Carnaval 1 De cara e casa novas, o site do DJ Ulisses ganhou mais seções e
conteúdo, incluindo o podcast do DJ, que promete novos sets regulares na página.
O endereço também mudou. Agora em UOL Personalidades, você acessa o site em www.djulisses.com.br. Quem
estiver pela região do Vale do Paraíba poderá ver e ouvir Ulisses ao vivo no
Vale DJs Festival, que traz outras quatro atrações locais, na segunda de
Carnaval, no clube Itaguará.
Carnaval 2 Em São Paulo, Luca
Lauri faz um after hours especial com electro no Carnaval na Loca, na
segunda-feira, a partir das 4 da manhã.
Carnaval 3 Também na segunda,
no Rio de Janeiro, tem o Baile de Máscaras da festa Oops!, com long set do DJ
Maurício Lopes e imagens dos VJs Moleculagem, no Fosfobox, em Copacabana. O flyer
impresso dá desconto.
Carnaval 4 Ainda na segunda de
Carnaval, este blog vai publicar na seção podcast um set inédito do mestre Luiz Pareto, na segunda
parte da retrospectiva de house music.
Escrito por Ricardo Fotios às 16h03
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Internet sem fio
Uma pessoa passa uma informação à outra, que repassa a um terceiro e assim por diante. O resultado é que a história chega ao último interlocutor bem diferente da original. A isso, dá-se o nome de “telefone sem fio”. A expressão sugere que um telefone que não funciona com cabos não consegue transmitir a idéia com precisão. Claro que atualmente isso não faz o menor sentido, já que a maioria dos aparelhos de comunicação não tem fios ligando uns aos outros e funciona.
Imagine seu celular ligado ao da sua mãe por um cabo. Ou você no ônibus arrastando um imenso fio condutor de voz pra falar com a namorada. Mesmo sem lastro no cotidiano contemporâneo, a semântica do telefone sem fio parece muito atual. Não raro, escrevo idéias aqui que parecem passar por um processo de distorção voluntária, para que o leitor, esteja ou não num computador com fios, possa entender como gostaria que eu tivesse escrito, mas não o fiz.
Por exemplo: nunca disse que o Skol Beats é o melhor festival de música eletrônica da América Latina. Usei o adjetivo “popular”, baseado nas milhares de pessoas que costumam ir ao evento, todos os anos. Mesmo a expressão “popular” do texto do dia 19 último não tem julgamento de valor. Não acho que algo que reúna uma multidão é necessariamente bom ou ruim. O adjetivo, no caso do post em questão, indica grandeza.
E escrevi, sim, que o advento da música eletrônica no mundo, desde os anos 70 até a sua massificação mundial no novo milênio deva ser chamado de movimento. E por isso me interessa tanto. Pode até não ser popular, mas é, sem dúvida, um movimento social. Tem a ver com a noção que temos de música pop, com o comportamento dos artistas tradicionais, com o questionamento da manipulação da arte por empresas etc. Ou, como descreve Maria da Glória Gohn, no trabalho “Movimentos Sociais no Início do Século XXI”, movimentos sociais “expressam energias de resistência ao que os oprime, e fontes revitalizadas para a construção do novo”. Vale para a política, para a economia e para a arte, inclusive. Mas fica para um outro texto a defesa argumentada do movimento social, cada vez mais popular, porque não pode ser resumida a um parágrafo para não parecer um telefone, ou melhor, "internet sem fio" às avessas, cuja informação já vem distorcida da origem.
Escrito por Ricardo Fotios às 13h27
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U2 na parede
Como fizeram ontem tantos brasileiros, a fotógrafa Chris Ceneviva reuniu vários amigos em sua casa para assistir à primeira apresentação do grupo U2 em São Paulo, transmitida pela Globo. Louca por definições e texturas, Chris projetou as imagens da TV em uma parede externa. Entre um sucesso e outro, a fotógrafa aparecia para registrar o momento. O resultado é um ensaio diferenciado da passagem da banda pelo Brasil em que as imagens dos amigos de Chris em sua casa se fundem às imagens do show na parede. Gostei tanto que escolhi sete fotos para mostrar aqui. Obviamente, as resoluções e os tamanhos foram reduzidos para não “pesarem” na página.






