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Adivinhe quem são

O primeiro livro do designer gráfico Daniel Motta chegou ao mercado este mês. Eu não vi a publicação propriamente dita, mas pelo site deu para ter uma idéia do trabalho do cara, que foi sócio da revista Zero e já fez trabalhos para a Trip e Bizz.

A idéia do livro é interpretar astros da música pop internacional através de pictogramas, daí o nome “Poptogramas”. São mais de 200 páginas contendo 100 ilustrações que representam figurinhas carimbadas do pop-rock, como Ozzy Osbourne, Beatles, Sex Pistols, Nirvana e Devo.

O grande barato das ilustrações que vi é que agregam informação ao humor, às vezes negro, do autor. Com a devida autorização, reproduzo abaixo algumas imagens para diversão dos leitores deste blog. E proponho um jogo: antes de passar o cursor sobre a figura, tente descobrir qual artista ou banda ela representa.

Quem quiser saber mais sobre o livro da ALTAMIRA Editorial, que tem apresentação do jornalista Lúcio Ribeiro, pode visitar o site oficial.

AUDIOSLAVE

 

INXS

 

JACKSON FIVE

 

OZZY OSBOURNE

Escrito por Ricardo Fotios às 18h42
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Plástico Fantástico

O jornal inglês The Guardian publicou artigo sarado sobre vinil, assinado por Johnny Dee (seria o lendário roqueiro John D. Loudermilk?). Escolhi algumas informações para traduzir, mas recomendo a leitura do original em inglês, de humor incrível. Os parênteses são por minha conta.
 
“Segundo a BPI (Associação inglesa da indústria fonográfica), as vendas de vinil aumentaram 87,7% e, em alguns casos, ficaram muito próximas da vendagem de mesmos lançamentos em CD. Um exemplo é o single “From The Floorboards Up”, de Paul Weller, que obteve o seguinte resultado de vendas: 55,44% em CD, 38,56% em vinil, e 6% de downloads. Entretando, a HMV (uma das maiores lojas de discos da Inglaterra) gaba-se por estar vendendo mais vinil do que em qualquer outra época deste século (nos últimos cinco anos, portanto)...”
 
“Toby L, da Transgressive Records, gravadora especializada em (singles) 7 polegadas..., afirma que as bandas gostam do vinil porque ele tem personalidade e o mérito de parecer ter sido feito pelos próprios músicos, já que o som é muito próximo da gravação original. Ele também acredita que grande parte da volta do vinil está ligada a um sentimento de inadequação existente entre a geração que cresceu ouvindo mp3.”
 
“O vinil de hoje...  é de melhor qualidade do que o dos anos 80 e início dos 90. E os lançamentos obedecem a um padrão mais elevado... Vinil é sexy, chique e real, com um pequeno inconveniente. Você não pode correr com um toca-discos pendurado no pescoço.”

Escrito por Ricardo Fotios às 12h21
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Novo do Chemical Brothers é só para download

A dupla inglesa Chemical Brothers acaba de lançar o single “Live 05”, álbum virtual com três faixas gravadas ao vivo. O último trabalho do ano de Tom e Ed não terá uma versão em CD ou vinil. As músicas só podem ser baixadas do site oficial da banda. O download do single custa 2,99 libras (R$ 11,40).

O EP traz as faixas “Close Your Eyes”, “Surface to Air” e “The Big Jump” em registros feitos durante a última turnê mundial do duo. O lançamento é também uma comemoração por mais um ano de muito sucesso. “Push the Buttom”, o mais recente álbum dos Chemical Brothers, já vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo.

>>> site oficial



Escrito por Ricardo Fotios às 18h59
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Três maneiras de fazer rock bem feito

Foto: Alexandre Schneider/UOLIggy Pop é tão rock’n’roll. Tem aquela atitude dos 60/70 no palco. Fala palavrões, assume uma postura andrógina, tira aqueles gritos escarrados da garganta no meio da música. Até cabeludo o cara é. Várias gerações presentes no show de ontem, em São Paulo, puderam conferir a performance barulhenta e "suja" de uma lenda. E o que foi aquele corpo-a-corpo com a platéia??? Os seguranças loucos e o Iggy, doidão, nem aí pra vida. Genial.
 
>>> Veja fotos de Iggy e Stooges

 
Muito boa também a apresentação do Nine Inch Nails. No começo, me pareceu uma colagem de várias sonoridades sem personalidade, o oposto de Iggy. Um mosaico feito de gótico, hard rock e pop, numa roupagem “poser”. Mas aos poucos o show tomou corpo e comecei a entender melhor a proposta da banda, que tem um apelo muito direcionado para o público que também ouve eletrônica.  Som limpinho, parecia um CD. Profissional.
 
>>> Veja fotos do Nine Inch Nails 

 
Menos emotiva e mais conceitual foi a apresentação do Sonic Youth. Não é show de fazer a galera pular, mas cativa pelas melodias bem construídas e a voz bem colocada de Kim Gordon. Gostei bastante das citações setentistas das guitarras. Deu um toque retrô sem parecer nostálgico. A banda permanece na minha lista de preferidas. Interessante.
 
>>> Veja fotos do Sonic Youth



Escrito por Ricardo Fotios às 19h17
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Concerto de domingo

Divulgação/RraurlLembra quando eu escrevi, em 29 de setembro, sobre a primeira residência internacional da DJ Kammy? Então, baixei este fim de semana do Rraurl o set que ela tocou na noite de estréia, no clube uruguaio Milenio. Muito divertido o techno forte da moça. Dá pra sentir que a vibe foi boa em Montevidéu. Ótima trilha para um domingão ensolarado.

