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Growing in numbers

Na noite desta quarta-feira, estudantes e policiais militares entraram em conflito. Não, não foi na França. Foi em São Bernardo do Campo, onde alunos da Universidade Metodista promoviam manifestação que pretendia, entre outras coisas, questionar o valor das mensalidades. Segundo reportagem do Diário do Grande ABC, um aluno ficou ferido e outros seis foram detidos.

“Na manifestação, os estudantes fecharam as duas pistas locais da Via Anchieta, altura do km 14, sentido capital. Após algum tempo, eles liberaram somente uma das pistas para a passagem dos veículos. Policiais foram enviados ao local e tentaram conter os universitários com tiros de bala de borracha e spray de pimenta”, ainda segundo o jornal. (Leia reportagem original).

De acordo com os universitários, a ação da polícia foi violenta desde o início, recheada de palavrões contra os estudantes, humilhações verbais contra as meninas, socos e pontapés. A PM, por sua vez, diz que os policiais foram recebidos com pedras e xingamentos. Alguns relatos dão conta de que os próprios policiais quebraram vidros de uma viatura para culpar os estudantes. Já a polícia diz que os alunos os ameaçavam com garrafas de vidro.

A universidade divulgou nota afirmando que estava negociando com os manifestantes e que, portanto, não haveria motivo para a movimentação na rodovia. No entanto, a instituição não se posicionou sobre o conflito com os oficiais. Nem para condenar nem para apoiar a repressão contra seus alunos, que aconteceu praticamente dentro do campus.

Me parece, de qualquer forma, desproporcional um conflito entre PM e estudantes. O ato era legítimo e não consta que seguia uma orientação violenta. Não cabia, portanto, repressão com armas nem agressões físicas. Bater, humilhar e prender manifestantes estudantis remete à memória atávica dos brasileiros, sobretudo dos paulistas. Deveria ficar só nos livros de história. Creio que faltou equilíbrio psicológico e treinamento adequado aos responsáveis pela ação da polícia. Também faltou clareza à postura da Universidade Metodista.

Para os próximos dias, alunos da Metodista planejam um ato de solidariedade, pacífico, dentro do campus, para lembrar os princípios cristãos que norteiam o trabalho acadêmico da instituição.

O que isso tem a ver com o assunto deste blog? Nada, até agora. Mas, para contextualizar, dedico a todos os envolvidos a música “We are All Made of Stars”, de Moby.



Escrito por Ricardo Fotios às 13h20
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Geração DJ no Rraurl

O programa Geração DJ, disponível na seção "podcast" do blog, estreou hoje no site Rraurl. Com a parceria, todos os programas produzidos aqui, também serão publicados lá. Para este jornalista, a novidade tem vários aspectos positivos e só faz ecoar o que entendo por movimento cultural.

Primeiramente, o Rraurl é fonte e indicação deste blog desde sua criação, pela maturidade como trata o assunto "música eletrônica", pela imparcialidade com que aborda diferentes opiniões e pela agilidade na publicação de informações relevantes.

Naturalmente, expandir conceitos para outros públicos é fator agregador e, no caso do “espelho” do Geração DJ, traz ainda vantagem tecnológica de permitir downloads a partir de outro servidor. Conteúdo e periodicidade dos programas continuam os mesmos.

>>> Visite a página do Geração DJ no Rraurl



Escrito por Ricardo Fotios às 16h47
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Funk da Pizza

Acho que vale a exceção pela contemporaneidade da letra. Aí vai, então, o "Funk da Pizza", dedicado a Angela Guadagnin.

>>> ouça e veja a letra



Escrito por Ricardo Fotios às 12h14
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Picape bossa nova

O que bossa nova e rap têm em comum? Seria Jobim um DJ dos teclados e Xis um cantor de banquinho? Se não houvesse miséria no Brasil, a música eletrônica seria acústica?

