Boas novas para a nação house paulista: os núcleos de festas Colors e In The House, ambos à beira de completar 6 anos de vida, voltam à ativa em novas locações em dezembro. O rebolado está garantido!
A Colors é aquela animada festa itinerante, organizada pelos irmãos Ventura e onde os Beatbrothers (Wander A. e Wagner J.) têm residência fixa. Desde 2001, já teve edições no edifício Copan, nos bares Brahma, Executivo e THC e ainda em clubes como o Jive, Lov.e, Next, SupperClub e Afrospot. Nos últimos meses, esteve excursionando pelo país, com datas em Campo Grande, Belo Horizonte e Curitiba e também fora dele, em sete festas que aconteceram em agosto, no Reino Unido.
Neste sábado, dia 2 de dezembro, é a vez de Serra Negra, no Circuito das Águas (a 150 km de SP), receber a turma, num esquema meio privê e bem original, com direito a dj gringo no lineup: Martin McNulty, de Manchester, Inglaterra. A festa promete encher de groove a Mansão Musik, um clube rústico com cara de sítio, que oferece ainda um pacote com hospedagem em hotel da região. Confira a localização e todas as informações da festa no site> http://www.amansao.com
Já o projeto mensal In The House, após longa estadia no bar Na Mata Café, para onde levou feras do house como Fred Everything, Dimitri From Paris e Pippi, está de mudança para a Pacha. Sem dúvida, diversificará as noites do mais novo superclube de São Paulo, com sua proposta de fusão de elementos percussivos ao house music.
A noite de estréia acontece numa sexta-feira, dia 15 de dezembro, com os djs João Lee (sim, um dos filhos de Rita), Alê Reis e o residente Silvio Conchon dividindo as picapes com a percussão de Beto Abud. Na edição seguinte, em 18 de janeiro, a festa recebe ninguém menos do que Miguel Migs, um dos precursores do house californiano e nome de sucesso por trás dos selos Naked Music, Salted e Transport. Veja toda programação da Pacha São Paulo aqui> http://www.pachasp.com.br
E quer saber como é o som que toca em cada festa? Baixe e ouça sets gravados nos seguintes links:
Pois é, me perguntaram sobre o Nokia Trends, que aconteceu sábado aqui em Sampa. Sinceramente, tenho pouco a dizer, até porque não fui. E também porque achei que a edição de 2006 ficou assim meio eclipsada, diante da sequência de shows que baixaram por aqui nos últimos três meses, a começar pelo festival da marca concorrente, o Motomix.
No entanto, posso comentar que a marca de celulares acertou muito quando, em 2004, trouxe atrações como o Chemical Brothers e investiu na edição brasileira do Sónar, que teve uma seleção musical bem diferente (e talvez por isso tão interessante), composta por Jeff Mills, Laurent Garnier, Chicks on Speed, LCD Soundsystem e Ricardo Villalobos. Se bem me lembro, tinha até o dj Malboro neste pacote, antes do funk carioca ser celebrado como sensação no verão europeu.
Em 2005, a organização displicente não primou pela qualidade do som, nem por respeitar a lotação do local escolhido para o evento. Nomes como Ellen Allien, Alter Ego, Human League e Tiefschwarz tocaram baixo, para muita gente. No Rio, onde o evento aconteceu na mesma noite com outro time de atrações (Audio Bullys, X-Press 2 e Carl Graig), disseram que a mesma situação se repetiu. Bolaram até uma pista "virtual", em que transmitiram ao vivo imagens e sons do show que acontecia na outra cidade, mas quem conseguia relaxar no meio de tanta gente?
Então anunciaram para 2006 uma nova produção, infra melhor, mais recursos, projeções, festival de vídeo e o diabo a quatro, para um lineup encabeçado pela dupla belga 2ManyDjs (e sua formação de banda Soulwax) e pelo quarteto de Liverpool Ladytron (foto). Completavam o repertório grupos que fazem sucesso entre os indies e djs residentes de clubes de São Paulo. Enfim, um belo embrulho de presente com recheio meio insosso que acabou passando, por mim, em brancas nuvens.
