A partir de agora, a seção "setlist" do blog vai trazer faixas comentadas por leitores convidados e não mais só as tocadas pelos DJs do programa. Para a estréia do novo formato, convidei um especialista. O blogueiro Sedotec, do Rio de Janeiro, é presença certa nas melhores baladas do eixo Rio-SP, além de ser um pesquisador incansável de novidades da música eletrônica. Seu blog, "Sexo, Doce & Techno", não deixa dúvidas sobre suas preferências e opiniões. A pedido do Geração DJ, Sedotec comentou cinco de suas faixas preferidas com a franqueza e o humor que lhe são peculiares. De quebra, os leitores deste blog poderão assistir a um trecho da apresentação de Dave Clarke numa festa carioca, gravada pelo cara no mês passado. Veja abaixo as Top 5 de Sedotec.
Röyksopp - "What Else is There (Vitalic Remix)" Do Vitalic eu poderia ter escolhido qualquer coisa: produções próprias, remixes ou parcerias com outros DJs. Qualquer coisa mesmo porque o cara é meu rei. Escolhi essa porque é um de seus últimos trabalhos e porque acho que só o Vitalic seria capaz de trasnformar uma faixa de uma dupla norueguesa em algo tão legal assim.
Iron Nipples - "Partycrasher" Iron Nipples é o nome do projeto dos DJs Maurício Lopes (meu rei brazuca) e Schild, e 'Partycrasher' é daquelas faixas que se você estiver na fila do banheiro e ouvir, com certeza vai decidir prender mais um pouco e voltar correndo pra pista.
Justin Berkovi - "Don't Go (Berkovi Dub)" O cara pega uma música trashona dos anos 80 ("Don't Go" do Yazoo) e faz uma versão pra colocar no meio de seu live de techno pesado e bem swingado. O cara ainda diz que ri de minimal. Vida longa ao cara.
Anthony Rother - "Luzifer" Também poderia ter escolhido absolutamente qualquer coisa do cara por se tratar de outro de meus reis. Essa ouvi num set bem recente que baixei do Dave Clarke e foi paixão à primeira "ouvida". Consegui o tracklist do set e vi que se tratava do lado B do 'Gott / Luzifer EP', trabalho mais recente do Anthony Rother. Música para querer ficar para sempre na pista.
Sven Väth vs Anthony Rother - "Komm" Também conheci essa faixa graças ao Dave Clarke, só que essa ao vivo no set que o cara tocou aqui no Rio no mês passado (fato modestamente - e do jeito que dava para ser - registrado por mim. A música é simplesmente fantástica, daquelas que têm tudo pra virar hino atemporal das pistas. Hino pessoal meu com certeza já virou.
No ar desde novembro de 2005, o site “Frito_passa_mal” fez fama entre os internautas por apresentar fotos de baladeiros em situação ridícula. Formado basicamente por imagens enviadas pelos visitantes, o fotolog traz desde moças rolando na lama até rapazes com o rosto deformado pelas drogas sintéticas. “São cerca de 5 mil visitantes fixos”, estima o anônimo responsável pelo site, que tem 25 anos e é formado em administração de empresas. “Quanto maior o mico, melhor. O povo se diverte em dobro”.
Segundo o blogueiro, as contribuições chegam de todas as partes, mas a grande maioria vem de anônimos. Os “muy amigos” também enviam fotos dos colegas de baladas e há, ainda, as imagens enviadas pelos próprios personagens que procuram seu momento de fama.
O título da página também foi inspirado em um autêntico alvo das fotos. "Um amigo meu, DJ, frito de carteirinha, uma vez me mostrou uns CDs que tinham faixas sem seus nomes originais. Algumas eram nomeadas como Track foda 1, Track foda 2, Fullon Master etc... entre elas existia uma chamada 'Frito Passa Mal', a qual ele garantia que era realmente muito foda hahaha!", lembra.
Mesmo mostrando gente em situações realmente comprometedoras, o site recebe poucos pedidos para retirar fotos do ar, cerca de um por semana, os quais são atendidos prontamente. Entre os “fritáveis”, os homens lideram. “Eles sempre se transformam em animais hahaha! Logo as mulheres se transformam em ’bonecas infláveis’, com aquelas miniroupas, sempre dão seus shows particulares em cima das caixas (de som), palco etc”, diverte-se o blogueiro.