Em recente aula/workshop sobre a produção musical da “turma” da bossa nova, o professor Oswaldo de Oliveira, titular da disciplina “Música e Movimentos Populares” na Umesp, abriu sua exposição com um videoclipe de rap. A idéia era demonstrar com argumentos contemporâneos que a produção musical diz muito sobre a sociedade de uma determinada época ou lugar e, daí, iniciar a reflexão sobre o momento da bossa nova, o conceito elitista e desenvolvimentista que pairava no ar do Rio de Janeiro nos anos 50 e 60. Mas o que interessa discutir aqui é que, ainda no rap, o professor comentou: “Notem como não há instrumentos na música, pois instrumentos são caros, aprender a tocar um instrumento também é caro, está longe da realidade desse pessoal”.
 
Acredito sinceramente na boa fé do professor ao misturar alhos com bugalhos em sua exposição. A visão acadêmica a respeito da música produzida eletronicamente é sintomática da não compreensão do que se ouve atualmente e encontra eco na sociedade em geral. É provável que no rap, que surgiu nas camadas mais pobres dos EUA e tomou a periferia dos países, o fator “custo de produção” tenha sido determinante na elaboração do projeto, mas é simplista analisar o movimento hip-hop por esse prisma. Agora, faço eu uma comparação ruim, mas ilustrativa. Em números atuais, um violão mediano custa cerca de R$ 300. Já um microsistema de som, daqueles que os rappers norte-americanos carregam nos ombros, custa pelo menos o dobro disso.
 
Daí, avalio que a questão é cultural e, como disse o professor, diz muito sobre a sociedade em que vivemos, então resumo: tocar violão na praça não é uma tradição nos EUA, de onde vem o rap; a música brasileira sempre foi e é, agora também, antropofágica e interessada nos modelos externos, copia e reproduz sem constrangimentos; escolher a música eletrônica para produzir não é barato, é um barato pessoal, de gosto e não de bolso; há centenas de bons produtores eletrônicos, inclusive de rap, que tocam, e bem, vários instrumentos.
 
Entender a produção eletro-eletrônica como saída mais fácil, comodista ou barata é suprimir do seu interior a carga cultural que lhe é inerente. Da mesma forma que julgar alienado um movimento que despreza a poesia e faz as pessoas dançarem é equivocado. Fosse assim, a bossa nova, que revolucionou a música pop mundial para sempre, também teria seu valor reduzido, já que o movimento primeiro nasceu nos acordes modernos e no estilo de interpretá-los nos violões e pianos, e não nas letras água-com-açúcar dos burgueses cariocas. Aliás, música eletrônica e bossa nova se casaram e vivem felizes há décadas, gerando filhos bons e ruins que preenchem com destaque a programação das rádios do mundo todo.



Escrito por Ricardo Fotios às 16h04
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Geração DJ #10, com Vector Commander

Alex StrunzDepois de fazer a galera rebolar nas três últimas edições de house, o podcast do blog traz uma porrada no décimo programa. O DJ e produtor Alex Strunz apresenta nesta edição seu projeto de techno, Vector Commander, que tem fortes influências do industrial/EBM mesclado a sonoridades elétricas, num live totalmente autoral.

O set gravado especialmente para o Geração DJ traz nove faixas, todas produzidas, executadas e mixadas por Alex Strunz, que comenta cada uma delas na seção “set list”.

Na entrevista, o produtor conta como trabalha com equipamentos analógicos na concepção de suas músicas, fala dos planos para o selo Tension Works e dá dicas para quem pretende produzir música eletrônica.

O Geração DJ # 10 está disponível para download em mp3 e stream, além de integrar a lista do podcasting do blog, maneira mais prática e rápida de receber os programas, já que atualiza os arquivos automaticamente. Não é necessário pagar nem ter um iPod para receber e ouvir os arquivos.
 
 
>>> Como participar do programa
Se você tem um trabalho de música eletrônica, seja como produtor ou DJ, envie um link do set gravado com aproximadamente 30 minutos para geracaodj@uol.com.br, juntamente com a relação de faixas e produtores apresentados, release do trabalho e contatos do responsável. Após ouvir o set, entrarei em contato para eventual entrevista. DJs e produtores de qualquer parte do país podem participar.