Escrito por Ricardo Fotios às 19h01
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Prêmio elege os melhores do Brasil

Há dois dias, comentei neste blog sobre as premiações gringas, que valorizam seus DJs, produtores e afins, movimentando e popularizando a cena. A nacional DJ Sound segue este mesmo raciocínio desde 1992, abrindo votações populares anuais para eleger os melhores do ano na música eletrônica brasileira. A publicação disponibilizou uma prévia das votações, que começaram em agosto e terminarão no próximo dia 30. A lista traz os mais votados até o início de novembro em 30 categorias.
 
Como nos eventos estrangeiros, a revista paulistana produz um formulário na internet em que os leitores podem votar em DJs, produtores, clubes etc. Contabilizados os votos, o anúncio é feito durante cerimônia, em dezembro, com apresentação de artistas. “Até agora, recebemos cerca de 15 mil votos”, comemora Fernando Sarmiento, editor da revista e diretor da premiação.
 
A votação serve de base para outra lista da publicação, os Top 100 DJs Brasil, versão nacional da famosa Top 100, da inglesa DJ Magazine, que norteia reportagens em todo o mundo e também é indexador de cachê dos top DJs. “A intenção do prêmio é valorizar o profissional da área, que vinha sendo deixando em segundo plano na cultura musical do país”, explica Sarmiento.
 
Como disse no post de quarta-feira, esse tipo de iniciativa, creio, tira a cena eletrônica do gueto, popularizando o estilo e reconhecendo o esforço dos envolvidos. Claro que não se pode perder de foco que, assim como a revista inglesa, a DJ Sound é uma empresa e pretende vender exemplares, o que não constitui crime numa sociedade capitalista. Por outro lado, não me parece que a revista dependa desse prêmio para existir. Acreditando que a votação é honesta e justa, considero o evento importante ao levar em conta a preferência do público e não só dos "especialistas". Deveria inspirar mais ações do gênero.
 
Clique para votar
Vote nos seus favoritos ao DJ Sound Awards


Escrito por Ricardo Fotios às 12h52
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Escola de DJs vira CD

A escola de DJs e produção musical Groovearte lança hoje, em São Paulo, seu primeiro CD só com produções inéditas e nacionais de house e progressivo. As mixagens do álbum são assinadas pelos DJs/professores Rodrigo Campos e Laurent. A festa de lançamento será no clube D-Edge, a partir das 23h.

O CD traz 14 faixas (veja abaixo), incluindo produções de tops brasileiros como Vitor Lima, Michel Palazzo, Mr. Gil e Gabo, além da música "Hide Sounds", do próprio Rodrigo Campos. 
 
O álbum é o oitavo título em CD do selo especializado em música eletrônica URBR, que desde novembro de 2004 já lançou mixagens dos DJs Julio Torres (house), Grace Kelly Dum (techno), Marnel (drum´n´bass), Fabrício Peçanha (techno) e George Actv (house, techno, electro), além do álbum “Revoltin’”, do excelente projeto Oil Filter, de Gonçalo Vinha e Rodolfo Wehbba. A gravadora acaba de soltar também o disco de compilações do núcleo de festas  Big Fish, do Paraná.

Reprodução

Groovearte #1 (Rodrigo Campos & Laurent)
Lançamento: URBR (clique para ouvir trechos)
Preço: R$ 32,90
Faixas:
 
Intro. Fact - Eduardo Aran
1. Deepirona - Mr. Gil e Ricardo Motta
2. Desencontros - Marco Antonio Silva (Tambortech)
3. Movie Maker - Rodrigo Ferrari
4. Melowtronic -  Léo Leite
5. Deeprimente - Michel Palazzo e Antonio Garcia (Frabcisco Monteiro aka Cysco RMX)
6. Well, This Way - Tróia
7. Allways Underground - Vitor Lima
8. Hide Sounds -  Rodrigo Campos
9. Space Walker - Buga
10. Love Machine -  Fabiano Zorzan (Propulse)
11. Samba Fusion - Julio Torres
12. Neo Zoolander - Ricky Ryan aka Can Costa
13. It Was Fun - Gabo


Escrito por Ricardo Fotios às 12h14
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Jabá da Warner rende multa de US$ 5 milhões nos EUA e nada no Brasil

O procurador-geral de Nova York, Eliot Spitzer, anuncia um acordo extrajudicial milionário com a gravadora Warner Music por causa das práticas ilegais de pagamento de jabá. Além de reconhecer o crime e de se comprometer a parar de dar dinheiro e presentinhos para a mídia, a empresa terá de pagar US$ 5 milhões ao estado norte-americano. O dinheiro será distribuído a entidades assistenciais.
 
Para os que ainda têm inocência na alma, o jabá é uma prática habitual das gravadoras, que oferecem dinheiro ou presentes caros para rádios, jornais e formadores de opinião em geral, para que seus artistas sejam tocados na programação ou para que as críticas sejam positivas. 
 
Quem investe grana quer lucro. Logo, se uma gravadora paga para seu artista tocar no rádio ou para sair em jornal, o faz porque pretende vender mais discos. Seguindo esse raciocínio, consumidores de CD financiam o jabá. Não é de espantar que as grandes gravadoras se mobilizem tanto contra o crescente  mercado do mp3. Não tem nada a ver com a defesa dos direitos autorais dos artistas. Não é querem perder o controle do que ouvimos.
 
No Brasil, a revista Veja arrumou uma baita confusão ao publicar matéria, no dia 5 de outubro, denunciando o jabá pago pela mesma Warner para promover o novo disco de Maria Rita. No caso, foram iPods distribuídos a jornalistas. Longe de achar a revista uma defensora dos direitos da população, mas já era hora de alguém descrever o processo da compra de fama.  

Deu muito o que falar, jornalistas ficaram magoados com  o artigo, disseram que devolveram o brinde. Outros pareciam espantados, como se esse expediente fosse uma grande novidade. O fato é que o jabá existe há muito tempo e não é fraco, não. Mas nenhuma providência legal está em curso por aqui.