Escrito por Ricardo Fotios às 12h03
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Skol Beats se rende ao psicodélico
O maior e mais popular festival de música eletrônica da América Latina, o Skol Beats, anuncia parceria com o núcleo de festas Tribe, especializado em trance psicodélico e house progressivo, os dois gêneros mais ouvidos no mundo. Com tenda dedicada ao público do trance, a festança da cervejaria dá um importante aceno de democratização dos estilos da e-music, embora, considero que este não tenha sido o motivo principal da parceria. Quase um dogma, as festas produzidas pelo núcleo Tribe são de longe as temáticas mais freqüentadas do país, chegando a reunir mais de 5 mil baladeiros em único dia. Não se tem notícia de que o Skol Beats esteja carente de audiência. Mas ter um aporte desse nível numérico deve ter impulsionado os cartolas do evento paulistano em direção ao acordo inédito. Até porque, sempre houve mistura de estilos nas tendas do festival. Mas nunca de forma tão escancarada como será este ano. Ao atirar no ponto econômico do evento, os organizadores do Skol Beats acertam numa espécie de tabu da música eletrônica. Divididos entre tranceiros e os outros, raramente o público de uma tendência tolera (ou admite) circular no ambiente da outra. Em geral, quem gosta de um tipo de som considera as outras produções ruins, de mau-gosto, elitistas, bregas, gays, popularescas e assim por diante. Os clubes noturnos, por exemplo, segmentam suas atrações a ponto de proibirem que um DJ toque faixas que lembrem o gênero considerado "inimigo" da casa. Mas até aí são noites para mil baladeiros. Um evento para 20 mil pessoas não pode se dar ao "luxo" da segmentação. Quase um chamado para os “neo-hippies” do trance, a parceria anunciada pode dar chance de gente que nunca ouviu um outro gênero assimilar diferenças e praticar a tolerância musical. No mínimo, quem nunca esteve numa rave psicodélica vai se surpreender com a qualidade de som e decoração, marcas registradas da Tribe. Por outro lado, quem só freqüenta festas em sítios e fazendas (se é que existe essa pessoa) poderá ver de perto que a cena “clubber” não assim tão diferente.
Resta saber se a ânsia de agradar a gregos e troianos não tornará o Skol Beats um enorme cavalo acéfalo. Popular ou não, festival de música sem o mínimo de critério é picaretagem.
>>> Notícias e boatos sobre o Skol Beats
Escrito por Ricardo Fotios às 10h23
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Geração DJ #7, com Mimi
Está no ar o programa Geração DJ #7, que traz set inédito do DJ Mimi. O programa abre uma série de três especiais, em que farei uma espécie de retrospectiva da house music, a partir de sets gravados para este programa em 2005. Conheci Mimi há uns sete anos e foi amor à primeira audição. O cara tem um estilo muito peculiar de fazer a gente dançar. Hoje, é um dos mais requisitados DJs do gênero e pode ser visto nas melhores pistas do país. Visite a seção podcast e saiba como baixar o programa.
Escrito por Ricardo Fotios às 19h50
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Um carioca em Itupeva
Quem sabe, faz ao vivo. Reproduzo abaixo trecho da crônica do amigo Sedotec, que veio do Rio de Janeiro especialmente para a festança do último sábado, que reuniu Speedy J, Inigo Kennedy e Vince Watson em Itupeva. No melhor estilo guerreiro, o cara quase perdeu a carona de São Paulo até o lugar, uns 50 minutos de distância do Tietê, encarou a maior lama e, para alegria geral, chegou de surpresa na balada. Vale a história.
"... Estrada para Itupeva, seguir até quilômetro 75.5, entrar na placa Sem Parar, seguir até o estacionamento. "Por essa estrada de barro mesmo?" "É, olha uma placa escrito Techno ali". "A gente vai atolar com certeza". Não atolamos. "Olha aquela fila". Estacionamos. "Moço, essa fila é pra quê?" "Pra pegar a van que leva até a festa". "E não dá pra ir a pé?" "São 4 quilômetros de barro, trechos de lama pura, a estrada é estreita e se vocês cruzarem com algum carro nas descidas vão ter que se jogar no mato para não serem atropelados". Ok. Fila. 20 minutos. 7:30 da manhã. "Vodca com energético?" "Sim". 30 minutos. "Vamos a pé?" "Não". Primeira van chega. Não damos 10 passos. Mais de 100 pessoas na nossa frente, todos furando fila, no inferno tudo se acerta. 50 minutos. "Pega outra vodca e vamos a pé". Barro. Poças. Lama. Plantação de uva. Lama. Lama. "Estão ouvindo?" "Estamos". Chegamos, quase uma hora andando. Ninguém sabe que estou aqui. "Vou procurar". A primeira. Depois outra, outro, outra, outro, outra, outro, outra e outro. Todo mundo junto. As maiores caras de surpresa que já vi na vida. E de felicidade também. Só cheguei a 10 minutos e já valeu. 8:30 da manhã. Inigo Kennedy? Do caralho. Speedy J? Do caralhaço. Vince Watson? Mais do caralhaço ainda..."
