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Concerto “Water for Life” traz de volta Jean Michel Jarre

Alguém ainda lembra do Jean Michel Jarre? Considerado um dos pioneiros da composição "erudita" de música eletrônica, criou em 30 anos de carreira uma centena de melodias que retratam sonoramente um determinado ambiente e deu-lhes nomes da natureza, caso de Oxygene, Equinoxe e Magnetic Fields. Um som categorizado no passado como "new age", que hoje poderia bem ser enquadrado em "ambient" ou "lounge".

Pois o compositor francês, que em 1986 fez um espetáculo para 1,5 milhões de pessoas em comemoração ao aniversário da NASA em Houston, Texas, está bem, obrigado e continua explorando em seus shows aqueles efeitos visuais de telas de laser e fogos de artifício, unindo música com o meio-ambiente e projetos arquitetônicos. E pronto para lançar um novo álbum, em meados de 2007.

Com uma audiência bem menor (estimada em 15 mil pessoas), o último concerto de Jarre aconteceu mês passado, numa locação em Merzouga, Marrocos, em pleno deserto do Saara. O local foi escolhido a dedo para chamar atenção à causa que o músico apóia: o esgotamento da água como recurso natural e o processo de desertificação conseqüente, uma questão em debate na ONU.

Jarre atua há 14 anos como embaixador da Unesco e faz coro com outros artistas que combinam música e discurso engajado. Nas palavras dele, "queremos que este concerto seja um alerta, que faça as pessoas mais conscientes de quanto a água é preciosa e a necessidade eminente de cuidarmos desse recurso".

Das imagens do concerto disponíves na internet, selecionei dois vídeos: um com a música que é, provavelmente, a mais conhecida de Jarre, "Rendez-Vous 4", e outro com a faixa "Oxygéne 7", onde o músico toca as notas musicais num teclado feito de feixes de laser. Confira nos links abaixo (confesso que o primeiro marejou meus olhos):

http://video.google.com/videoplay?docid=-3159213372659167469

http://www.youtube.com/watch?v=_sGyzs4JGKw



Escrito por Beatrix Kiddo às 18h42
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Ano novo, clube novo em São Paulo

 

Ficou para o dia 8 de fevereiro a inauguração, só para convidados, do Clash, casa noturna que tem entre seus sócios os produtores da festa Circuito. Localizado num antigo galpão industrial reformado, no bairro da Barra Funda, o mais novo clube da cidade terá capacidade para abrigar tanto uma festa pequena para 200 pessoas, até um evento com público de mil pessoas. Montar o espaço a partir de uma estrutura modular parece ser o melhor negócio nesse tipo de empreendimento, vide a bem sucedida experiência das casas noturnas The Week e Pacha.

A programação ainda não está definida, mas estão previstas noites de rock, techno e house, e residências de Murphy (sexta), Paulinho Boghosian (quinta), Magal (quinzenal aos sábados) e Maurício Lopes (quinzenal no after às sextas). É claro, o clube receberá as edições "indoor" da Circuito, além de festas dos núcleos Colors (house) e Technopride (hard techno). Como adiantado por este blog, o público verá o produtor inglês Surgeon em dose dupla no final de semana da inauguração da casa: tocando um set mais pro techno no dia 9 e outro mais pro electro no dia 10. Pela escolha da primeira atração internacional, a expectativa é que o Clash abra espaço para nomes do techno mais underground, não tão acessíveis do grande público, e fuja um pouco da concorrência direta com D-Edge e afins. Longa vida, portanto, ao Clash!



Escrito por Beatrix Kiddo às 12h36
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Tiesto não é o número 1

Ele está em todo lugar. Comemorou, esta semana, seu aniversário de 38 anos em boate exclusiva de São Paulo, fez show para mais de 100 mil pessoas na Praia de Ipanema há quinze dias e no domingo sua apresentação em Porto de Galinhas (PE) fechou o noticiário do Fantástico. Hoje o dj toca na The Week (SP), amanhã é dia de festa em Guarapari (ES), sábado é a vez de Búzios (RJ) e domingo a turnê termina em Brasília. A "febre" de Tiesto que o Brasil vive no momento deve-se em grande parte à construção da imagem do próprio, que bem utiliza o fato de ter encabeçado por três vezes a "lista dos melhores djs do mundo" da revista DJMag sendo que nos dois últimos anos o posto foi de Paul Van Dyk. Muita gente que vai vê-lo, inclusive, não sabe citar nenhuma música que faz parte do seu set, mas sempre lembra desse ranking, que nada mais é que uma pesquisa de votos pela internet que indica quem tem mais popularidade. Na cobertura dispensada a ele pela imprensa, ouve-se sempre o adjetivo "número 1", o que corrobora para a formação de um mito! Então vamos à verdade: Tiesto é, como todos os citados pela lista da DJMag, um dj de enorme popularidade que sabe amealhar votos em apresentações para multidões no mundo inteiro, mas no ranking atual é o terceiro. O terceiro dj mais popular, fique bem claro.



