sem falar nos “festivals”, “sounds” e afins que a gente lê nos “flyers” (termo importado pela publicidade para dizer folheto).
Perceba que o problema não é o estrangeirismo (que defendo e uso rigorosamente). Refiro-me ao excesso de criatividade (!) na junção de línguas e idéias. Fica uma coisa meio “Jovem Guarda”. Meio cá, meio lá e, muitas vezes, incompreensível. Faz uns meses, vi o anúncio de uma festa chamada “Night Fever”. Seria perfeita a citação cinematográfica não fosse o horário do evento: das 14h às 19h. Vejo a cena mais para “Tropicália”. Aliás, gosto muito do nome da agência de DJs Superbacana.
Se alguém tiver sugestões de nomes de festa para ajudar a rapaziada, manda aí!
Escrito por Ricardo Fotios às 22h00
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Bela,
talentosa e simpática, a DJ
Kammy (aka K-Milla) volta da estréia de sua primeira residência
internacional (leia post
abaixo) feliz da vida. Satisfeita com o público uruguaio, Kammy se
prepara para pegar as pistas armadas para Adam Beyer no Brasil. Em entrevista ao
Geração DJ, Kammy conta como foi a noite no clube Milênio e dá
dicas do que vai tocar nas festas do DJ sueco.
Geração DJ - Como foi a estréia no
Uruguai? Kammy - Foi excelente, como
eu ja previa. A primeira vez em que estive lá foi um sucesso e o público voltou
ao Milênio para me rever.
GDJ - Entre as pistas internacionais em que
você já tocou, como você qualifica a do clube Milênio?
Kammy - Como uma pista bem diferente das demais. A cena
eletrônica ainda esta em progresso (no Uruguai), então eu acho muito legal
tocar para uma pista nova. A "vibe" deles é muito boa e são receptivos com
novas sonoridades.
GDJ - Esta semana você toca em Santiago. É
sua primeira vez no Chile? Qual sua expectativa? Kammy -
A data de Santiago foi transferida para o dia 27. Será minha primeira vez
no Chile. Sou louca para conhecer o país, então, pode ter certeza que
esta é uma das datas que mais espero! :)
GDJ - Em seu retorno ao Brasil,
você pega de cara pistas para Adam Beyer. O que você acha do som do
cara e o que pretende tocar nas noites com o sueco? Kammy -
Eu conheço o trabalho do Adam desde que comecei a gostar de techno. Vai
ser uma honra tocar ao lado deste talentoso artista, que eu sempre
admirei. Para mim, ele está entre os "top ten" dos DJs
de techno no mundo. Irei tocar com o Adam em SP, Rio e Cuiabá. Creio
que em cada cidade farei um set especial. Irei gravar e depois eu coloco no
ar pra vocês!
GDJ - Quais faixas do seu set
list você destacaria? Kammy - Tenho tocado estas
(abaixo) com freqüência e têm sido muito bem recebidas pelo público,
principalmente "Superstar" :)
Terence Fixmer and Douglas Mcarthy - Splitter
Melen Monk - Superstar
OR - Player 2
Dj Hell - Let no Man Jack (Dave Clarke rmx)
Wavesound - Hostile Hostage
Escrito por Ricardo Fotios às 18h31
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Mais downloads, mais discos
Os números divulgados pela Federação
Internacional da Indústria Fonográfica (publicados hoje pelo IDG
Now!), mostram que a música digital (downloads) cresceu 6% no primeiro
semestre de 2005 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já os
formatos tradicionais (CDs, principalmente) registraram queda de 1,9%.
Primeiro, os números são oficiais, ou
seja, não levam em conta a troca de arquivos entre internautas nem os CDs
piratas vendidos nos camelôs. Se contabilizados, os ganhos dos dois lados
aumentariam significativamente.
Segundo, a diferença na venda de
música em mídias tradicionais de 2005 para 2004 é ridícula para o tamanho do
negócio. Em dinheiro vivo, representa que as casas de discos (como diz o
ministro Gil) saíram de um faturamento de US$ 13,4 bilhões no ano passado para
US$ 13,2 bilhões neste ano.
Terceiro, uma coisa é uma coisa,
outra coisa é outra coisa. Embora transmitam música, CD (ou equivalente) e MP3
(ou equivalente) são rigorosamente opostos em seus conceitos. Enquanto um é
produto palpável, o outro é virtual. Enquanto o primeiro é manutenção de uma
cultura industrial, o segundo forma-se na contracultura. O CD você paga e depois
ouve. A faixa digital você ouve e, se gostar, depois paga. Uma faixa bem bacana
em MP3 agora pode significar um CD vendido ali na frente.
Claro
que o acima exposto é generalização e, como tal, pode ser facilmente
questionado. E não venho aqui defender crimes contra a propriedade intelectual.
Mas o que quero dizer é que me parece covardia sempre culpar a transferência de
arquivos musicais como causa da (ridícula) queda de venda de discos. Não estaria
o problema na qualidade do material que a superindústria fonográfica tem
colocado no mercado nos últimos anos?
Escrito por Ricardo Fotios às 18h21
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Quem já comprou faz o quê?
Ainda sobre o cancelamento da apresentação de Dave Clarke no Lov.e, a assessoria de imprensa da casa informa que os ingressos devem ser devolvidos somente na bilheteria do clube. Qualquer dúvida, ligue para a recepção no (11) 3044-1613.
Escrito por Ricardo Fotios às 17h42
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Adam Beyer vem
Para compensar a ausência de Clarke, o sueco Adam Beyer, que
já fez maravilhas por São Paulo, está confirmadíssimo para cinco apresentações
este mês no Brasil. O cara, que vai do electro ao techno sem
constrangimentos para a pista, toca dia 7 na festa Delírio, no Rio, dia 8 na Top
Cuibá, no Mato Grosso, dia 11 na Circuito, em São Paulo, dia 14 no Rancho
MM, no Paraná, e dia 16 no Ceará Music, no Ceará.
Se quiser relembrar como foi a passagem do DJ por São Paulo em 2003, uma boa
opção é ouvir o especial Rádio Noise, Partes 1
e 2. Eu estava lá e recomendo.
Escrito por Ricardo Fotios às 02h27
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Dave Clarke não vem
A propósito do cancelamento das apresentações de Dave Clarke no Brasil, a agência Clunk DJs informa que o problema foi causado pela organização da festa Delírio, do Rio de Janeiro. Para os promotores da festa, não havia nenhum acordo formal com o DJ inglês.
"Fizemos todo o possível para evitar o cancelamento, inclusive a Clunk se dispôs a arcar com as passagens para o artista cumprir a data no Lov.e Club, mas o total descaso do contratante do Rio acabou por irritar o artista que decidiu cancelar a tour", afirma Marco Oliveira, responsável pela agência , em comunicado à imprensa. Além da festa do dia 8 de outubro no Rio, Dave Clarke tocaria no Lov.e de SP, na sexta, dia 7.
Escrito por Ricardo Fotios às 13h28
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Concerto de Primavera
Vou compartilhar o "bom dia" que chegou por e-mail. >>> Ouça!
Escrito por Ricardo Fotios às 12h00
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