Escrito por Ricardo Fotios às 00h25
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Premiações que alimentam

Há muito tempo, mais de dez anos, ouvi de um amigo roqueiro uma frase curiosa. "Se fossem brasileiros, os Beatles jamais teriam existido", disse ele para fechar sua tese de que a elite cultural nacional prefere os obscuros e inexpressivos aos sucessos populares. À época, concordei em termos, pois havia uma grande bajulação da mídia em torno de bandas bem famosas. Após tanto tempo, a frase ressurgiu em minha memória enquanto lia o resultado do House Music Awards deste ano (o francês David Guetta foi o grande vencedor, levando três categorias, inclusive o de Melhor DJ). Incrível como os gringos valorizam suas coisas, suas produções. Até exageram, dando tom de celebração a tudo.

O prêmio, criado no ano passado durante a Miami Winter Music Conference, é resultada da idéia de DJs, produtores, promotores e afins da house music. Assim como tantos outros eventos do gênero, como os TOP 100 da DJ Mag, e o Hard Dance Awards, tem o objetivo é movimentar a produção de uma determinada manifestação cultural, fazer barulho, criar notícia.

Muitos, eu incluso, dizem que essas cerimônias não têm valor de análise de conteúdo. Mas a questão não é se o primeiro da lista ou vencedor de uma categoria é realmente o melhor naquilo. É gosto pessoal e, portanto, subjetivo. Mas têm o mérito de tornar o estilo popular, tirá-lo do gueto, do underground, das garras de uma minoria que pretende manter um segredo, um tesouro, um código que só aquela meia-dúzia conhece.

Contra a manutenção desse "Priorado de Sião" musical, defendo as premiações gringas e seus exageros festivos. Deveríamos copiar (ou comer, como recomenda a antropofagia tropicalista) e ter mais festas, com produções mais bacanas e mais baratas. Defendo que se revele esse "Graal" para tirar a cena da esquisitice, do bizarro, do impróprio e colocá-la onde deve ficar: ao lado das demais manifestações artísticas do planeta.



Escrito por Ricardo Fotios às 19h16
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Mais do mesmo

Putz, não é que o post de ontem bombou (desculpe o trocadilho)! Povo adora quando alguém é "xoxado", diz aí. Pena que no meio de tanta ofensa pessoal nos comentários, perdeu-se o real motivo do meu texto. Então, reforço: a frase do DJ Camilo Rocha não é uma figura de linguagem infeliz, como ensinou o professor Raphael, comentando o post. É um equívoco histórico sugerir um castigo iraniano a um judeu. Como sou cristão e não sei nem ligar uma picape, fico muito à vontade pra afirmar isso. E só escrevi sobre o tema porque o cara é, sim, importante para a cena eletrônica. Fosse um Zé Mané, teria ignorado.
 
Acho errado generalizar sobre estilos musicais, eletrônicos ou não, e não vou entrar nesse papo-furado que vários leitores estão travando lá no pop-up de mensagens. Sou amante da bossa-nova, acho Prince genial, prefiro techno ao drum’n’bass e vou a  raves de psy. Portanto, nem me passa pela cabeça julgar este ou aquele estilo (com exceção do tal funk carioca, que é o fim da picada).
 
A geração DJ, que somos todos nós que de uma maneira ou de outra participamos do movimento, não pode se alienar a ponto de ignorar todos os fatos que ocorrem extrapista. Também não faz a menor diferença se uma pessoa sabe ou não diferenciar house de trance. Se gosta do som e curte a balada em paz, tá valendo e é bem-vinda. Acho que é hora de agregar, não de dividir. E cabe aqui uma correção anotada por Luca: a festa em que vi o Rocha tocando era Discology e não Hells, como escrevi.

Escrito por Ricardo Fotios às 20h12
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Bomba!

Dessa vez tiraram Camilo Rocha do sério a ponto do DJ, produtor e jornalista soltar uma bobagem pública. Em sua coluna no site Rraurl, Rocha escreveu que “é esse tipo de coisa que faz o cidadão de bem pensar seriamente em apoiar as idéias do presidente do Irã”, em referência ao refrão ruim da nova do Skazi (desculpe a redundância), que não vale nem citar. Quem quiser que leia o texto original
 
Como é que alguém “do bem” poderia pensar em armamento atômico como alternativa a uma música ruim do Skazi (desculpe a redundância)? Acreditando se tratar apenas de uma frase infeliz do pioneiro da cena nacional e não de um ataque de ultraconservadorismo, sigo a recomendação do texto do cara e opino: seria tão bom se o DJ pudesse se concentrar na música e trazer à discussão temas que ele pode comentar como poucos no país.
 
Ainda que a faixa do Skazi seja muito ruim (desculpe, novamente, a redundância), não dá para justificar as insanidades da República Islâmica no assunto atômico. E por falar em bomba, há uns dez dias vi Camilo Rocha, DJ que admiro e que muito contribuiu para a minha diversão no passado recente, numa apresentação bem mixuruca no after Hells, no clube Vegas. Também, numa festa com esse nome e com essas idéias, deve ter baixado o Enéas no cara. Canta pra subir!

P.S. - Sobre o artigo publicado ontem na Folha, que Bia oportunamente cita nos comentários, acho que já estão dando muito "ibope" para os caretas de plantão. Esse negócio de associar música a drogas não é novo nem é mérito exclusivo da cena eletrônica e, portanto, dispensa defesa pontual, que fica parecendo peso na consciência. O rock já foi associado ao ácido e à maconha. A disco, à cocaína. Proibir grandes aglomerações de pessoas, sejam raves ou manifestações públicas, é a maneira mais fácil e covarde de mostrar a incompetência dos órgãos públicos em coibir atos ilegais, ilícitos ou socialmente imorais.



