Bom, então vamos ficar mais "pé-no-chão" e apresentar algumas opções de balada "made in Brasil" com música eletrônica para a noite de reveillon. Tem show, festa em clube, festival de trance, tudo pelo litoral do país, destino que sempre cai bem, ainda mais nessa canícula de verão. Então por favor, se você estiver perto do mar nesse dia, não esqueça de pular as sete ondinhas!
A grande surpresa, anunciada ontem pela Folha de S.Paulo, é que o Anthony Rotherfoi incluído na programação musical patrocinada pela Nokiana praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Isso mesmo, uma apresentação ao vivo do conceituado produtor de electro alemão, com todas os quilos de equipamento que o acompanham, de graça, na praia, bem próximo ao mais bonito espetáculo de fogos do Brasil (foto)
– o de Copacabana, porque em Ipanema, ao contrário do que muitos pensam, não rolam fogos. O palco armado no posto 8 também vai ter show dos Black Eye Peas, Sergio Mendes, dj Malboro e bateria de escola de samba da Acadêmicos do Grande Rio, e vale esperar essa salada musical só para ver o alemão tocar no final da programação, por volta das 2:00. Ou então dar uma conferida nos fogos de Copa à meia-noite e depois correr para Ipanema.
Ainda em Ipanema, o posto 9 recebe, em outro palco, o duo israelense de rock-trance (será que posso chamar assim?) do Infected Mushroom, que cumpre no país extensa turnê: em dois meses, terão tocado em cerca de 20 festas. Completam o line-up os djs de electro Breno Ung e Renato Bastos, os de psy Flow&Zeo e Digital-X e os de house Jonas Rocha, Rafael RM2, Leo Janeiro, Patricinha Tribal, A.J.Crypt e Harebow Lex. Confira todos horários no guia do Psyte: http://psyte.uol.com.br/agenda/evento.asp?seq=10496
Já em praias baianas, mais precisamente em Pratigí, ao sul de Salvador, o festival Universo Paralello terá sete dias de música, com área de camping à beira do mar e estrutura de bares, restaurantes e lojas em meio a uma área de preservação ambiental (foto). Ecologicamente correta, a produção da festa declara montar uma usina para reciclagem dos resíduos que serão produzidos pela festa, tudo com acompanhamento do Ibama local. Essa é quarta vez que o festival acontece no local, o que parece ser fruto de um bem sucedido acordo com o governo local. A lista de djs e projetos que se apresentam ao vivo, majoritariamente de trance e suas vertentes, tem quase 200 nomes (!) - veja todos no site oficial do evento: http://www.universoparalello.art.br/
Trance também é o estilo da festa "ReveillOHM", que acontece em Guarapari, litoral do Espírito Santo. Nomes como Paranormal Attack, Cosmonet e Ground Control estão programados para tocar na Pedreira Adventures Park.
Em Itajaí, litoral de Santa Catarina, o Warung Club recebe os djs Rowan Blades e Ricky Ryan, que tocam ao lado dos residentes da casa, Aninha e Gabo. Mais informações no site do clube.
Ainda em Santa Catarina, na belíssima Praia do Rosa, a festa "reveillon do rosa" promete vista panorâmica para o mar e queima de fogos, ao som de alguns djs de psy e house. Confira no endereço: http://www.reveillonnorosa.com.br/home.html
O Ilhabela Summer Stageretorna neste verão à ilha do litoral paulista, no píer 151, bem no caminho entre o Yatch Clube e vila da cidade. A programação começa na próxima terça, dia 26, e até o dia 20 de fevereiro terá noites só de música eletrônica, com seleção dos clubes D-Edge, Lov.e e Manga Rosa. No dia primeiro, a partir das 18:00, estão programados para tocar os djs Claudinho I, Santiago e Wehbba, junto com o residente Renato Meia.
No Sirena, em Maresias, Mau Mau, Renato Ratier e Carlo Dall´anese são os escalados para a noite da virada.
Os núcleos de techno Patrole Klaster se unem para um reveillon especial em Ubatuba, no clube Tribbo Beach, no Morro da Prainha. De uma da manhã ao meio-dia do dia primeiro, revezam-se na cabine: Mara Bruiser, Frajola, Alemão e Nori, entre outros.