>>> Leia a íntegra no blog Sedotec
Escrito por Ricardo Fotios às 19h19
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Não dou som!
Entre uma aula e outra, passo pelo laboratório da faculdade para navegar pela
Web e até para atualizar este blog, como estou fazendo agora. Ontem, um rapaz de
21 anos (quis saber a idade logo na primeira pergunta), que estava no micro da
baia de trás da minha, notou (sem querer, afirmou) o assunto sobre o qual eu
estava pesquisando e disparou: _ Dá licença, você dá som, cara? Lancei um
olhar surpreso para o rapaz. Não sabia se tinha realmente entendido a pergunta
e devolvi: _ Quantos anos você tem? _ e emendei com a resposta: _ Não, não
dou som. Ele disse a idade. _ Ah, tá. É que vi você procurando músicas aí e
achei. Minha irmã vai fazer uma festa e tá procurando um DJ.
Deve
fazer pelo menos uns 20 anos que não escuto a expressão “dar som”. Na verdade,
pensei que ninguém com menos de 30 anos conhecesse a definição típica dos anos
80 para trás.
Quando eu era adolescente, todo cara que tinha um bom repertório de músicas
gravadas, geralmente em fita cassete, e um “som” que pudesse reproduzí-las "dava
som" nas festas da galera, que nem galera era. Era turma, moçada, amigos. Galera
apareceu bem depois e ganhou o país através da tela da TV Globo. Deve ser uma
expressão carioca, não?
O fato é que eu mesmo já “dei som” umas duas vezes. Eu tinha alguns discos de
vinil e muitas fitas pirateadas das rádios. Meu “estéreo” Gradiente contava com
um “toca-discos” e um “gravador”. Dava para animar um bailinho por horas.
Imagine o tanto de Rita Lee que meus amigos tiveram que ouvir. Mais ainda,
ouvia-se enormes buracos entre uma faixa e outra. Pensa que é fácil posicionar
uma fita cassete no início da música?
Mixagem eu só fui ver depois, num baile mais profissional do bairro, em que o
cara que “dava o som” tocava black music (o nome é o mesmo de hoje, mas o som
era mais para o soul do que para o R&B) e me mostrou uma máquina fantástica.
Era uma mesa de som de dois canais. Ele tinha dois toca-discos. Colocava duas
bolachas para rodar ao mesmo tempo e ficava colocando o refrão de Tim Maia sobre
uma faixa de James Brown.
Agora temos equipamento no lugar do som e do estéreo. Toca-disco virou picape
ou CD-player (numa outra oportunidade, conterei minha reação quando vi o
primeiro CD. Era do Queen). Gravador só se for de DVD. Mesa de som assumiu o
mixer que existe em seu interior. E o próprio verbo “tocar” já é utilizado em
sua plenitude de definições. Até eu me considero da Geração DJ e ainda tem
figura falando em “dar som”. Só faltou perguntar se eu conhecia a última do
Jackson Five.
>>> Quem se interessa por equipamentos de outras,
digamos, gerações precisa passar pelo site Audiorama
>>> Anúncio do toca-discos da foto no Mercado Livre:
"toca-disco gradiente garrard em ótimo estado; automática , com 33,45 e 78 RPM;
não acompanha a agulha , que custa 12 reais na Santa Efigenia. OBS: devido ao
fato de ficar parada nos primeiros disco, quando o braço for até o disco é
necessário uma ajuda com a mão para virar o prato, mas logo é normalizado; para
desocupar lugar". Interessou? Tarde demais. Já foi vendido por R$ 50!
PS. É de São Bernardo, mas não era meu nem conheço o ex-dono.