Escrito por Beatrix Kiddo às 15h32
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“Shake and Pop” com Green Velvet

Gosta de electro, retrô, ghetto, house & techno? Um pouco disso misturado a hits de "safra própria" é o que se ouve em duas horas de set de Green Velvet, gravado na noite Automatik do Rex Club de Paris e disponível por tempo limitado neste endereço:

http://www.cajual.com/mixes/gvmix_rexclub1206.ra

(é só clicar no link e salvar o destino no computador, o arquivo está no formato real audio)

O "veludo verde" é na verdade a alcunha techno do norte-americano de Chicago Curtis Jones, um prolífico produtor, autor de clássicos como "Flash", "Answering Machine", "La La Land", em que se destacam narrações e vocais bizarros. O uso do microfone para sobrepor as letras dessas faixas costumam ser, inclusive, o ponto forte de suas apresentações e é o que se ouve neste set de dezembro, que inclui também títulos lançados em 2006 pelo produtor ("Shake and Pop" e "Lalalalala") e sucessos de Agoria, Josh Wink, Nathan Fake, Vitalic e Plastikman. No Brasil, ele apresentou-se em versão ao vivo, empunhando um keytar (mistura de keyboard com guitar), em 2000 (na primeira edição do Skol Beats e em evento no velódromo da USP) e algumas vezes como dj, em 2003 e 2005. Já é tempo de retornar.

Em sua página no MySpace - que utiliza para divulgar com regularidade áudio de canções inéditas e mensagens de cunho religioso e anti-drogas - Green Velvet anuncia novo álbum para junho de 2007. Todo fervor religioso atual não o fez renegar a produção feita no "passado", ou como ele descreve, na "escuridão". Vamos ver o que vai sair da "iluminação".



Escrito por Beatrix Kiddo às 16h18
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Rother eletrifica primeira noite do ano em Ipanema

 

Debaixo de uma chuvinha fina que insistentemente caiu sobre a orla carioca durante toda a noite de reveillon, Anthony Rother lavou a alma de quem fincou o pé nas areias molhadas do posto 8, em Ipanema, só para assistir a ele. O mestre do electro alemão entrou com atraso no som, por volta das 2:45 da manhã, após a batucada da Grande Rio e dos intermináveis hits do Black Eye Peas.

Rother tocou exatos 45 minutos - certamente pouco para quem poderia ouvi-lo a noite inteira. Mas reluziu que nem brilhante no primeiro grande show de música eletrônica de 2007, com direito à bandeira do Brasil nos ombros e frases que encantam qualquer audiência. Ladeado por equipamentos, teclados, mesas de efeito e um megafone, emendou músicas dos últimos trabalhos "Super Space Model" e "Popkiller" (Youth, Lucifer, Nature, Father, Punks, Age) e ainda apresentou uma inédita, "Moderntronic".

Nunca se viu no reveillon do Rio de Janeiro uma estrutura de palco e de sonorização montada na praia como a que a Nokia patrocinou. O som era tão alto que podia ser ouvido no Alto Leblon, distante 6 km dali. Do palco pareciam saltar gigantes serpentinas coloridas, numa cenografia carnavalesca de efeito. O coletivo de vjs Bijari ficou encarregado das projeções multicoloridas nos três grandes telões, que ora se fundiam a tomadas do público e do músico. Colaborou, certamente, o fato de Rother ser praticamente desconhecido do público que foi ver as atrações anteriores, facilitando a aproximação do palco na hora do show, coisa que era impensável horas antes, com a praia tomada por mais de 1 milhão de pessoas.

O final com "Back Home" foi quase um coito interrompido, uma sensação generalizada de "quero mais", ressaltada pela filosofia de robô de Rother: "todas as coisas que vemos (e fazemos) ficam memorizadas, para sempre". E quando a memória falha, nos resta a internet para recordar:



Escrito por Beatrix Kiddo às 19h11
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Air compõe “sinfonia de bolso”

"Pocket Symphony" é o nome do quarto álbum do duo francês Air, formado por Nicolas Godin and Jean Benoît Dunckel, com data de lançamento marcada para março - já devidamente furada pela internet. Em 12 faixas, o disco mantém os ares asiáticos do trabalho de 2004, "Talkie Walkie", agora explorados com instrumentos clássicos japoneses como o Koto (uma harpa de chão) e o Shamisen (um banjo de três cordas).

Também repete a colaboração do produtor Nigel Godrich com a dupla, que divide os vocais com os cantores Nigel Hannon (Divine Comedy) e Jarvis Cocker (Pulp) assim como fizeram ano passado para o disco de Charlotte Gainsbourg, "5:55". A arte de capa (foto) ficou a cargo de Xavier Veilhan, artista plástico que utiliza composições digitais e em 3D para remodelar a realidade e tem afinidades com os músicos.

O resultado é eclético e deve dividir opiniões. Vocais angelicais permeiam os carros-chefes "Once upon a time" e "Mer du Japon", Jarvis solta uma entonação à la Bowie em "One hell of a party" e aquele clima "sexy-bom-para-namorar" que é a marca-registrada do Air embala "Photograph", "Left Bank" e "Redhead girl". Outras faixas (talvez) mereçam uma segunda audição.

O melhor é que disco novo pede show novo. Eles planejam uma grande turnê para 2007, começando em março pela Europa e passando pelos Estados Unidos entre abril e maio, devendo tocar nos principais festivais do verão europeu e também no Japão. Não custa nada torcer para incluírem a América do Sul no caminho dessa vez o Air faz um show "calminho", quase ambient music, que com certeza gostaria de ver um dia.

Ouça um trecho de "Once upon a time" e veja o conceito visual do álbum no cartão virtual distribuído pela gravadora: http://www.emi-artistes.com/air/ecard/en.html



Escrito por Beatrix Kiddo às 18h52
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