Escrito por Ricardo Fotios às 21h34
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Hard Dance Awards

As votações para o Hard Dance Awards estão abertas. Nesta premiação, o internauta pode votar nos melhores de 2005 em várias categorias, inclusive DJ, produtor, álbum, faixa e clube. Mais completa que a lista dos Top 100, da DJ Magazine, a Hard Dance encerra a votação em 31 de janeiro. A divulgação dos premiados será divulgada em fevereiro, numa cerimônia em Londres. Quem vota também concorre a prêmios, que vão de iPods a CD Players. Para votar, acesse o site http://www.harddanceawards.com/

Escrito por Ricardo Fotios às 18h24
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Foto: Chris CenevivaEstá no ar o programa Geração DJ com os melhores momentos da cobertura ao vivo da festa de lançamento do blog, que aconteceu ontem, no clube paulistano Vegas. A noite contou com a participação dos DJs Rony Heller, Luca Lauri, Márcio Vermelho, além da apresentação ao vivo do Minima. O arquivo está disponível para download e podcasting. Quem preferir pode ouvir o programa em stream.

Já deu pra notar que eu desencanei de fazer a cobertura fotográfica pelo blog, mas tenho uma justificativa: ninguém merece ficar na frente do micro durante sua própria festa :)) Só digo que a balada foi presidente e os sets, geniais. Sem falar no vídeo irado que o Facundo gentilmente colocou no telão.

A transmissão ao vivo por podcasting foi uma experiência bacana e bem divertida. Na verdade, eu me divertia com qualquer coisa ontem. Sei que teve uma lentidão para quem estava baixando os arquivos ao vivo, o que não é novidade nenhuma na internet. Na festa de um ano do blog a gente melhora essa parte.

Agradeço a todos os que passaram por lá ontem, os que vi e os que não cruzei. Obrigado também à galera do Vegas e da Blogosfera, que foram muito fofos. Aos queridos do UOL, obrigado pela força.



Escrito por Ricardo Fotios às 12h30
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Rony Heller, agora, no Vegas Club (SP)

Escrito por Ricardo Fotios às 23h52
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Festa no Vegas terá podcast ao vivo

Vegas ClubO Departamento de Invenção deste blog criou um serviço exclusivo para os interouvintes do podcast. A festa desta quarta, no clube Vegas, terá cobertura ao vivo e transmissão via podcasting.

Quem já tem o endereço XML do site adicionado no agregador de mídia só precisa se conectar à internet. Quem ainda não tem, basta copiar a URL http://geracaodj.zip.net/podcast/geracaodj.xml na área de assinaturas do software. A partir das 23h desta quarta, serão gerados boletins com informações sobre o evento, entrevistas com DJs e convidados e, claro, trechos dos sets em tempo real. Todo o processo é gratuito e os boletins poderão ser ouvidos tanto no micro quanto no seu mp3 player.
 
A vantagem deste sistema é que você poderá navegar normalmente enquanto seu software agregador de mídia fica esperando um novo boletim ser disponibilizado. Assim que o Geração DJ publicar um informativo,  o programa vai avisar automaticamente e iniciará o download do arquivo em mp3. Não será necessário visitar nenhum site nem clicar em links diferentes para cada boletim.
 
A iniciativa, que tem o auxílio luxuoso da Blogosfera e da NVM Solutions, contará ainda com uma cobertura fotográfica aqui neste blog. Assim, enquanto o Geração DJ não leva o melhor da música eletrônica brasileira até sua cidade ou país (ops!!), você poderá sentir um pouco do clima da nossa balada no conforto do seu lar. Que tal?
 
>>> Como receber o podcasting do Geração DJ
>>> Tudo sobre a festa de lançamento do site
>>> Saiba mais sobre o clube Vegas
>>> Dúvidas?

Escrito por Ricardo Fotios às 12h41
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Lenzi aposta no minimal em SP

Marco LenziO top italiano Marco Lenzi juntou a tradição do techno inglês e o minimal na pista do clube A Lôca, no último sábado. Em duas horas de apresentação, o DJ preferiu mostrar novidades das pistas londrinas, incluindo três faixas suas em parceria com o brasileiro Anderson Noise: “Move It”, “Out There” e “Tricky Beat”, que chegam ao mercado este mês em vinil e serão lançadas em álbum, juntamente com outras quatro faixas da dupla.
 
Marco Lenzi deve permanecer mais uma semana no país, divulgando o novo trabalho e suas novas tendências minimalistas. O DJ vai hoje a Porto Alegre e encontrará o espanhol Paco Osuna, que se apresenta esta noite na capital gaúcha, no clube Spin. De lá, os gringos vão acompanhar Anderson Noise até Belo Horizonte. Como o italiano e o espanhol já têm trabalhos em dupla com o brasileiro, o encontro em Minas Gerais pode até ser um pretexto para algo a seis mãos.
 
A noite de sábado, parte das comemorações de dez anos do clube paulistano, contou ainda com as novidades do electro europeu, com Luca Lauri, DJ e produtor que toca nesta quarta-feira na festa de lançamento do Geração DJ, no Vegas. Quem abriu a pista d'A Lôca foi Ulisses Lima, DJ revelado por este blog, no programa #3. No set, Ulisses mostrou suas pesquisas mais recentes, que foram do minimal ao electro.

>>> Ouça set de Marco Lenzi
>>> Ouça set de Paco Osuna
>>> Baixe set de Luca Lauri
>>> Baixe set de Ulisses Lima



Escrito por Ricardo Fotios às 08h50
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Geração DJ #5, com Márcio Vermelho

Márcio VermelhoEstá no ar o programa Geração DJ #5, que traz Márcio Vermelho (Superbacana DJs). Na entrevista (gravada ontem, em São Paulo), Vermelho fala de seus projetos especiais de minimal e click, comenta sobre as tendências das pistas e explica seu estilo de escolher o repertório. No set, o DJ revelação da noite paulistana mostra sua visão de house, que caminha pelo acid, disco e electro. O programa está disponível para download em mp3 e também para os assinantes do podcasting.