Garimpagem esperta do amigo Sedotec trouxe o live act de Justin Berkovi nos 10 anos do clube holandês Kozzmozz, que repasso nos links abaixo para alegria da “fritolândia”. Em uma hora, o produtor inglês mostra um techno vigoroso, sem ser bate-cabeça, altamente dançante. Vale cada segundo de espera pelo download.
Berkovi, que recentemente disse em entrevista que “minimal me faz rir”, é um dos poucos top produtores de techno que não aderiram aos apelos minimalistas do mercado da música eletrônica. A festa de 10 anos do Kozzmozz aconteceu em setembro do ano passado, mas o set do cara não deixa dúvida de sua contemporaneidade e fidelidade musical.
Clique em um dos links abaixo com o botão direito do mouse e escolha a opção “salvar como”. Enquanto espera o arquivo baixar, prepare a festinha porque você vai dançar.
O EP “As If Dubs”, lançado em março por Adam Beyer e
Jasper Dahlback, tem causado furor na crítica especializada e entre os fãs de
techno. Chamado de “explosivo”, o trabalho conjunto dos produtores mostra em
duas faixas o que vem sendo chamado na Europa de pós-techno. O termo remete à
crescente utilização de argumentos minimalistas na porrada em alta BPM do
techno, ou seja, seria um minimal forte e mais acelerado.
A faixa 2
do disco já está entre as dez músicas mais executadas em pistas européias e
fala-se em pelo menos dois remixes em andamento. Não se sabe oficialmente quais
DJs preparam as versões, que devem visar a ascensão da música às FMs, mas
especula-se que estejam nas mãos de Hell e Damon Ritchie. Se confirmado, as
releituras virão com gosto de electro e house, respectivamente.
“As
If Dubs” foi lançado pelo selo suíço Mad Eye em vinil de 12 polegadas. Ainda há
exemplares em estoque nas principais lojas da internet e o preço médio é de 6
libras (cerca de R$ 22), sem impostos e taxas de importação. Em 2004, a dupla
lançou o também aclamado EP “Restock”, pelo selo Soma, com as faixas “Number in
Between” e “Redemption”.
O novo single de Tiga, “Far From Home”, já ocupa lugar de destaque nas rádios
do mundo todo e o clipe da música já está disponível na internet (veja opções
acima). O vídeo mostra o produtor canadense em seu momento de criação,
buscando por inspiração pela cidade. Enquanto procura, Tiga é acompanhado por
pássaros, que formam nos fios elétricos uma linha melódica, como notas
musicais sobre o pentagrama. Surge então a nova canção.
Tiga
é um dos destaques da edição 2006 do Skol Beats, que acontece no dia 13 de maio.
Além do canadense, o evento terá apresentações de Prodigy, LCD SoundSystem, Sven
Vath, Mistress Bárbara, Armin van Buuren, entre outros tops internacionais e
nacionais.
Vem aí mais uma novidade na área de controladores de mídia. O Monome, hardware de interface USB com suporte para MIDI e OSC (open source control), chega em maio ao mercado internacional por US$ 500. O equipamento conta com 64 botões configuráveis e luminosos para uso com aparelhos de áudio e vídeo, controlado por programas de código aberto. Inicialmente, só 200 unidades serão vendidas no mundo todo.
Nesta sexta, o produto será apresentado oficialmente pela organização homônima, formada por cinco fanáticos por novas tecnologias e desenvolvimento sustentável. A lógica do sistema tem carga política, pois trabalha com software “open source” (códigos abertos). Desta forma, acreditam os idealizadores, o produto torna-se vantajoso para criadores e consumidores.
Os primeiros economizam em programação de segurança de códigos e rastreamento de pirataria. Quem compra gasta menos, já que não tem custo agregado de royalties e eventuais direitos autorais, além de poder interagir com a programação final do produto. Por se tratar de uma organização de estudo tecnológico, a troca mútua de conhecimentos torna comercialmente viável o lançamento com código público, como são o navegador Firefox e o sistema operacional Linux, por exemplo.
Mesmo com a filosofia socialmente justa, o preço do produto é considerado alto. Para os criadores, o valor se justifica pela utilização de materiais de alta qualidade e volume reduzido, o que torna o Monome prático para utilização em quaisquer situações. Além disso, o desenvolvimento é artesanal, por isso o limite de unidades para venda. O console tem 17 cm x 17 cm de área e cerca de 3 cm de espessura.