Tenho notícias que a produção realmente se superou este ano, mas como disse, não vou a festivais para olhar pra tenda e demais apetrechos
– se estiverem ali, emoldurando um bom conjunto musical, tanto melhor. Torço, isso sim, para que o festival volte a acertar na organização E no conteúdo, como fez em 2004.
Maurício Lopes, notório dj de techno da cena carioca, inicia nova residência no Rio, mais precisamente aos domingos no 00, bar e restaurante entre a PUC e o planetário, na Gávea. Não é a primeira, mas com certeza é mais um desafio para o dj, que há 11 anos acumula passagens por praticamente todos os clubes do Rio, como a Bunker, Dama de Ferro, Fosfobox e os finados 1910, Dr. Smith e Guetto.
A noite em questão - conhecida como "Playground" - sempre foi um programa bacana para aquele finalzinho de domingo depois da praia, quase uma matinê, voltada mais para a house music. Com a saída de Gustavo Tatá, de mudança para Israel, Maurício passa a dividir o comando da festa com Gustavo MM e irá alternar, com convidados especiais, datas em que toca sozinho a noite inteira (long set).
Os long sets do dj, bem conhecidos dos freqüentadores da festa Oops!, são diversificados a ponto de ter espaço para batidas mais lentas, como as do deep house e minimal, até faixas mais animadas de acid e electro. Uma misturinha boa, que irá fazer bem à noite, ainda mais agora, com a proximidade do verão. A residência estréia neste domingo, dia 26, com o convidado Eduardo Christoph, um dos organizadores da festa Moo.
E para quem está em São Paulo, o dj dá uma canja hoje, sexta-feira, no clube D-Edge (foto). Divide a noite "Freak Chic" com Marcos Morcef e Renato Ratier, e deve entrar nas picapes por volta das 2 da manhã. Imperdível!
Dois relevantes núcleos de música eletrônica promovem neste final de ano festas de aniversário com atrações já conhecidas e idolatradas por seu público. Ambas acontecem em fazendas e espaços abertos nas imediações de São Paulo.
A Tribe, um dos principais palcos do psy-trance no país, completa seis anos e aguarda 15 mil espectadores dia 16 de dezembro na Pedreira, próxima à Pirapora do Bom Jesus. Seus trunfos para chamar tanta gente serão as apresentações ao vivo da dupla israelense Infected Mushroom e da dupla alemã de progressive house D-Nox & Beckers. O tamanho da Tribe impressiona, principalmente quando se sabe que, no ano passado, chegou a juntar 25 mil pessoas e, por conta de uma chuva, houve muitos transtornos. Para tornar esta edição mais confortável para todos, a organização decidiu limitar o número de ingressos colocados à venda.
Já a SP Groove, monta este domingo uma festa para um público menor, mas não menos apaixonado, que há sete anos acompanha o núcleo e as batidas do techno e acid techno, especialmente de djs e produtores ingleses. Contando com as principais estrelas do gênero - D.A.V.E. the Drummer e Chris Liberator
– a SP Groove acontece durante o dia, numa locação à beira da represa Billings, na região do ABC.
Interessou? Confira o som de cada festa nos vídeos>>>>
Serviço:
SP Groove 7 anos
26 de novembro de 2006 - Domingo
05h00 – 22h00
Local: Novo Lago (Estrada do Havaí, 1000)
Ingressos: de 22/10 a 25/11: R$ 45, na porta: R$ 60
Tribe 6 anos
16 de dezembro de 2006 - Sábado
23h00 – 22h00 (do dia seguinte)
Coordenadas: Pegar a Rodovia Castelo Branco até a saída Km 48 para Pirapora do Bom Jesus. Seguir por mais 6,2 Km, virar à direita.
E a edição carioca do Creamfields aconteceu este sábado dentro das instalações de um parque agropecuário de exposições, onde normalmente são montados rodeios e vaquejadas (!) no distrito de Xerém, a 40 minutos do Rio.
A atração mais esperada, o Underworld, entrou no palco por volta de uma e meia da manhã e só saiu de lá duas horas depois, muito ovacionado pelo público. Enfileirou seu conjunto de canções mais conhecidas ("Born Slippy", "Moaner", "Two Months Off", "Jumbo", "Pearl´s Girl", "Rez/Cowgirl", "Juanita"), e com uma performance contagiante do vocalista Karl Hyde, não desapontou quem quis conferir ao vivo uma atração que representa tanto para a música eletrônica e que nunca tinha vindo ao país antes. Karl, aliás, com sua voz indefectível, continua sendo o trunfo da banda e manteve o pique dançando e levantando a platéia a todo momento.