Márcio Vermelho é um dos DJs que estarão na festa de lançamento deste blog, no próximo dia 16, no clube Vegas. A noite terá também um live p.a. do duo Minima e apresentações dos DJs Luca Lauri e Rony Heller. Para saber mais sobre a festa e enviar seu nome para a lista de convidados, clique aqui.



Escrito por Ricardo Fotios às 01h28
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Quer uma dica?

Mando logo quatro. Este fim de semana vai ser assim:

São Paulo
>>Sexta, Freak Chick na D.Edge, com Morcef, Ratier e Pareto, convidado: Luca Lauri
>>Sábado, Atomik n'A Lôca, com Marco Lenzi (UK) e Luca Lauri, convidado: Ulisses Lima

Rio
>>Sexta, Oops!! Classic na Fosfobox, com long set do DJ Maurício Lopes
>>Sábado (mudou para segunda, 14), X-Demente na Marina da Glória, com Eddie X, Ana Paula, José Roberto Mahr, Breno Ung



Escrito por Ricardo Fotios às 00h59
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Matéria erra ao sugerir que DJ é reconhecido como músico

O site da agência Hypno publicou matéria dizendo que DJs e produtores de música eletrônica já podem tirar sua carteira da Associação Brasileira de Música (Abramus). Não é bem assim. Qualquer pessoa sempre pôde se filiar a Abramus, desde que se encaixe em uma das categorias previstas na ficha de inscrição. São elas: autor/compositor, músico, produtor fonográfico e intérprete. Não há categoria específica para nenhum estilo de música e não foi criada a função DJ, como sugere a matéria da Hypno.
 
No caso da música eletrônica, o produtor deve se declarar autor/compositor. Já o DJ é o intérprete das faixas e, portanto, precisa de autorização do autor original para receber pela faixa mixada. "DJs como Mau Mau, Patife, Ramilson Maia e muitos outros já têm filiação porque eu fui atrás deles. Em geral, DJs desconhecem seus direitos de associação", conta Fernando Viana Santos, administrador financeiro da Abramus.

Entidades como a Abramus fazem a intermediação entre o órgão arrecadador, no caso o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD),  e o detentor do direito. Seria muito difícil para um músico ou produtor acompanhar sozinho onde suas obras foram executadas e quem pagou quanto. As duas instituições são privadas.
 
Em tese, deveria funcionar assim: o cara produz uma faixa, que é tocada por DJs em cinco clubes brasileiros e em duas rádios, por exemplo. O Ecad cobra dos clubes e das rádios a parcela pelos direitos fonográficos e autorais. Escritórios como a Abramus cobram do Ecad os direitos de seus associados e, finalmente, paga ao cara que produziu. Se a obra foi lançada por uma gravadora, a entidade paga à gravadora associada e esta distribui a seus artistas, conforme contrato.
 
Acontece que os que produzem e interpretam sempre reclamam que não recebem pelo que foi executado. Já quem executa sempre reclama que é cobrado. Por isso é importante ter uma associação de classe musical de confiança para poder seguir o dinheiro e entregá-lo a quem de direito. Veja relação das associações que integram o Ecad.



Escrito por Ricardo Fotios às 12h03
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Deu no Rraurl

A festa de lançamento do Geração DJ, que acontece no clube Vegas, no próximo dia 16, foi notícia no site Rraurl, principal veículo de informação da cena. Clique aqui para ver as informações completas. Quem quiser mandar nomes para a lista, escreva para geracaodj@uol.com.br

Escrito por Ricardo Fotios às 11h23
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Selo paulistano aposta no vinil nacional

Foto:Bronko/DivulgaçãoHá três anos produzindo e lançando música eletrônica brasileira, o selo URBR (Underground Records Brasil) anuncia que vai entrar no restrito mercado da produção nacional de discos de vinil. Em entrevista ao Geração DJ, o diretor artístico da gravadora, o DJ e produtor Michel Palazzo, fala da importância do formato para a divulgação do segmento. “Vamos começar a prensar vinis no Brasil para ter as músicas com maior rapidez e divulgar com mais freqüência os novos artistas”, afirma Palazzo. Até agora, os EPs lançados pelo selo eram fabricados na Europa, onde o preço e a distribuição da “bolacha” são mais atrativos.
 
Palazzo acredita que o vinil difunde a produção musical através dos DJs, nas pistas, mas vê na distribuição digital o contato com o consumidor final e promete investimentos também nesta área. “Imagine comprar um álbum pelo som do seu carro, ou pelo celular. Aí sim, populariza-se o hábito de vender e comprar mp3 em boa qualidade, e todos receberão seus direitos”. Mesmo afirmando que o mp3 e o podcasting prejudicam o comércio legal de música eletrônica, o DJ aceitou o convite deste site para participar da seção Podcast, apresentando um set somente com produções brasileiras.
 
DJ consagrado nas pistas nacionais e internacionais, Palazzo fala também do culto à produção estrangeira nas pistas e acredita que só DJs “dinossauros” não reconhecem a qualidade da produção nacional. Leia a íntegra da entrevista no post anterior.

>>> Ouça trechos dos lançamentos da URBR

>>> Ouça set mixado por Michel Palazzo



Escrito por Ricardo Fotios às 10h45
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Entrevista

"DJs são responsáveis por educar o público"

Leia abaixo a íntegra da entrevista com Michel Palazzo, diretor artístico da gravadora URBR.

Foto:Bronko/DivulgaçãoGeração DJ - Assinantes estrangeiros do podcast deste blog costumam reclamar que os DJs brasileiros tocam exatamente o que os de seus países têm em seus sets, sem trazer novidades da música eletrônica nacional. Após três anos no mercado, como a URBR avalia a produção e o interesse do público por música avançada inédita no Brasil?