Em Paraty, a pedida parece ser a festa Psydom organizada na praia da Jabaquara. Com entrada gratuita, começa a partir das 22hs e terá um line-up repleto de djs de psy-trance. Mais informações sobre a festa em: http://www.psydomtrance.blogspot.com/
Já em Búzios, a Privilége, clube em frente à Orla Bardot, traz o dj inglês Pete Tong, famoso por apresentar o programa Essencial Mix da BBC Radio 1. Na praia de Geribá, o bar e restaurante à beira-mar Fishbone também terá programação eletrônica no reveillon, com o dj Maurício Lopes nas picapes.
Ainda em dúvida sobre onde estar quando o relógio bater meia-noite do dia 31 de dezembro? Se você sonha (ou pode) escolher seu destino de reveillon com base na programação musical, e mais precisamente, onde o seu dj favorito estiver tocando, confira a lista de eventos que selecionei, com alguns dos melhores djs, ao redor do mundo.
Carl Cox será a estrela da Harbour Party NYE, na capital australiana, Sydney. A festa, estrategicamente localizada com vista para o espetáculo de fogos de artifício da baía da cidade (foto), está com seus 6 mil ingressos esgotados e anuncia, entre outras atrações, um grupo de dança chamado "Brazilian Dancers" (!).
Também com ingressos esgotados, os Chemical Brothers tocam no clube Turnmills, de Londres. Pelo quarto ano consecutivo, eles apresentam um dj set ao lado de nomes como Justin Robertson, e esta edição exige "dress code": para entrar, é preciso estar fantasiado de rock (ou pop) star. Ainda em Londres, X-Press 2 e Smokin Jo são as atrações principais da Ministry of Sound. E no clube The End, Layo & Bushwacka! embalam a noite inteira com muito tech-house.
Progressive house será a vertente da virada no clube Womb, de Tóquio, que convida o produtor inglês Nic Fanciulli para comandar a festa, junto com vários japas residentes da casa.
O grande encontro, literalmente, do estilo acontecerá em Los Angeles. Na área central da cidade, os djs Sasha e John Digweed tocarão juntos por oito horas na colossal Giant Maximus, uma locação que cabe até roda gigante. Completam o line-up os holandeses Sander Kleinenberg, Armin Van Buuren e Ferry Corsten. Do outro lado da cidade, Deep Dish, Paul Van Dyk e Danny Howells prometem lotar a Los Angeles Sports Arena, na festa Together as One.
Cabe à Avalon de Bostonreceber Tiesto, que continua a ser o número um do mundo – até que os leitores da Dj Mag mudem de opinião.
Steve Lawler faz as honras de Montreal, e toca um long set na Tribe Hyperclub.
Em Frankfurt, os alemães podem escolher entre passar a noite na Cocoon de lácom o dono da balada, Sven Vath, ou ir à festa do clube U60311, que tem o sugestivo nome "Space Odyssey from Minimal to Maximal" e terá, entre outros, Chris Liebing e o live do Dirty Crew.
A cidade de Belfast, na Irlanda do Norte, terá a ilustre presença de Dave Clarke no clube Shine.
Tiga e a brasileira Denise Konzen são as atrações da pequena cidade de Balerma, ao sul da Espanha. Tocam juntos na noite Hybernia, na sala Malibu.
Já Laurent Garnier toca na cidade italiana de Florença, no clube Tenax, com ingressos a 80 euros.
E Nova Iorque não pode ficar para trás. Enquanto os convidados da Pacha farão uma maratona de 24 horas ao som do lendário dj de house Jonathan Peters, a apresentação será transmitida ao vivo para quem estiver celebrando a virada no frio da Times Square (foto). Freqüentadores da finada Sound Factory devem estar em polvorosa.
Uma baixa: para quem acha que essas coisas só acontecem em "terra brasilis", a edição especial de ano novo da Awakenings, que aconteceria num cais reformado de Amsterdam, foi embargada pelas autoridades locais. Iam tocar na festa 100% techno: Anja Schneider, Josh Wink, Adam Beyer, Echoplex & Damon Wild (live), Bart Skils, Hertz (live) e Gayle San. Com ingressos esgotados, a produção ainda aguarda, até o final desta semana, uma solução para as questões de segurança que foram questionadas pelo governo e, quem sabe, definir novo local para o evento. Mas já oferece opções de restituição dos convites, segundo informa o site oficial da festa.
Logo mais, um pouco da programação brasileira de final de ano.
Ho, Ho, Ho! O papai-noel melancólico chegou. Thom Yorke (foto), vocalista do Radiohead, decidiu usar a internet para distribuir remixes do álbum "The Eraser", seu trabalho-solo lançado em julho no mercado internacional. Com produção e arranjos de Nigel Godrich, e direção de arte de Stanley Donwood, dois antigos colaboradores do Radiohead, o álbum traz nove canções de Thom e sua inconfundível melancolia. As primeiras músicas remixadas foram "The Clock" e "Analyse" e estão disponíveis, por tempo limitado, no site oficial do álbum
.