Pois essa coisa de "tira o pé do chão" fez muito bem ao show, que poderia ter se limitado a virar um revival, meio piegas, de uma rave dos anos 90. Para a maioria do público, uma garotada entre 18 e 25 anos que não viveu essa era, aquilo era história e também o presente. Bonito de ver um mar de braços pra cima projetado no telão, quando, ao final do show, Karl direciona sua câmera portátil para a platéia.
Mas o festival não era só deles, e a grande massa - aproximadamente 12 mil pessoas, segundo a organização - tinha ido também por outros motivos. Assim que acabou o live do Underworld no gigantesco galpão da pista "progressive", foi a vez do espaço ao ar livre - montado para as atrações de psy-trance
– lotar (fotos). A produção despojada salientou o clima agreste do local. Teve espaço para chuveiros, bares montados em estandes de madeira do parque e um desfile de botas "pé-de-elefante", pochetes de couro vegetal e estampas camufladas.
Nada contra, eu acredito que festivais de música devam abarcar estilos diferentes, para reunir o maior número de pessoas possível. Agora é esperar que no próximo ano diversifiquem mais as atrações, com novas pistas e espaço para outros estilos de música eletrônica. Como o Creamfields original.
Depois da Pacha, agora é a vez de outra marca internacional, a Creamfields, chegar em peso no Brasil. A marca, mais focada em festivais, começou a aparecer por aqui no primeiro palco dedicado a música eletrônica do Free Jazz Festival, em 2001, e, ano passado, recebeu cerca de 13 mil pessoas em evento organizado no Autódromo Internacional de Curitiba. Dessa vez, aporta em três cidades (Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte) e promete uma infra-estrutura comparável à estabelecida na cidade de Buenos Aires (onde o festival aconteceu sábado passado e reuniu um público recorde de 60 mil pessoas). Em menor escala, é claro. Até porque, enquanto os portenhos tiveram um line-up com dois palcos, oito tendas e estrelas como Dave Clarke, X-Press2, Erick Morillo e Tiga, os brasileiros receberão nomes "pops" do progressive (Sasha, Hernan Cattaneo, Sander Kleinenberg) e o show ao vivo do Underworld. Que não é pouca coisa, conforme relato de quem os viu em Indaiatuba (SP), em festa de aniversário do clube Sirena. A conferir!
Alguma coisa está fora da ordem, mas não com o New Order! No show que os já senhores de Manchester apresentaram ontem no Via Funchal (SP), o que se viu foi uma perfeita combinação de rock e eletrônico, mix tão em voga ultimamente, mas que é a essência do trabalho de 26 anos do grupo. Dos acordes crus das canções de quando a banda ainda se chamada Joy Division ("Transmission", "Love will tear us apart") até o apelo dance de hits já consagrados ("Bizarre Love Triangle", "Perfect Kiss"), pode-se dizer que a apresentação não poderia ter sido mais completa
– talvez por faltar uma ou outra música do "coração", como "Subculture" ou "Round & Round".
O Bernard Summer (foto) não tem mais tanto fôlego? Pois compensa nos vários e altíssimos assobios que dá durante o show. O Peter Hook (foto) não consegue tocar o baixo tão mais abaixo do joelho? Nossa, mas que presença de palco ele tem! E o baterista Stephen Morris continua posando de esfinge, igualzinho à capa do álbum Low Life, de 1985. No lugar de Gillian Gilbert, esposa de Stephen, Phil Cunningham dá novos ares ao teclado e à segunda guitarra do grupo.
Ao abrir o show com "Crystal", que na letra diz "somos como cristal, quebramos fácil, sou um pobre homem, se você me deixar, primeiro aplaudido, depois esquecido", o New Order, ironicamente, questiona sua fama e segue pedindo ao público que se entregue ("não há nada que lamento", diz "Regret") àquela cerimônia ("os céus sabem que vai ser desta vez", entoam em "Ceremony"). E como me entreguei! Até praticamente perder o controle quando tocaram, de brinde, "She´s lost control" - pra mim, "A" música do Joy Divison.