Michel Palazzo –
Sim, muitos DJs ainda pensam que é só na Europa que existe música boa. Pensando assim, educam o público a querer sempre DJ gringo. São dinossauros, não percebem que o Brasil está cheio de novidade. Nós avaliamos que os DJs brasileiros são responsáveis por educar o público dizendo que tocam música do Brasil, pois há muitos top DJs e novos talentos brasileiros com músicas saindo na Europa, os selos internacionais estão licenciando produções daqui. A URBR vai começar a prensar vinis no Brasil para ter as músicas com maior rapidez, e divulgar com mais freqüência novos artistas e grandes nomes juntos. Assim, pretendemos ajudar a consagrar a boa música nos toca-discos para o público ser educado com produções do nosso país, e para que todos as aceitem como “cultura musical brasileira”.
 
GDJ - Em países como Inglaterra e Estados Unidos, para citar os mais ativos no mercado fonográfico, é comum uma faixa aparecer primeiro em vinil, destinada a DJs, e depois aparecer em CD para o grande público, geralmente com várias versões de mixagem, sempre com a marca do mesmo selo ou de selos parceiros. Este modelo de negócio não pode ser aplicado no Brasil?

Palazzo -
Lá fora é comum, pois é mais fácil comprar equipamento, produzir, vender, distribuir e promover os discos, antes de sair em CD. Os DJs têm cabeça mais aberta. No Brasil, tem DJ que faz música e deixa no computador, não mostra para os amigos nem entrega aos DJs pra educar o público. Lá é normal tudo sair primeiro em vinil, pois tem muitas fábricas de vinil e a qualidade é universal. Acreditando neste formato, a URBR produz vinil e tem feito alguns promos em CD-R para tentar aproximar as músicas dos DJs e pistas.
 
GDJ - Este blog detectou que o consumidor de música em geral compra CDs de bandas e cantores, mas prefere baixar da internet faixas de música eletrônica. A que você atribui essa diferença de distribuição? Na sua opinião, qual deveria ser o papel da internet neste segmento? O podcasting e o mp3 ajudam ou atrapalham o mercado?

Palazzo -
O mp3 facilitou o consumo da música, pois é mais pratico “baixar” da internet. Por isso muita gente faz download. É horrível você ouvir algo pelo qual não pagou pra ouvir, como é horrível você copiar um livro. As leis brasileiras não conseguem deter a pirataria nem o download. O único país que tem uma legislação adequada para o mp3 é Portugal. O mp3 e o podcasting divulgam e promovem os artistas, mas acabam com o consumo em formato de CD ou vinil, e aí o artista e a gravadora vão perder vendas. A URBR começou um projeto para distribuição digital, ainda não sabemos se usaremos o nome da URBR. Mas será “powered by URBR”. Imagine comprar um álbum de um ídolo seu pelo som do seu carro, ou pelo celular? Aí sim, populariza-se o hábito de vender e comprar mp3 em boa qualidade, e todos receberão seus direitos. O podcasting veio para segmentar mais ainda o gosto musical de cada um, aproximando o público de programas específicos. E os formatos mudam, daqui a pouco não será mais o mp3.

GDJ - O fato de você atuar também do outro lado do balcão, ou seja, como DJ e produtor, ajuda ou atrapalha na hora de pensar comercialmente sobre os trabalhos da URBR? Você acha que a mídia leva a sério o trabalho musical eletrônico?
 
Palazzo -
Não atrapalha, apenas abre ainda mais minha cabeça para fazer um trabalho mais profissional e com maior resultado pra todos os artistas, pois enxergo de várias formas o mercado. Sendo DJ, consigo analisar a resposta das músicas nas pistas, pois sei o que funciona. E como a URBR é especializada em música eletrônica, fica mais fácil achar boas músicas para as pistas. A mídia fala o que ela quiser de qualquer assunto, música ou política. A música eletrônica tem seu mercado próprio, mas alguns jornalistas viajam e falam qualquer coisa sobre um assunto tão interessante. Dizem que é “bate-estaca” ou associam com drogas. Mas ninguém diz que a música eletrônica gera emprego e é cultura.
 

GDJ - Com o lançamento de "Sunday Away", de George Actv, seu catálogo de CDs sobe para seis títulos. Quais as metas da URBR para os próximos meses?
 
Palazzo -
Até o final do ano, o catálogo chegará no UCD010, já estamos quase com 10 CDs e mais de 100 DJs brasileiros lançados. O foco é criar DJs e exportar para o mundo. Estamos fazendo parcerias com marcas também, expandindo os negócios e levando música eletrônica para todo o tipo de público. A série URBR Presents apresentará mais três DJs no primeiro semestre de 2006. Já lançou Marnel, Julio Torres e Grace Kelly Dum, importantes DJs para a cena de cada estilo.
 
GDJ - Você gravaria um set só com produções nacionais para ser distribuído via podcasting?
Palazzo -
Sim. Posso gravar um set só de música eletrônica brasileira. 



Escrito por Ricardo Fotios às 09h35
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Música do século 21 começa agora

ReproduçãoA revista inglesa "Future Music" traz na capa artigo sobre um novo controlador de mídia que cai como uma luva nas mãos dos produtores de música avançada. Sob o título "Toque de Gênio", a publicação apresentou o Lemur, equipamento dotado de 32 bandas e capaz de controlar, em tempo real, qualquer tipo de software de áudio ou vídeo, a partir de uma única conexão com o computador, Mac ou PC. Trata-se de um avanço de décadas no jeito de fazer música. 

"Agora, posso ligar um mixer, uma mesa de edição de vídeo, um seqüenciador, um delay ou tudo isso junto numa só configuração", avalia o produtor Fipa Vazquez, do duo Minima. Graças ao uso da tecnologia OSC (Open Sound Control), o Lemur unifica as funções, inclusive de periféricos MIDI, na conexão ethernet do computador, a mesma utilizada para redes.