Escrito por Ricardo Fotios às 07h21
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Line-up do Skol Beats 2006

Circula por aí o line-up do Skol Beats 2006, que acontece em 13 de maio, no Anhembi. Se confirmadas as atrações, a correria de uma tenda para outra será grande, já que há várias estrelas na lista, como Sven Vath, Tiga, Prodigy, LCD Soundsystem, Timo Maas, Mistress Barbara, entre outros nomes importantes da música eletrônica internacional. Veja abaixo a lista completa. As atrações não estão na ordem de apresentação.

SKOL STAGE
Prodigy
LCD Soundsystem
The Bays
Spitfire (live)
Patife & Bocato Big Band
Drumagick Live
Gui Boratto (live)
Julio Torres presents Crossover (Live)
Renato Cohen (live)
Plump DJs
Mistress Barbara
Renato Lopes
Gil Barbara
Renato Ratier
Anderson Noise & Mau Mau

THE END
Sven Vath
Tiga
Loco Dice
Timo Maas
Fabricio Peçanha
Murphy
Gu
Techjun
Hopper

DJ MAG
Armin Van Buuren
Gabriel & Dresden
Steve Angello
Martin Solveig
Mora
Gabo
Vitor Lima
Mario Fischetti
Carlo Dall’anese

DJ MARKY & FRIENDS
Hype
Andy C
Makoto
Bad Boy Orange
Marky
Patife
Andy
César Peralta & Beto Dogface
Roots
Bungle

TRIBE
D-Nox & Beckers
Astrix
Pedra Branca
Rica Amaral
Lívia
Rodrigo Leal
Marcelo VOR
Rafael Dahan
Wrecked Machines
Du Serena



Escrito por Ricardo Fotios às 11h53
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Festival brasileiro em Barcelona publica acervo

DJ Periférico/BrasilNoar- foto: Chris CenevivaBrasilNoar é o festival independente que leva novos artistas brasileiros, inclusive da música eletrônica, para apresentações em Barcelona. Sob a coordenação artística do produtor e DJ Roberio Pitanga, já passaram por lá os DJs Erik Caramelo, Xerxes, Periférico, Mystical, além dos projetos Apavoramento Sound System e Embolex, entre outros.

Às vésperas do início da sexta edição do evento, a produção do BrasilNoar disponibilizou em seu site oficial fotos, vídeos e informações das cinco edições passadas. A página é um acervo importante, que registra o esforço de artistas e produtores para levar a uma das principais capitais européias as criações brasileiras de todos os segmentos. São, geralmente, projetos que não encontram espaço adequado na mídia tradicional, não têm verba para alavancar audiência com pagamento de jabá e, portanto, dificilmente entrariam numa rota internacional, não fosse a insistência de alguns poucos em difundir no exterior algo além de bundas, bondes e bolas.

Sou testemunha de que o festival é feito e mantido com dificuldades, mas com muito engajamento de todos os envolvidos. O resultado é um evento bem produzido, com qualidade de áudio e vídeo, que mexe com a capital da Catalunha todos os anos e, se for o caso, merece sua visita.

>>> Veja arquivo do BrasilNoar 



Escrito por Ricardo Fotios às 18h31
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"Se joga" na sexta

A festa Dance Balance, do 8bar, traz novidade nesta sexta-feira. O DJ residente Davis passa a contar com o auxílio luxuoso do VJ Spetto, um dos mais versáteis e criativos homens de imagens das redondezas. Nesta edição, o DJ convidado é Pil Marques, figura lendária nas mixagens e que deve emplacar produções próprias em breve. Quem assina a noite é o incansável Luiz Fernando Almeida, da Superbacana DJs.
 