Quem se interessar pelo Monome só poderá fazer sua reserva a partir de 1º de maio através do site oficial da organização: http://monome.org/. A página traz também especificações técnicas do equipamento e de softwares compatíveis.
O projeto minimalista audiovisual ADDD lança seu primeiro EP, “Tropical Bleeps”, pelo selo canadense Subtropical Records. Formado pelo produtor 3nity (aka Tadeus Mucelli) e pelo VJ 1mpar (aka Henrique Roscoe), ambos de Belo Horizonte, o ADDD mostra duas faixas neste primeiro registro, que podem ser baixadas individualmente na loja digital Beatport, especializada em música eletrônica. No site do projeto é possível ver clipes e ouvir as músicas.
DJs elegem os 50 melhores clubes do mundo; dois brasileiros estão na lista
A revista inglesa DJ Mag perguntou a 600 DJs de fama internacional quais eram os melhores clubes do mundo. O resultado é a lista “Top 50 Clubs in the World”, que a publicação divulga em sua última edição. Duas casas brasileiras aparecem entre as preferidas dos mestres das picapes. O clube catarinense Warung está na 19ª posição, e o paulistano D-Edge, no 34º lugar.
Entre os dez clubes mais votados, nove são europeus e um japonês. Os londrinos Fabric, The End e Turnmills ocupam os três primeiros lugares, respectivamente. O argentino Pacha foi eleito o 29º melhor clube do mundo. Muito mais honesta do que as listas de eleição popular, que geralmente reúnem votos apaixonados e pouco técnicos, a “Top 50 Clubs” mostra a opinião do outro lado do balcão. Desta forma, a relação deixa de ser mera promoção de revista de música e toma proporções profissionais, garantindo aos eleitos os louros da conquista.
O resultado também coroa a excelente trajetória das casas noturnas brasileiras, aqui representadas por D-Edge e Warung, que têm investido em equipamento de som, iluminação, ambientação e serviços em geral. Ressalva apenas aos preços praticados no Brasil. Embora figurem ao lado dos clubes mais importantes do mundo, as casas nacionais não praticam justiça com a música eletrônica, que tem origem na subversão da indústria cultural e elitizam, indevidamente, o estilo. Clubes lendários costumam oferecer ingressos a preços bem mais acessíveis. The End e Fabric, de Londres, por exemplo, cobram 10 euros (R$ 26) de entrada. As brasileiras cobram, em média, R$ 40.
Chama a atenção a quantidade de apresentações do DJ Ban Ban agendadas no exterior. Em dois meses, o cara vai tocar 17 vezes na Europa, Ásia e Oceania. Beleza que não acompanho a cena drum’n’bass com muita atenção, mas o rapaz parece estar se dando muito bem. Isso porque já fez uma miniturnê em 2005, passando por Hungria, Áustria, Reino Unido, entre outros países. Deve ter agradado, a ponto de conquistar a mídia especializada européia, que o chama de "o novo talento brasileiro". Como temos o hábito de dar mais valor aos artistas que se destacam no exterior, vale a pena conhecer o trampo do DJ no site oficial.
Hoje tem mais uma festa de formatura da Escola de DJs do
Lov.e. O projeto de inclusão social, nascido numa parceria com a prefeitura de
São Paulo em 2003, apresenta hoje os novos DJs Dido, Jorge Garsko, Jully,
Cassy Daddy, Rosangela Moura, André Popoviche, Will, Cláudio, além de um back to
back entre Doc e Sega. O paraninfo da noite é o top Mau Mau. A festa acontece no
clubinho, a partir das
23h.
Ouvir música está virando caso de polícia. Na tentativa de proteger seus produtos da crescente pirataria digital, as grandes gravadoras batem cabeça com a tecnologia e enfurecem consumidores no mundo todo. No Brasil, a discussão foi reaberta por causa dos lançamentos de Marisa Monte, cobaia nacional da EMI, que embutiu nos CDs o sistema anticópias DRM (Digital Restrictions Management) e virou alvo de reportagens e reclamações na justiça.
Ignorando totalmente a liberdade conquistada com a popularização dos computadores, internet e faixas digitais, a tecnologia barra o manuseio das músicas no micro, o que impede que você ouça o CD adquirido legalmente em seu MP3 player. Vai além e instala, mesmo sem seu consentimento, arquivos para que você possa ouvir o CD em um player específico.