Para Fipa, o MIDI, que há mais de 20 anos é o protocolo dos sintetizadores, baterias eletrônicas, teclado e afins, deve ser trocado pela nova tecnologia OSC, dando um passo significativo rumo à evolução musical. "Enquanto o MIDI tem padrões finitos (16 canais, parâmetros de 0 a 127, etc), o OSC não tem limite pra nada", afirma o produtor.

Com aparência de filme de ficção científica, o Lemur é operado pelo sistema "touchscreen", em que os dedos acionam os comandos diretamente na tela do produto. Outra vantagem do equipamento é que ele possui uma CPU interna, otimizando o trabalho do processador do computador onde estão instalados os programas.

Fabricado pela empresa francesa JazzMutant, o equipamento chega ao mercado com preço bem salgado. Na Europa, ele sai por 2.190 euros (R$ 5.700), incluindo o frete e impostos. Para o Brasil, o Lemur chega por 2.013 euros (R$ 5.200) com frete incluso, mas sem os nossos altíssimos impostos de importação e adicionais. Ou seja, dependendo do estado, o produto pode custar até R$ 10 mil.

ReproduçãoCaracterísticas
Tamanho: 36.8cm x 29.46cm x 3cm
Peso : 2.5 kg
Tela: 12"
Resolução : 800x600 pixels
Tipo : TFT LCD
Conexão :  Ethernet (100-baseT), OpenSoundControl



Escrito por Ricardo Fotios às 14h48
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Ouça pelo número

Acontece hoje, no Autódromo Internacional de Curitiba, a edição brasileira do Creamfields. O festival vai apresentar os números 7, 25, 34 e 39 e outras 12 atrações internacionais e nacionais de peso. Ohhh, que importante, né?! Se você queria um pretexto para se jogar por 15 horas seguidas, pode parar de ler aqui. Não esqueça de ver o mapa do lugar no site do evento.
 
Para quem se importa com a música que vai ouvir, informo que o festival terá o argentino Hernan Cattaneo, o inglês Danny Howells, o norte-americano Danny Tenaglia, e o francês David Guetta, respectivamente os números 7, 25, 34 e 39 da recém-divulgada lista dos Top 100 DJs, da revista inglesa DJ Mag. São quatro atrações altamente populares no mundo todo e têm trabalhos ligados à música pop. Pode esperar muito house progressivo e algumas babas, tipo músicas de Madonna e Fatboy Slim. A festança ainda tem o trio australiano com cara de "Iron Maiden" Infusion e o argentino Zuker.
 
Mas, se eu fosse para o evento, ficaria de olho nos sets dos brasileiros Bruno V, Ilan, Paciornik, Fabrício Peçanha, Diogo Mazza e Julio Torres. Apesar de não constarem das listas dos mais mais mais do mundo, esses DJs devem imprimir mais personalidade ao evento, tornando menos óbvia a festinha.
 
Veja programação completa do Creamfields Brasil.

Escrito por Ricardo Fotios às 12h25
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Funk carioca invade NY

clique para ver ampliadoTigrões e cachorras norte-americanas terão sua porção de funk “made in Rio”. A festa Favela Clash acontece na noite de sexta no badalado clube Luke & Leroy, que fica na Sétima Avenida, em Nova York. O evento conta com a trilha sonora dos DJs Sujinho e Cassiano, que prometem colocar todos os “bondes” cariocas na pista.
 
Mas vamos ao que interessa. Para o tal funk ficar menos abstrato para os gringos, foi convocado o Coletivo Marginal, selo brasileiro de trabalhos multimídia, para mostrar imagens, gráficos, animações e fotos de bailes funks, tratadas e remixadas  no ritmo da música dos DJs.

Vai encarar? Então ouça Tati Quebra Barraco e companhia no canal Funk Furacão da Rádio UOL.



Escrito por Ricardo Fotios às 19h26
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Marky e Laurent Garnier fazem encontro histórico em Londres

O DJ brasileiro de drum’n’bass Marky e o produtor francês de techno Laurent Garnier se encontram no dia 2 de dezembro, em Londres, para um “back to back” (cada DJ toca uma faixa e passa as picapes para o outro) de seis horas. A festa faz parte da semana de comemorações dos dez anos do lendário clube The End.
 
Reprodução do FlyerDivulgado como sendo "um encontro sem precedentes" _ já que as atrações têm estilos absolutamente diferentes, até opostos no conceito _ e unindo duas superpotências da música eletrônica inglesa _ The End e AKA _, o evento é a aposta mais ousada deste final de ano na noite londrina. Os ingressos para a balada já estão à venda pela internet e custam de 10 a 20 libras (de R$ 40 a R$ 80). O flyer da festa (reprodução ao lado) estampa as bandeiras da França e do Brasil.
 
Marky e Garnier são residentes do clube The End e já tocaram juntos este ano em Paris, no clube Rex, mas cada um com seu set independente. Esta será a primeira vez que os "titãs" tocarão o mesmo set, a quatro mãos. O DJ brasileiro também está presente no novo álbum do produtor francês, "The Cloud Making Machine Reworks”, com uma mixagem da faixa “First Reaction” (ouça trecho), assinada junto com Drummagik.

Escrito por Ricardo Fotios às 15h53
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Sincretismo valvulado

O (a) leitor (a) Cris, comentou o post de segunda-feira e cobrou uma explicação sobre as tais válvulas que eu citei no Geração DJ #4. É que no final do primeiro bloco do programa com o Minima, falei que aquela era a “primeira entrevista em podcasting transmitida com auxílio de válvulas”, o que foi, certamente, um exagero para justificar a piada. Disse ainda que depois explicaria e ficou por isso mesmo.
 