Escrito por Ricardo Fotios às 14h14
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Finalmente, Speedy J traz seu live ao Brasil
Vem aí Speedy J. O
holandês é um dos poucos nomes importantes do techno mundial que ainda não
pisaram em solo brasileiro para mostrar suas produções e novidades. A
apresentação do DJ marca a estréia da festa Campari Techno, que acontece no
próximo sábado, 11, em Itupeva (a 45 minutos de São Paulo). O evento ao ar livre
contará com duas pistas e terá outras 16 atrações. Os excelentes Inigo Kennedy e Vince Watson reforçam o time dos
estrangeiros. A seleção nacional será defendida por nomes consagrados, como Mau Mau, Snoop, Murphy, Camilo Rocha e
Paula, além
de novidades como o duo Minima e
os DJs Fab e Alex Strunz (veja line-up
completo). Indo do minimal ao hard techno, o evento
tem apelo didático e contará com apresentações temáticas, mapeando a história do
techno. O mestre Camilo Rocha, por exemplo, deve mostrar clássicos do gênero que
o tornou famoso no mundo. Já o carioca Schild trará trilhas
experimentais, principalmente dos britânicos Neil Landstrumm, Justin Berkovi e Subhead (Phil Wells e
Jason Leach). Neste sentido, o site oficial da
festa traz 13 arquivos de áudio com a cronologia do techno, segundo a opinião de
feras das picapes. Quem assina o Campari techno é o núcleo Circuito, considerado um dos
melhores do país pelo público cada vez mais exigente. Pela excelência no
line-up, o esmero da produção e o local escolhido, a festa de sábado é de longe
a melhor opção da temporada.
Escrito por Ricardo Fotios às 14h48
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NoPorn põe originalidade em CD
Para quem já viu e ouviu o projeto NoPorn, o álbum de estréia da dupla Liana
Padilha e Luca Lauri não traz surpresas. É um registro quase fiel das
performances que embalam principalmente São Paulo e Rio, desde 2001. Já o leitor
que nunca ouviu falar deve saber que o CD (e a dupla) é diferente do que se
costuma lançar em música eletrônica no país. Em determinados momentos, o disco
lembra Portishead ou Sonic Youth, mas vai além. Romântico, melancólico e até
experimental, o trabalho do duo tem os pés no electro, as mãos na MPB e a cabeça
nas pistas. Embora a interpretação descole da música em algumas
faixas, como em “Xingu” e “Baile de Peruas”, em que os acordes maiores pedem
mais despojamento da cantora, o NoPorn tem o mérito de ousar em timbres e
palavras. Um ponto alto do disco é a versatilidade do DJ Luca Lauri, que compõe,
executa, sampleia, dança, sapateia e até canta. Um ponto baixo é a aparente
mesmice que o grupo imprime nas 12 faixas. Todas as músicas são de
Luca Lauri, que divide a composição apenas em “CTRL+ALT+DEL” (com Liana Padilha
e Paulo Bega), “Baile de Peruas” (com Zé Pedro), “Amor” e “A Praia” (com Liana
Padilha). Da mesma forma, Liana assina a maioria das letras, com exceção de “Eu
te Amo” (Regis Fadel), “Sonia” (Jackson Araújo), “Amor” (Tuti Giordi) e “A
Praia” (Regis Fadel). Também tem parceiros em “Xingu” (com Zeca Gerace),
“CTRL+ALT+DEL” (com Luca Lauri), “Baile de Peruas” (com André Lima), “Fim de
Tarde” (com Tuti Giordi) e “Ontem” (com Camila Kfouri). O CD traz,
ainda, a participação das guitarras de Edgard Scandurra, mixagens de Dudu Marote
e a faixa extra “Amor”, remixada por Edu Corelli, Hisato e Luis Depeche.
Definitivamente, não é um lançamento popular. É original. E a audição fica mais
legal se for acompanhada da leitura do encarte... e uma taça de champanhe.
>>> Ouça trechos do
NoPorn
Escrito por Ricardo Fotios às 17h34
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O que seria da música eletrônica sem os clubes gays e, sobretudo, sem o público gay? Certamente teria uma evolução mais lenta, mais underground ainda, já que é nesse gueto que o movimento se consolidou, no Brasil e no mundo, e ganhou adeptos de várias outras preferências sexuais. Este mês, chega às bancas uma coroação deste casamento. A G Magazine tirou a roupa de um ícone da cena gay nacional, o DJ, modelo e empresário Leandro Becker.
Após muitos giros pelas pistas de São Paulo e Rio, Leandro ficou sócio de uma casa dedicada ao público GLS em Fortaleza e mantém residência na bombadíssima festa X-Demente, que agita os feriadões cariocas, lotada de barbies e gringos. Em 2004, foi eleito um dos homens mais sexy do mundo pelo site Mix Brasil. Calma, bi! O cara é hétero e casado com a linda Daniela Becker.
A festa de lançamento da revista será no paulistano Freak Club, mas que ninguém espere uma trilha baseada no freak house. O nome do clubinho, no caso, é mera coincidência. Estarão nas picapes, além do pelado da vez, os DJs Paulo Ciotti e Duda Garbin. Ou seja, muitos vocais femininos, dance e drag music perpetuarão o estilo gay de rebolar na pista.
Escrito por Ricardo Fotios às 22h24
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