Essas informações estão num extenso contrato que aparece na tela quando o disco é inserido no CD-Rom. Aqueles do tipo “concordo”, “não concordo”. Claro que você tem a opção de dizer não ao acordo esquizofrênico da multinacional. Mesmo assim, o programa DRM é instalado na máquina.
Ronaldo Lemos, professor da Escola de Direito da Faculdade Getúlio Vargas, publicou carta no site Boing Boing alertando sobre cláusulas suspeitas do contrato, entre as quais, a menção de que "certos arquivos e pastas podem ficar no seu computador mesmo depois que o usuário remover o conteúdo digital, software e/ou player".
O projeto português Micro Audio Waves e o produtor francês Vitalic são os grandes vencedores da segunda edição do Qwartz Electronic Music, com dois prêmios cada. O trabalho de estréia do grupo, “No Waves”, venceu a principal categoria do evento, “Melhor Álbum de 2005”, e também levou o prêmio de melhor videoclipe, por “Fully Connected”. Vitalic ficou com os prêmios “Melhor Música para Pista”, pela faixa “No Fun”, e “Melhor Arranjador/Compositor”, pelo álbum “OK Cowboy”. O resultado do concurso Qwartz foi anunciado na semana passada durante cerimônia em Paris.
Formado em 2000 por Flak, Carlos Morgado e Carla Ribeiro, o Micro Audio Waves até poucos dias atrás era completamente desconhecido do público português, embora tenha sido uma das atrações do Sónar Barcelona em 2004. "De repente, as pessoas repararam que existimos e nesse aspecto tudo tem sido ótimo”, declarou Morgado ao “Jornal de Notícias”. "Foi uma surpresa absoluta. Tivemos imensos votos da Alemanha e do Brasil". O trio se apresenta hoje em Lisboa, no auditório da Restart, às 23h.
Mais importante que a premiação, na avialiação do trio, foi o convite que recebeu da organização do evento para apresentar ao vivo as produções de “No Waves” no OPA-Paris, numa noite cheia de produtores e editores internacionais, o que pode alavancar a carreira do grupo no mundo, via grandes gravadoras.
Os demais premiados nas categorias de votação popular foram: Fax Collaborations & Remixes, México (melhor compilação), Motel*** - “Sofá”, França (melhor faixa), Zap Meemees, Japão (experimental), Nicola Bork – “Mimetic Dancing”, Alemanha (melhor arte/embalagem), além de Scatter Stars, Ucrânia, e Leonard de Leonard, França, que dividiram o prêmio “inovação”.
Já na votação do júri especializado, foram premiados Vista Le Vie – “A Futuristic Family Film”, França (melhor vinil), Tomlab, Alemanha (melhor selo), Felix Kubin, Alemanha (melhor atuação ao vivo), Mlada fronta – “Dioxydes”, França (melhor trabalho híbrido/arte-vídeo-música), Dis-patch Belgrad, Sérvia (melhor evento), Helius Zhamiq, França (melhor produtor) e Murcof, México (revelação).
O Qwartz Electronic Music é promovido pela ONG francesa Por/Art, criada em 1995 com o objetivo de difundir a arte, teatro e eventos culturais. Só em 2004 passou a se interessar por música eletrônica. Em 2005, recebeu mais de 3 mil inscrições de todo o mundo. Os concorrentes ao prêmio são escolhidos por um júri, que ouve os trabalhos de forma cega, sem saber quem os produziu. Depois, os finalistas vão para o julgamento popular, via internet, em que o público pode ouvir e votar nos seus preferidos. Esta edição recebeu mais de 1 milhão de votos online, segundo a organização.
Todo mundo já deve ter ouvido a tradicional “Parabéns a você” cantada em
ritmos diversos. Dependendo do gosto da maioria presente numa festa de
aniversário, o tema pode aparecer como samba, axé, funk etc. Aí fica aquele coro
desafinado tentando encaixar a letra numa métrica harmônica completamente
caótica. Parece as músicas que Popeye canta nos desenhos animados. Mas como tudo
é festa, fica valendo a farra.
É assim que ouço as versões eletrônicas para músicas brasileiras. Os
produtores pegam uma gravação clássica de Djvan ou Tim Maia, por exemplo, socam
a poesia dos caras numa apertada embalagem concebida eletronicamente e espalham
pelo mercado com pseudônimos igualmente exóticos, do tipo “versão dance” ou
versão remix”. Ficam invariavelmente ruins. Aí saem CDs especiais, que chegam
via jabá às FMs e está criado um sub-produto, uma farra popular.