A versão de "The Clock" ficou a cargo do produtor inglês de techno Surgeon, chamado de "master" pelo próprio Thom. "Ele transformou a música em algo realmente pesado. E dançante. Bom, o que chamo de dançante de qualquer modo", declara Thom em seu blog. "Eu espero que ela toque em algum clube. Não que eu saia muito hoje em dia". E deseja: "menos consumo de lançamentos de Natal".
Então está esperando o quê? Baixa logo! É só clicar com o mouse direito e salvar os seguintes links:
Em tempo: Surgeon é um dos gringos com data marcada para voltar ao Brasil em 2007. Irá alternar, dias 9 e 10 de fevereiro, um set de electro com outro voltado só para o techno, no novo clube a ser inaugurado em São Paulo, o Clash. Boa oportunidade para ouvir este remix na pista!
DJs x VJs: cruzando a fronteira da imagem e do som
Até bem pouco tempo atrás, DJs e VJs viviam em mundos separados
– mesmo quando se apresentavam na mesma festa, ao vivo. O dj sempre figurava na linha de frente da cabine, ditando o ritmo e o áudio da festa, enquanto ao vj cabia projetar em telões um fundo visual e silencioso para o set. Até os equipamentos eram distintos.
Mas alguns artistas, como Coldcut, Jeff Millse Addictive TV, cada um ao seu modo, ultrapassaram essa "fronteira" imaginária e fundiram sons com imagens, compondo faixas audiovisuais que podem ser tocadas e mixadas com equipamentos. Para tanto, usam ferramentas como o AV (áudio e vídeo) mixer, DVJ (um CDJ para DVD) ou ainda teclados com programação para reproduzir em cada tecla um determinado sample (trecho) de áudio e vídeo. O resultado é uma sincronização mais certeira e, segundo esses produtores, uma experiência que suplanta a integração usual de som e imagem. O que você vê é o que você ouve? Ou o que você ouve é o que você vê?
Um pouco dessa experiência audiovisual poderá ser vista este final de semana no Rio e em São Paulo, nas apresentações do trio inglês Eclectic Method (foto) e do americano Mike Relm. No Rio, eles tocam no evento "Tudo Av - Música para ouvir com os olhos", dia 16 de dezembro, no Circo Voador, junto com o dj nova-iorquino Tim Sweeney, com ingressos entre 15 e 30 reais.
Em Sampa, as mesmas atrações tocam no Vegas Fest, nesta sexta-feira, dia 15. Era para ser a festa de aniversário do clube e acontecer em junho, mas na ocasião, o evento que ocuparia várias casas de reputação duvidosa da Rua Augusta, foi cancelado em cima da hora pela prefeitura. As atrações internacionais que já estavam na cidade fizeram uma gig surpresa no Lov.e e o trio Eclectic Method acabou sem a case de DVDs que usou no set. Facundo Guerra, dono do Vegas, chegou a oferecer uma recompensa para quem restituísse o material, para se ter idéia da falta que o material fez. Agora sem censura e, espera-se, sem demais contratempos, a festa acontece na The Week, com ingressos entre 30 e 60 reais. Completam o line-up os djs residentes do clube, como Luca Lauri, Pil Marques, Magal, Gil Bárbara, Camilo Rocha e Nedu Lopes.
Quer ver como funciona ao vivo essa colagem de imagens e som? Confira trechos dos "AV sets" de Mike Relm e Eclectic Method:
Briga no Lov.e termina com ferido grave: erro ou fatalidade?
Conforme noticiado pelo Uol, um freqüentador da noite Black, que acontece todo domingo no conceituado clube Lov.e de São Paulo, foi atingido por uma bala no pescoço e continua em estado grave até hoje, após suposta discussão dentro da casa noturna. Nada foi esclarecido até o momento, se o rapaz ferido estava envolvido na briga, ou como a arma de fogo foi parar lá dentro.
A casa alega que permite a entrada de policiais armados no clube (como de direito), mas que dá opção para deixarem a arma em gaveta trancada nas dependências do clube. Se o (mau) uso da arma ficou a cargo de policiais, inquérito e punição da corregedoria neles. Se o esquema de segurança da casa falhou, deve-se cogitar a possibilidade de colocar detectores de metais nas portas de clubes. Porque só assim, acredito, seria possível conter a entrada de alguém que não deveria portar um objeto tão pernicioso e que, principalmente, esqueceu a noção em casa.