Acontece que a entrevista foi gravada na casa de Renato Meia, produtor incansável e amante de todas as tecnologias da música. Para a gravação são necessários alguns equipamentos básicos, como computador portátil, microfone, cabos e mixer,que normalmente levo comigo. No caso específico, esqueci de levar o mixer, que permite o controle do volume das vozes. Foi então que Meia ofereceu um pré-amplificador pequeno que poderia fazer a função do controle de ganho do áudio. O aparelho era valvulado.
 
válvula termiônicaPara quem ainda não associou o nome ao dispositivo, a válvula (termiônica) foi inventada no final do século 19 para controlar o fluxo de energia em aparelhos eletrônicos. No interior de um invólucro hermético de vidro, como uma lâmpada, os elétrons se deslocam no vácuo ou num meio gasoso. Esse modo de fazer a energia elétrica se “locomover” dentro de aparelhos de rádio e TV, por exemplo, foi utilizada em larga escala até os anos setenta. Na minha infância, lembro que ficava muito triste quando uma válvula da TV queimava e me deixava dias sem poder ver "Vila Sésamo".

Foi na década de 60 que apareceu comercialmente o semicondutor transistorizado tal qual conhecemos hoje e que me possibilita escrever em um notebook. Imagine o tamanho de um microcomputador com "lâmpadas" dentro. Inventado em 1947, o transistor tem a mesma função da válvula, só que sem a necessidade de estar num tubo de vidro e com custo de produção mais barato.
 
Apesar de ter sumido do interior dos aparelhos de televisão e rádio, a válvula está longe de ser uma tecnologia morta. Amplificadores valvulados  para guitarra, por exemplo, são muito valorizados pelos músicos, que garantem que a sonoridade produzida nesses equipamentos é “melhor” que a dos transistorizados. Fábricas famosas de equipamentos musicais continuam produzindo valvulados e ainda dão uma pitada a mais no preço por seu apelo nostálgico. Ou seja, um equipamento valvulado não é necessariamente velho.
 
Sob um olhar poético, a válvula representa uma tecnologia ultrapassada enquanto o transistor, a de ponta. É fato que válvulas são inconstantes, queimam com facilidade e podem quebrar durante o transporte. Transistores são mais simples, não precisam de um ambiente hermético para funcionar e raramente “queimam”.
 
Esse tema remete à comparação entre vinil e CD, e a conclusão também é a mesma: as duas formas cumprem seu papel final. Os detalhes sobre as diferenças sonoras ficam para as discussões puristas. No nosso programa, gravamos a entrevista sobre música avançada com um amplificador valvulado, editamos em programa de computador transistorizado, transmitimos via internet e o (a) Cris ouviu tudo em sua casa. Somos sincretistas tecnológicos!



Escrito por Ricardo Fotios às 18h42
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Palavra de quem esteve na Academia

No próximo dia 6, dois brasileiros estarão em Seattle, nos EUA, para duas semanas na oficina de música avançada conhecida por RBMA. Publiquei post sobre Bruno e Augusto no dia 26 de outubro (clique para ler). Volto ao assunto porque o mineiro Alexei Michailowsky, que participou da academia no ano passado, em Roma, me enviou um relato detalhado sobre o evento. Por considerar pertinente que todos saibam que existe música eletrônica fora das baladas, transcrevo abaixo o e-mail de Alexei.

foto: Ignazio Nano"Tenho acompanhado nos últimos meses a odisséia do Augusto e do Bruno e procurado ajudá-los diretamente, passando informações. Fiquei satisfeito vendo a notícia no seu blog sobre eles.  A RBMA é uma experiência muito importante para quem vai, porque você fica rodeado de pessoas igualmente mordidas pelo ‘pernilonguinho’ da música, com quem se pode dialogar de igual pra igual. Isso inclui os palestrantes, que, em muitos casos, são pessoas que você admira e talvez até idolatra. Essa sensação de ter ‘gente como a gente’, de comunidade, de ter pessoas de todo o mundo que no fundo são um pouco como você, é um alento enorme.

Para nós, brasileiros, chega a ser uma mudança radical, porque não temos acesso tão fácil à tecnologia de ponta que está embutida na Academy. Aqui, muitas vezes, estamos isolados, ligeiramente distantes da troca de informações. Na RBMA você tem a oportunidade de abrir a cabeça e não se ater especificamente a um estilo de música, como muita gente que trabalha com eletrônica às vezes faz. Aquela coisa: house é house, techno é techno, electro é electro etc. Eu, por exemplo, que trabalho com lounge, fiz questão de participar de sessões de estúdio comandadas pelos produtores que tinham estilos opostos ao meu: Marco Passarani (produtor italiano de techno) e Cut Chemist (DJ norte-americano de hip hop).

Enfim, a RBMA é importante demais e deveria, sim, ter mais reconhecimento no Brasil, ser mais valorizada, da mesma forma que os participantes. A volta pra casa pode ser muito triste, porque você simplesmente se sente incapaz, por falta de meios, de levar adiante o que aconteceu lá, já que aqui as coisas são difíceis, e tudo parece ficar sem sentido. Acho que é necessário que todos os ex-RBMAs batalhem pelo evento e contribuam para que as pessoas conheçam e dêem valor. Porque isso permite o nosso crescimento enquanto centro produtor de música, valoriza a nossa cena e faz com que possamos levar adiante essa troca de conhecimento.
 
É bom frisar que a empresa Red Bull não influi na Academy. Apenas financia o evento, mais ou menos como o ATL Hall, por exemplo. Quem realmente cuida do evento é uma pequena empresa alemã chamada Yadastar, criada e gerenciada pelos três idealizadores da RBMA: Many Ameri, Torsten Schmidt e Christopher Romberg."


Escrito por Ricardo Fotios às 21h56
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