E nem vou reclamar da acústica ruim da casa de shows, que não comprometeu em nada a vibração do público, principalmente na metade do show para o final. Se pudesse, veria de novo hoje! Sim, o tempo passa para tudo, menos para músicas que merecem ser tocadas (e ouvidas!) sempre.
Você é daqueles que não gosta de voltar fedendo a cigarro quando sai à noite? Pois saiba que você não está só. Pelo menos 85% dos paulistanos acham que o fumo deveria ser banido total ou parcialmente de restaurantes, bares e casas noturnas, segundo recente pesquisa realizada pelo DataFolha para a ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), uma organização não-governamental que defende as restrições ao fumo recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
A pesquisa também aponta que a proibição é bem aceita em ambientes como restaurantes (para 83% dos entrevistados) e lanchonetes (79%), mas nem tanto no caso de bares (63%) e casas noturnas (62%). O veto ao fumo encontra respaldo até entre os fumantes: 79% são contra fumar em locais fechados e 74%, contra o uso de tabaco em restaurantes.
Já entre os freqüentadores de bares e casas noturnas, apenas 40% dos fumantes diz apoiar a proibição e para 48% dos entrevistados, a proibição ao fumo reduziria o público de bares e casas noturnas. Uma incoerência, visto que, pela mesma pesquisa, os paulistanos que fumam equivalem a 26% da população com 18 anos ou mais
– ou seja, o restante da população (74%) com idade para freqüentar bares e casas noturnas, não fuma! Isso é um ótimo sinal, mas nem tanto quanto a realidade é que a maioria não fumante continua exposta às substâncias tóxicas existentes na fumaça do cigarro, classificada pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA como um carcinógeno de classe A (carcinógeno é a substância que provoca ou estimula tumores malignos).
No Brasil, há dez anos existe uma lei federal que proíbe o fumo "em recinto coletivo, privado e público", permitindo o tabaco "em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente". Algo que funciona bem em escritórios e ambientes de trabalho, mas ainda são poucos os estabelecimentos que investem numa área separada por paredes e com sistema de ventilação adequado. Medo de perder clientes? Dinheiro jogado fora? E se descobrissem o potencial deste mercado?
Clubes europeus já adotam a prática de banir ou restringir as áreas para fumantes. No Club Blau, em Girona (Espanha), não se fuma na pista principal, apenas nas salas secundárias. Na Suécia, o fumo é proibido em qualquer estabelecimento, bar, restaurante e casa noturna. Sem falar nas práticas americanas, que por não serem "o melhor" modelo para nada, me abstenho de citá-las aqui.
Ah, e para aquele cheiro que permanece em você depois de ficar um tempo nesses recintos fechados livres para o tabaco, a Brastemp promete uma máquina, chamada Prêt-à-porter, que desodoriza roupas expostas à fumaça de cigarro (e outros odores desagradáveis). Utilíssima para descontaminar aquele traje que não dá pra lavar sempre. Mas o que todo fumante passivo cri-cri adoraria mesmo é um jeito de não ser agredido, por tabela, pelo (mau) hábito dos outros.
Cuenda! Se você já morreu de rir com a performance na internet de Las Bibas from Vizcaya, saiba que as duas (Dolores de Las Dores e Marisa Touch-Fine) estarão em carne-e-osso hoje no Clube Vegas, para a festa oficial de abertura do 14º Festival Mix Brasil. E, durante o festival de cinema e vídeo sobre diversidade sexual, Las Bibas também "dão uma pinta" na telona com o curta "Vapor de Virilha", dentro do programa "Trash-o-rama".
No Vegas, Dolores e Marisa (um dos personagens do performático Alisson Gothz) prometem um pocket show com seus grandes sucessos, como "Beshalinda", "Bate Cabelo" e "Toda Cagada". Em seguida, é a vez de Dolores (o também DJ e produtor George M) apresentar um set de electro e house, com referências à música pop-gay (Boy George, Pet Shop Boys) e muito vocal feminino de Goldfrapp, Nena e até Grace Jones.