Deveria haver uma lei federal proibindo esses lixos de “versão remix”, que
tem o objetivo duvidoso de parecer “jovem”, “moderno”, “cosmopolita”. Como se
todos os mais velhos só gostassem de MPB e os mais jovens só ouvissem música
eletrônica. Conheço gente pelo menos uma década mais jovem que eu que odeia Fat
Boy Slim e venera Caetano Veloso. Eu, que sou laico, gosto de alguma coisa de um
e de outro.
É diferente quando alguém sério se toca que uma coisa é uma coisa e outra
coisa é outra coisa, pega letra e melodia clássicas e faz um novo arranjo, que
pode ser eletrônico, inclusive. Neste caso, não é um arremedo de produção, um
caça-níquel cultural. É, realmente, uma nova música, que ganha nova
interpretação para se encaixar com precisão à nova métrica, ou novo estilo.
Mas, se algum artista que tenha um trabalho voltado para a música brasileira
quer realmente fazer um trabalho com características eletrônicas, deve compor
uma música nova e gravá-la com uma banda ou um produtor competente no estilo.
Afinal, ninguém minimamente honesto pegaria a gravação de Rita Lee e a colocaria
sobre uma música de Zeca Pagodinho sob o pretexto de fazer uma “versão pagode”
da roqueira.
O Sónar (Festival Internacional de Música Avançada e
Arte Multimídia), que acontece anualmente em Barcelona, terá forte influência da
cultura black na edição 2006. Com performances representando reggae, dub,
hip-hop, jazz, funk e disco, o evento pretende mostrar a importância desses
estilos na evolução da música eletrônica mundial. O festival acontece nos dias
15, 16 e 17 de junho.
Justificam essa tendência as apresentações clássicas de Digable Planets,
Linton Kwesi Johnson & the Dennis Bovell Dub Band e CHIC feat. Nile Rodgers,
além de shows contemporâneos de Fat Freddy’s Drop, Pete Philly & Perquisite,
Bus feat. MC SOOM-T, Jeff Mills, Kenny Dope, Ugly Duckling, Jake The Rapper e
Gilles Peterson.
Também tem lugar no line-up do Sónar 2006 a
crescente cena japonesa, que será representada por Yanagisawa Marina, Horio
Kanta, Hawai Taeji, Doravideo, Optrum, Nobukazu Takemura e
Softpad.
Ao todo, são mais de 80 atrações de várias partes do
mundo, divididas em apresentações diurnas e noturnas. O Sónar costuma trazer
artistas com projetos experimentais para os eventos que acontecem durante o dia,
no centro da cidade, com bastante incidência de arte multimídia, e reserva os
artistas mais comerciais para o braço noturno do festival, que acontece em outro
lugar e privilegiando a pista de dança.
Entre os nomes mais
conhecidos, estarão este ano no Sónar os DJs Dave Clarke, Laurent Garnier, Miss
Kittin, Ricardo Villalobos, Richie Hawtin, Ryoji Ikeda, Sasha e
Tiga.
O festival “Noise of Art” celebra
a convergência entre música e artes visuais, de 28 de abril a 5 de maio, em
Londres. Vários artistas, entre famosos e emergentes, vão ocupar locais
prestigiados da capital britânica, como a galeria Tate e o National Film
Theatre, além de promover eventos noturnos nos clubes The Key e The Social.
A idéia da semana de atrações é realizar algo parecido com o que é
o Sónar para Barcelona, em que música avançada e tecnologias visuais se misturam
e se complementam, utilizando vários cenários da cidade como pano de fundo.
Na área musical, haverá performances de I:Cube (aka Nicolas Chaix), destaque
da cena house européia, da banda electro clash Spektrum, que teve a faixa “Kinda
New” remixada por Tiefschwarz, e de Fred Deakin, do Lemon Jelly. Também haverá
apresentações ao vivo de Nathan Fake, Vector Lovers e Chris Coco. Completam a
programação Ben Osborne, Man Like Me, o duo A Man Called Adam e Les Hommes Du
Train.