Já fui revistada diversas vezes na entrada de clubes em São Paulo, inclusive no Lov.e, e acho que o sistema de revista funciona na maioria dos casos. Mas quem tem o objetivo de entrar com qualquer objeto não muito grande, consegue. Não existe boa intenção nisso: se a pessoa porta arma num ambiente fechado considerado "seguro", não é para se defender, é para causar confusão. A combinação com bebidas alcoólicas e outras substâncias que alteram o humor traz mais inconsequência ao fato.
Vivemos numa sociedade que incentiva e aprova o uso de armas. Em 2005, amaioria da população brasileira decidiu, por meio de um referendo, que não deveria ser proibida a venda de armas de fogo no país. Que a fatalidade (ou erro) que aconteceu dessa vez sirva de exemplo, até para muitas casas noturnas que nem fazem a revista básica.
Daqui há pouco, qualquer ambiente dependerá de detectores de metais e outras medidas extremas para ser considerado seguro.
Ontem foi ao ar, na programação da HBO, o novo show de Madonna, gravado em Londres durante a breve turnê de Confessions on the Dance Floor
– ao todo, a diva fez "apenas" 60 apresentações, na América do Norte, Europa e Japão, entre os meses de maio a setembro deste ano. Um prêmio de consolo aos fãs brasileiros, que aguardavam ansiosamente a vinda deste show abaixo da linha do Equador. Chegou rápido, mas pela tv a cabo.
Mesmo reduzido e editado para tv, o espetáculo
– com Madonna o negócio tem que ser grandioso, numa profusão de cenários, roupas de grife e bailarinos-acrobatas moldados para aquela mise-en-scène – é de tirar o chapéu. Primeiro porque a pop star, do alto dos seus 48 anos, faz tudo como manda o figurino: dança, pula, se contorce, brinca como a platéia, toca guitarra e ainda encontra fôlego pra cantar (ok, sempre bem escoltada pelas backing vocals, Nick e Donna). Depois, o show se baseia no último disco lançado pela cantora, uma impecável incursão pela club culture, com produção e arranjos de Stuart Price (também conhecido como Jacques lu Cont e por seu projeto "Les Rythmes Digitales", uma das revelações do french-touch dos anos 90).
Logo de cara, a entrada é apoteótica: Madonna sai de dentro de um globo de espelhos que baixa no meio do palco - tudo que a Xuxa queria que sua nave espacial fosse. Convida, em "Future Lovers", quem está ali - e que deve ter sofrido para conseguir tão disputado ingresso - a esquecer seus problemas ("forget your life...bills and loans") e emenda com "I feel love", em reverência à disco queen Donna Summer (e de quebra, Giorgio Moroder). Em seguida, cita um remix dos Pet Shop Boys para "Sorry" e mistura "Music" perfeitamente com "Disco Inferno" - esta com direito à coreografia e figurino do filme "Embalos de Sábado à Noite". Faz uma versão tribal house para "Let it will be" e transforma "Erotica" numa grande "almôndega" clubber. O final fica a cargo de Abba e o carro-chefe do disco dançante, "Hung Up". Balões dourados caem na pista e a festa tem hora para acabar, ainda que o "tempo passe tão devagar"...
A polêmica existe, na forma de um crucifixo em que Madonna se pendura para cantar "Live to tell" (foto)
– trecho censurado nos EUA, quando a NBC televisionou o mesmo show. Em meio a cenas egocêntricas (chega a projetar no telão vários raios-X, uma alusão às fraturas que sofreu caindo do cavalo no início do ano), ela dedica um bloco de canções a mensagens pacifistas e de cunho sócio-humanitário. Devo dizer que não espero menos de um artista que funciona tão bem como veículo de comunicação de massa. Se na turnê anterior, realizada bem na época das eleições presidenciais americanas de 2004, ela errou na dose, agora a retórica aparece sim, mas subliminarmente. Bato palmas para esta jovem senhora, ousada, socialmente responsável e em sua melhor forma - musical, inclusive.
Perdeu? Programe-se para as próximas exibições na HBO:
Da onda saudosista dos anos 80, quem não lembra ou já ouviu falar do Genius, brinquedo da Estrela que testava a memória e os reflexos dos jogadores? Gastava-se um saco de pilhas (das grandes!) para brincar algumas horas com aquele console redondo, dividido em quatro grandes teclas de cores primárias, que emitiam uma seqüência de sons e luzes a cada jogada.