Também na sexta, o Freak Club, casa que vem comendo a noite paulistana pelas beiradas, estréia sua noite Fresh. No próximo dia 24, as “bis” alvoroçadas terão a oportunidade de ver e ouvir dois ícones da balada carioca X-Demente. Estarão nas picapes os DJs convidados Ana Paula e Leandro Becker, além do residente Julio César. Para quem não associou o nome à pessoa, Leandro Becker é o cara que foi capa da "G Magazine" em fevereiro.


Escrito por Ricardo Fotios às 08h10
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SonarSound chega menor a Buenos Aires

A versão “sudaca” do festival espanhol Sonar acontece hoje, em Buenos Aires, com metade das atrações trazidas para São Paulo, em 2004. Em Barcelona, onde acontece há 13 anos, o evento é sinônimo de vanguarda tecnológica, experimentalismo musical e desfile de tendências. Ocupa a área central da capital da Catalunha por vários dias e mistura conceitos de feira de lançamentos com apresentações de estrelas consolidadas da cena. O SonarSound é o subproduto para exportação do festival original, que percorre países da Europa e Ásia levando “trechos” da festança, que acontece mesmo em Junho, na terra de Gaudí.  Em 2004, iniciou sua fase sul-americana em São Paulo, com três dias e três noites, com mais de 30 atrações.

Hoje, em Buenos Aires, o Sonar se mostra mais econômico. Será realizado numa noite apenas e traz 14 DJs no line-up. Além de estar mais enxuto, o SonarSound Buenos Aires está mais para retrospectiva de início de século do que para música avançada. Exceto por Laurent Garnier, as demais atrações internacionais tiveram seu auge em 2002 ou 2003, sem nenhum trabalho realmente atual para mostrar. É o caso de Colder, Isolée e Diplo. Todos valem a audição pelo ineditismo abaixo da linha do Equador. Mas estão longe de ser representativos.

De certa forma, a ausência de mitos favorece os DJs locais, como Spitfire, Carlos Alfonsín e Cristóbal Paz. São nomes da música argentina de repercussão mundial e têm trabalhos mais relevantes na atual tendência, que privilegia as sonoridades ácidas e eletrificadas. Na área de vídeos, o destaque é a apresentação de Jeff Mills com a Montpellier Philharmonic Orchestra. Veja abaixo o line-up completo do SonarSound Buenos Aires.
 
sonarclub
19.30 : 20.30 . simbad
20.40 : 21.40 . spitfire
21.50 : 23.20 . cristobal paz
23.20 : 00.20 . plaid (live) with visuals from bob
00.20 : 02.00 . carlos alfonsin
02.00 : 03.00 . isolée (live)
03.00 : 06.00 . laurent garnier
Visuals: kikencorp
Visuals: tinylittleelements
 
sonarpark
19.30 : 21.00 . villa diamante
21.00 : 22.30 . undo
22.30 : 00.10 . darshan Jesrani (metro area)
00.20 : 01.20 . colder (live)
01.30 : 03.00 . romina cohn
03.00 : 04.00 . dj yoda own visuals
04.00 : 06.00 . diplo
visuals: trimarchi
visuals: no-domain
 
sonarcinema
19.30 . Cinema Concrete
20.30 . Tokyo Noise
22.00 . Visualizar
23.00 . Cinema Recortado
00.10 . Cortos Electrónicos
01.00 . Yvette Klein
01.30 . Blue Potential (Jeff Mills Live with Montpellier Philharmonic Orchestra)



Escrito por Ricardo Fotios às 10h13
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Geração DJ #9, com Rafa Nunes

Eu ouço house muito antes do termo ser uma vertente da música eletrônica. Ouvi falar em techno uns quatro ou cinco anos depois de já ter começado a dançar house, que era o que é, o gênero que tem mais groove. O nome da festa de Pareto, “Rebolado”, define bem. Era o que tocava nas pistas mais fervidas da cidade nos anos 90. Nas rádios, deu à luz o estilo comercial “poperô”. Mais recentemente, só ouvia lenha. Estava fascinado com o techno, que tinha uma carga política mais evidente. O house sempre pareceu meio alienado.