Nas telas, o destaque fica por conta da exibição de filmes mudos do início do
século passado, produzidos pelos cineastas clássicos Mitchell e Kenyon, que ganharão trilhas sonoras feitas ao vivo
pelos produtores Fred Deakin, Les Hommes Du Train, Vector Lovers, Chris Coco e A
Man Called Adam. O festival apresentará também instalações e filmes do líder do
Devo, Mark Mothersbaugh, além de Cybersonic, Chris ‘O Shea e séries de filmes
alemães.
Acabou o sonho dos que pretendiam ver e ouvir a megastar Madonna no
Brasil. A turnê “Confessions“ que, se acompanhar o CD "Confessions on a
Dance Floor", será a mais eletrônica da carreira da artista, não vai passar
pela América do Sul. Segundo comunicado divulgado hoje, a cantora diz que vai
“transformar o mundo numa grande pista de dança” durante a nova turnê. Pelo
visto, o mundo de Madonna tem o mesmo mapa de antes da era imperialista do
capitalismo, resumindo-se em América do Norte e Europa. A primeira apresentação
do novo show acontece em Los Angeles, em 21 de maio. A turnê termina em 3 de
setembro, em Amsterdã.
No mês passado, o tablóide inglês “The Sun” divulgou detalhes da produção do
show, que tem inspiração no lendário clube de Nova York Studio 54. Segundo o
jornal, serão utilizados luzes e globos autênticos dos anos 70 para compor o
palco da cantora.
PS. Duas apresentações no Japão estão confirmadas, mas não têm datas
definidas no roteiro abaixo. Empresários
brasileiros ainda negociam vinda da cantora, segundo a Folha
Online.
Maio 21 Los Angeles Forum 27 Las Vegas MGM Grand
Garden Arena 30 San Jose HP Pavilion
Junho 5 Fresno Save Mart
Center 8 Phoenix Glendale Arena 14 Chicago United Center 21 Montreal
Bell Centre 25 Hartford Civic Centre 28 New York Madison Square Garden
29 New York Madison Square Garden
Julho 06 Boston TD Bank Garden
12 Philadelphia Wachovia Center 16 Atlantic City Boardwalk Hall 22
Miami American Airlines Arena 30 Cardiff Millenium Stadium
Agosto
1 London Wembley Arena 3 London Wembley Arena 6 Rome Olympic Stadium
20 Dusseldorf LTU Arena 22 Hannover Niedersachsen 24 Horsens
(Denmark) Forum Horsens Outdoor 27 Paris Bercy Stadium 28 Paris
Bercy Stadium
O produtor e DJ Anderson Noise nada contra a onda de cultura helênica que invade o Brasil pela TV e vira destaque na Grécia. O site DJ Sets, famoso na terra de Hércules, publicou entrevista exclusiva e cheia de sotaques com o mineiro e o coloca ao lado de tops do calibre de Adam Beyer, Chris Liebing, Mistress Barbara, Mauro Picotto, entre outros. A página traz ainda um set mixado por Noise.
Durante a entrevista, conduzida pela repórter Vaso Stefanou e gravada em Londres, Noise fala da cena no Brasil, dos seus parceiros internacionais, de seus clubes preferidos e credita a Marky a popularização da música eletrônica brasileira no mundo.
Como não deve haver uma novela na TV grega mostrando a cultura contemporânea brasileira, a jornalista abre o papo querendo saber como Noise se envolveu com música eletrônica num país voltado para o samba. Em outro trecho, Vaso especula se a cena brasileira é jovem e imatura em relação à européia. Nesta parte, Noise garante que tem gente que entende de música eletrônica por aqui e dá uma dimensão do movimento nas diferentes regiões do país.
Sou testemunha de que a cena grega, no máximo, engatinha. Atenas e a ilha de Míkonos se destacam pela enorme quantidade de turistas que recebem. Para um clubber grego, São Paulo seria o Olimpo. Mas como estão no olho do furacão eletrônico, os helênicos têm acesso às novidades e tendências muito antes que um brasileiro mediano. Daí, se gostam de Noise, devem saber do que estão falando. O set mixado pelo brasileiro no site teve cerca de 700 downloads desde novembro.
Se você, caro leitor poliglota, ainda não domina o idioma grego, não poderá conferir que o site apresenta Noise como líder da crescente cena eletrônica brasileira. Mas poderá ouvir a gravação na íntegra, que foi feita basicamente em inglês _ ou algo parecido _, e tem longos trechos em que Noise fala em português, com auxílio de um tradutor. A espontaneidade do produtor e os sotaques durante o papo garantem a diversão.