Não chegava a ser um instrumento musical, até porque a programação limitava qualquer "nota" a mais. Mas com certeza foi o primeiro contato que muitas crianças tiveram (e me incluo nessa) com uma melodia robótica, repetitiva e hipnotizante
– num mundo até então dominado por brinquedos que no máximo tocavam uma canção de ninar ou diziam "mamãe".
O Genius nada mais é que uma reprodução do jogo "Simon says" (foto), algo como "siga o mestre", que virou febre nos EUA, no auge da era disco. Inclusive, o original americano foi lançado em 1978, numa ação de marketing dentro da mítica Studio 54, o templo da disco music nova-iorquina. Até os dias atuais, um fabricante americanocomercializa o "Simon", em três modelos de cores metálicas.
Bom, tudo isso para dizer que agora
– depois que uma empresa que desenvolve aplicativos para telefonia móvelobteve permissão da Estrela, detentora da marca – dá pra baixar uma versão do Genius no aparelho de celular. Não em qualquer um (até o momento), apenas em modelos das operadoras TIM, Oi, Telemig, Brasil Telecom e Amazônia Celular. O download do jogo custa R$ 10, e, ao meu ver, tem mais chances de fazer sucesso que as versões gratuitas distribuídas na internet. O mais legal desse jogo é justamente poder carregá-lo e "tocá-lo" em qualquer lugar! Eu ainda guardo o meu, mas convenhamos, trata-se de um "trambolho"!
Foi com um dia de muito sol e calor que a festa Circuito aconteceu mais uma vez no Lago
– locação paradisíaca à beira da represa Billings, na região do ABC de São Paulo. Sem estar lotada, mas com um público fiel e animadíssimo, a day party começou por volta das 9 da manhã e parecia não ter hora para acabar, quando esta que vos fala pediu arrego e foi embora por volta das 5 da tarde.
Tempo de ouvir integralmente o set bem construído de techno de Chris Liebing, a atração internacional da festa, um dos precursores do uso do Final Scratch
– ele é um entusiasta da tecnologia, que utiliza há cinco anos.
A primeira hora foi dedicada a faixas menos rápidas, que nas três horas seguintes deram lugar a momentos como "Body Jack" (Marc Romboy vs Tommie Sunshine)
e "Mouth To Mouth" (Audion), além de um incrível remix para Raving Lunatics(dj Pierre), um acid house lançado originalmente em 1995.
Nesta apresentação, Liebing agregou ainda um segundo laptop com o programa Ableton Live, para inserir efeitos e loops ao set, com auxílio de um mixer Allen & Heath modelo Xone 3D(detalhe na foto). Curiosidade: segundo o fabricante, o Xone 3D foi desenvolvido com consultoria de dois djs: Chris Liebing e Richie Hawtin. Por isso, não é de se estranhar que os dois usem o mesmo equipamento em suas apresentações aqui no Brasil - Richie toca hoje à noite do clube D-Edge, em São Paulo, após bem sucedida apresentação na festa Moo, do Rio.
Com a proposta de funcionar como uma cooperativa para djs e produtores de techno e suas vertentes, a Djs Unitedé a mais nova agência a se estabelecer no mercado brasileiro. Fundada pela veterana djéia Mara Bruiser (foto) - que até bem pouco tempo fazia parte da SmartBiz -, a Djs United quer suprir uma demanda existente entre os talentos do estilo, que encontram dificuldades de divulgação e, principalmente, de intercâmbio de trabalho, para além de sua cidade natal ou de festas privês de amigos.
O próprio nome da agência foi escolhido a dedo: se propõe a unir e democratizar o acesso a um conjunto de djs, num meio normalmente tachado de "elitista" e formador de "panelinhas". A United não exige exclusividade, deixando o artista livre para seus próprios contatos, e informa que cobrará uma taxa de 10% sobre os bookings (agendamentos) que realizar. Parece bem razoável! Tanto que já conta com 80 nomes entre seus filiados.
O site da agência, ainda em fase de construção, terá um formulário de cadastro para quem quiser fazer parte do casting, além de espaço para hospedagem de sets, produções, releases e fotos. Para o futuro, a idéia é evoluir para um selo próprio e também organizar festas próprias com a marca.
O lançamento oficial da agência aconteceu neste sábado, dia 2 de dezembro, na noite Lov.e Express, em que Mara é residente mensal.