O ano de 2005 foi significativo para o estilo porque proliferaram as festas, o som quebrou a barreira do gueto gay e ganhou mais concorrência com a mania electro que se espalhou pelas pistas. O resultado de estar em evidência pode ser dividido, sempre, em dois: ganha a massa com adaptações popularescas ou investe na manutenção da pesquisa.

DJEscolhi três DJs dos que gravaram sets em 2005 privilegiando o house para fazer o especial-retrospectiva-trilogia baseado na segunda opção. Privilegiei diferentes sonoridades e o ineditismo das mixagens. Comecei com Mimi, depois Pareto e, agora, publico o set de Rafa Nunes, que já está disponível para download na seção “Podcast”.

Se o caro leitor estiver interessado em navegar pelo sincretismo, ouvindo basicamente um só estilo da música eletrônica, misturado ao electro, às vezes com gosto de techno ou rock, outras vezes mais para o reggae, sugiro ouvir os três programas em seqüência.



Escrito por Ricardo Fotios às 18h11
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Boa nova no techno nacional

DivulgaçãoO DJ e produtor Alex Strunz recentemente apresentou seu Vector Commander para dois públicos bem diferentes. Primeiro, levou o live p.a. para a festa Campari Techno. Este mês, tocou para um AmpGalaxy lotado, na festa do selo Tensionworks. A média das opiniões sobre o trabalho mostrado na rave e no clube é bem positiva.

É importante ver esses dois lados na avaliação de um projeto novo. A galera de uma festa “open-air” e cheia de gringos observa os novatos com uma certa indiferença e tende à distração, tamanha as opções que um evento grande oferece. Uma boa apresentação, neste caso, tem de ser mais performática. Já num clube, pela própria estrutura física do lugar, o público pode ouvir mais atentamente as faixas, as mixagens. Sobressai, então, a técnica do artista.

Nas duas ocasiões, o público aprovou a tendência industrial/EBM do set de Struntz, o que o coloca em posição confortável entre as revelações do techno nacional.Para o leitor de bom gosto deste blog que ainda não teve a oportunidade de ouvir o Vector Commander, sugiro o set disponível para download no site do DJ.



Escrito por Ricardo Fotios às 20h10
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Paternidade

Assistindo ao documentário "O Homem da Câmera" (1929), de Dziga Vertov, comprovei: o cineasta, músico e neurologista polonês é o pai do techno!

Escrito por Ricardo Fotios às 18h38
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Baixa

DivulgaçãoE por falar em agência de DJs, a Hypno acaba de sofrer uma baixa no seu casting. Ingrid, uma das mais requisitadas da cena do house, do ácido ao progressivo, acaba de anunciar seu desligamento da agência de Paulo Silveira.

Sempre citada como referência em premiações de música eletrônica e presença certa nas principais festas e clubes, como Skol Beats, Lov.e, D-Egde e Manga Rosa, Ingrid deve administrar sua agenda pessoalmente até ter novo agente.

Este ano, a DJ apareceu na lista das Top 100 DJs do site Shejay.Net, que elege as melhores DJs e produtoras do mundo, segundo a opinião do público. As brasileiras Mara Bruiser, K-Milla, Ana Pet, Denise Konzen, Eliana Iwasa e Mary Zander também estão no seleto grupo.

>>> Veja lista completa das Top 100 DJs



Escrito por Ricardo Fotios às 10h32
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Podcast é fenômeno mundial

Deu no site da agência Hypno:

"O fenômeno dos podcasts é uma realidade mundial, mas é nos Estados Unidos que o negócio vai voando alto e os americanos devem ter 15 milhões de usuários de Podcasts até o ano de 2010, segundo pesquisa da empresa eMarketer, que afirma que ao final de 2006, o número de usuários deve chegar aos 3 milhões.