Quem viu a primeira apresentação dos caras na festa B.I.T.C.H, no Rio de Janeiro, garante que o set, longe de ser tosco, é bem tocado e vai além do quesito "divertido". Fora o Vegas, elas se apresentam dia 16 no Sesc Pompéia (dentro do show Music Mix) e dia 23 na festa Trash 80´s. E depois seguem turnê por Brasília, Goiânia, Recife e, quem sabe, Maceió.
Lembra do produtor e dj Felix Da Housecat, que ficou bem conhecido por essas bandas
com os hits "Madame Hollywood" e "Silver Screen", emplacados em parceria com
Miss Kittin (do álbum de 2001, "Kittenz and thee Glitz")? Praticamente um ícone do
eletroclash, também produziu remixes para Madonna ("Die another day"), Depeche
Mode ("Personal Jesus"), Britney Spears ("Toxic"), Mylo ("Drop the pressure"),
Chemical Brothers ("Get yourself high") e New Order ("Here to stay").
Diante dessa constelação de estrelas da música, não é difícil conceber que,
nas quatro gigs marcadas esta semana no Brasil, Félix use a mesma fórmula de
sucessos para conquistar o público brasileiro. Basta ver pelos trechinhos de
"Song 2" (Blur) e "Sweet Dreams", apresentados recentemente em festival na
Alemanha e disponíveis via Youtube:
Pelas mãos dos mesmos sócios do clube Sirena, instalado há 13 anos em Maresias, desembarca esta semana, na cidade de São Paulo, a filial brasileira do clube Pacha. Uma verdadeira franquia mundial de discotecas, o Pacha nasceu no pequeno balneário de Sitges (Espanha) em 1966. Durante os anos 70 e 80, a grife expandiu seus domínios pela costa mediterrânea até se internacionalizar, e hoje o símbolo das duas cerejas pode ser encontrado em cidades tão diversas quanto Londres, Marrakesh, Sharm el Sheik e Buenos Aires.
Em SP, o superclube seguirá a tradição de ser uma pista para a house music mais comercial e ocupará um antigo galpão de 7.000 metros quadrados, na Vila Leopoldina, com capacidade para receber até 8.000 pessoas (!)
– isso mesmo, mais que uma casa de shows como o Credicard Hall. Os superlativos não acabam: a cabine de som modular poderá receber até três DJs ao mesmo tempo e, ao redor dela, quinze camarotes acomodarão os endinheirados que podem pagar dois mil reais para estar lá, com direito a oito convites, uma garrafa de vodca, uma de champagne e oito latas de energético. Para o restante dos mortais, o ingresso custará o mesmo que em outros clubes "exclusivos" da cidade: de 40 (mulheres) a 80 reais (homens).
A inauguração acontece nesta quinta-feira dia 9, só para convidados, mas dia 10 a casa abre para o público, com apresentação do dj Erick Morillo. Sim, aquele mesmo que ano passado foi convidado pela polícia federal em Santa Catarina a explicar a falta de licença de trabalho para se apresentar em solo brasileiro. Espera-se que desta vez ele "bombe" a balada, no bom sentido!
Após três meses excursionando fora do Brasil, a djéia de techno Kammy retorna ao país com o case mais cheio e pronta para cumprir, nas próximas semanas, um extenso cronograma de apresentações que inclui as cidades de Fortaleza, Campinas, Campo Grande e Rio de Janeiro.
A largada da etapa brasileira começou no sábado, no clube Lov.e de São Paulo (fotos), onde o público pode comprovar, em duas horas de set, um pouco das novidades que Kammy incorporou ao seu repertório. Alternou faixas bem "underground" dos eslovenos Lokitbrada e Rumenige, com clássicos como Slide, de Joey Beltram e electros de Hacker & Milimetric & Caretta e Dynarec, para regozijo dos techneiros "old-skool".
De sua última viagem, Kammy declarou ter ficado particularmente impressionada com o Subclub, clube ultra-underground instalado no subsolo de uma ex-instalação militar em Bratislava (Eslovênia) e com a entusiasmada reação da platéia espanhola, nas festas em que se apresentou em Girona, Valência, Alicante, Tarragona e nas Ilhas Canárias. Sem contar com a exuberância natural de Hong Kong, uma cidade geograficamente muito parecida com a terra natal da djéia, o Rio de Janeiro.
Quer acompanhar as próximas datas da djéia no Brasil? Acesse: www.djkammy.com