Estes números refletem que os internautas, usuários ou não de aparelhos iPod, estão fazendo uso de podcasts, baixando arquivos, pelo menos uma vez por semana. O crescimento real chega a ordem de 400%, número assombrosamente bom. Entre os motivos do aumento estão os usuários de aparelhos iPod, que querem carregar seleções musicais específicas atualizadas, bem como ouvintes cansados da pasmaceira de muitas rádios e que nos podcasts pode escolher sua própria programação."

>>> Leia a íntegra da nota



Escrito por Ricardo Fotios às 21h01
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Laurent Garnier, imprescindível

DivulgaçãoHá tempos deixei de ter ídolos. É que a gente vai perdendo a inocência e, com ela, a fé em alguém que acreditamos ser absolutamente inigualável, seja na música, na política, no esporte etc. No lugar dos ídolos coloquei os admirados. Admiro várias pessoas, famosas e nem tanto, por suas realizações. Uma delas, e já que o tema deste blog é música eletrônica, é o produtor francês Laurent Garnier.

O cara é de uma sensibilidade musical ímpar, anda na vanguarda das produções mundiais e põe a mão na massa de tudo que é cozinha sonora. Recentemente, encomendou remixagens de faixas de seu novo e excelente CD, “The Cloud Making Machine”, a DJs das mais diferentes tendências, incluindo o drum’n’bass de Marky, com quem anda fazendo parcerias pela Europa. Consta que Garnier tem vontade de aprender mais ritmos latinos e que é fã da bossa nova. Esse gosto esta mais para as pistas que para os trabalhos em CD, em que o produtor prefere testar sonoridades e timbres, deixando para os colegas DJs e para ele próprio a tarefa de fazer dançar nos clubes e festas.

Longe de ser esse namoro com o hemisfério sul que me faz gostar da produção de Garnier. Na verdade, quando ouvi suas primeiras produções nem fazia idéia que ele teria tal affair com brasileiros muito menos que viria algum dia se apresentar no Brasil. Era demasiado alternativo para tal empreitada. Aliás, entre os meus top 10 álbuns de todos os tempos, figura pomposo seu “Unreasonable Behavior”, lançado em 2000, que mistura experimentalismo com techno dos bons.

Hoje, Garnier já é pop e estamos na rota das turnês internacionais de todos os estilos. Razões pelas quais vamos receber, mais uma vez, o ícone da música contemporânea para quatro apresentações, passando por São Paulo, Belo Horizonte, Campo Grande e Rio de Janeiro. Não é um momento raro, mas imprescindível para quem gosta de boa música.

>>> Ouça trechos de “The Cloud Making Machine", CD distribuído no Brasil pelo selo URBR.

capa do cd1.  "The Cloud Making Machine"
2.  "9.01-9.06"
3.  "Barbiturik Blues"
4.  "Huis Clos"
5.  "Act 1 Minotaure ex."
6.  "First Reaction (v2)"
7.  "Controlling The House pt 2"
8.  "(I wanna be) waiting for my plane"
9.  "Jeux d´enfants"
10. "The Cloud Making Machine pt 2"

*Produzido e composto por Laurent Garnier



Escrito por Ricardo Fotios às 23h05
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Geração DJ #8, com Luiz Pareto

DivulgaçãoA segunda parte da retrospectiva de house music está no ar, disponível no podcast do blog ou para stream, e traz set inédito do mestre DJ Luiz Pareto. Ouvi Pareto pela primeira vez em meados dos anos 90, na festança "Rebolado", que o DJ comandava e produzia com muita propriedade. Hoje, Pareto está entre os top DJs nacionais por apresentar sempre sonoridades e tendências novas para a pista lotada. Conhecido por suas perucas, que troca várias vezes durante a apresentação, Pareto leva para a festa um certo ar teatral, sua formação primeira. O set do programa foi gravado em maio de 2005 e prova quão à frente caminha este ícone da música eletrônica. É ouvir e dançar!

Escrito por Ricardo Fotios às 10h48
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